<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566</id><updated>2012-02-18T10:26:44.785-02:00</updated><title type='text'>Minhas Aulas</title><subtitle type='html'>Trabalho a nossa língua por meio de textos, literários ou não e dos gêneros textuais, digitais etc. Aqui você encontrará alguns materiais utilizados nas aulas de LITERATURA e afins que disponibilizo neste Blog, para que possa ler e estudar, copiar, imprimir os conteúdos etc. Conte com meu apoio por meio dos canais de comunicação nele disponíveis!
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Profa.Lucilene</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5565759314400604235</id><published>2007-11-21T23:57:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T00:18:02.470-02:00</updated><title type='text'>Atividade 2 EJA - Nov.2007</title><content type='html'>TEMA: O REALISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudamos o Barroco, Arcadismo e Romantismo, movimentos literários que, cronologicamente deixaram suas marcas em diferentes áreas...&lt;br /&gt;Vamos agora estudar o Realismo e suas nuances. Como o próprio nome sugere, nele nota-se haver uma tendência para se retratar o que se sente e vê. Após a rápida exposição do tema, faça as leituras teóricas indicadas e disponíveis no Blog. Vamos levantar juntos os principais pontos desses movimentos literários para aprofundarmos nosso conhecimento sobre o assunto. O Realismo, o Naturalismo, o Parnasianismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leia o slide - 7o Período Literário, disponível no Blog....&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Produza um resumo de tudo isso que estudou (produção &lt;strong&gt;individual&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quero que vivam o “Realismo”!&lt;br /&gt;- Escolha um colega, fique um de frente para o outro e fale uma palavra de diferentes maneiras, com emoção. Ex: Quieto! Quieto....&lt;br /&gt;Note que a maneira de falar, a transmissão, expressão corporal, facial, a entonação de voz etc são fundamentais para a compreensão da comunicação....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que, inclusive...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...histórias são irônicas, reveladoras de coisas que todo mundo sabe, mas não comenta... Elas falam de valores morais que todos criticam, mas têm. Quando alguém diz que Machado é "cético", é disso que está falando: esse ótimo escritor não acreditava nas boas intenções, na bondade, na generosidade, no amor romântico, na eterna lealdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reúna-se com 2-4 colegas e:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2. Debatam o tema estudado, as leituras realizadas (não esqueçam do material teórico e do seu resumo).&lt;br /&gt;2.1. Cada componente do grupo deverá expor aos colegas suas dúvidas, anotações etc.&lt;br /&gt;2.2. Elejam um relator, que deverá elaborar uma “Ficha” com a produção do grupo.&lt;br /&gt;2.3. Preparem uma apresentação à classe (usem para ilustrar: filme, música, slides/cartolina).&lt;br /&gt;Duração: 15´ (acrescentem 5`para esclarecer as dúvidas no final da exposição).&lt;br /&gt;2.4. Produzam uma Dissertação-Argumentativa referente às relações socioculturais do Realismo com a Arte, a Filosofia, História, Geografia etc (outras disciplinas envolvidas).&lt;br /&gt;Ela deverá ter até 15 linhas e deverá fechar a apresentação do Grupo.&lt;br /&gt;2.5. Dividam as tarefas/tópicos da apresentação entre os componentes do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exercícios:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Preencham as lacunas abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dom Casmurro", de &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Machado de Assis&lt;/span&gt;, teve sua primeira edição lançada em 1900.&lt;br /&gt;Mas &lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Machado&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;, usando seu personagem, ironiza a sociedade em que viviam os ricos&lt;br /&gt;..... desmascarou com sutileza a falsidade de homens e mulheres de sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Grifem os adjetivos nos trechos abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Para comprovar a falta de preconceito, basta-nos ler alguns contos...Acabamos percebendo que as pessoas são as mesmas, que o mundo da hipocrisia e farsa social não mudou.&lt;br /&gt;Suas histórias são irônicas, reveladoras de coisas que todo mundo sabe, mas não comenta... Elas falam de valores morais que todos criticam, mas têm. Quando alguém diz que Machado é "cético", é disso que está falando: esse ótimo escritor não acreditava nas boas intenções, na bondade, na generosidade, no amor romântico, na eterna lealdade”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E, por intermédio deles, tentem responder:&lt;br /&gt;O que significou o Realismo para a sociedade da época?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Qual a diferença entre uma obra Realista e Parnasiana?&lt;br /&gt;5.1. O que foi o Naturalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Lembra-se do gênero textual: Dissertação?&lt;br /&gt;Ela é o tipo de composição na qual expomos idéias gerais, seguidas da apresentação de argumentos que as comprovem.&lt;br /&gt;Exemplo:&lt;br /&gt;Tem havido muitos debates sobre a eficiência do sistema educacional. Argumentam alguns que ele deve ter por objetivo despertar no estudante a capacidade de absorver informações dos mais diferentes tipos e relacioná-las com a realidade circundante. Um sistema de ensino voltado para a compreensão dos problemas socioeconômicos e que despertasse no aluno a curiosidade científica seria por demais desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como confundir estes três tipos de redação. Enquanto a descrição aponta os elementos que caracterizam os seres, objetos, ambientes e paisagens, a narração implica uma idéia de ação, movimento empreendido pelos personagens da história. Já a dissertação assume um caráter totalmente diferenciado, na medida em que não fala de pessoas ou fatos específicos, mas analisa certos assuntos que são abordados de modo impessoal. (Acesso em: http://www.blogger.com/posts.g?blogID=8594654844855850566)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Individual:&lt;br /&gt;- Redija uma dissertação para comprovar seu conhecimento quanto ao tema estudado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5565759314400604235?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5565759314400604235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5565759314400604235&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5565759314400604235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5565759314400604235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/atividade-2-eja-nov2007.html' title='Atividade 2 EJA - Nov.2007'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4407795640784688452</id><published>2007-11-18T23:01:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T23:13:23.060-02:00</updated><title type='text'>A Poesia Parnasianiana</title><content type='html'>O parnasianismo é uma &lt;a title="Escolas da literatura brasileira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escolas_da_literatura_brasileira"&gt;escola literária&lt;/a&gt; ou estilo de época que se desenvolve na &lt;a title="Poesia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia"&gt;poesia&lt;/a&gt; a partir de &lt;a title="1850" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1850"&gt;1850&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Movimento literário de origem francesa, que representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo.&lt;br /&gt;Nasceu com a publicação de uma série de &lt;a title="Poesia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia"&gt;poesias&lt;/a&gt;, precedendo de algumas décadas o simbolismo. O seu nome vem do Monte Fócida, a montanha que, na mitologia grega era consagrada a Apolo e às musas, uma vez que os seus autores procuravam recuperar os valores &lt;a title="Estética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A9tica"&gt;estéticos&lt;/a&gt; da &lt;a title="Antiguidade clássica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade_cl%C3%A1ssica"&gt;Antiguidade clássica&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela rima rica e pela preferência por estruturas fixas, como os &lt;a title="Soneto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soneto"&gt;sonetos&lt;/a&gt;. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do &lt;a class="new" title="Exotismo" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Exotismo&amp;amp;action=edit"&gt;exotismo&lt;/a&gt; e da &lt;a title="Mitologia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia"&gt;mitologia&lt;/a&gt;. Os temas preferidos são os fatos &lt;a title="História" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria"&gt;históricos&lt;/a&gt;, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana, assim como para os &lt;a title="Romantismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo"&gt;românticos&lt;/a&gt; são a sonoridade das palavras e dos versos. Os autores parnasianos faziam uma "arte pela arte", pois acreditavam que a &lt;a title="Arte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte"&gt;arte&lt;/a&gt; devia existir por si só, e não por subterfúgios, como o &lt;a title="Amor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amor"&gt;amor&lt;/a&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;O primeiro grupo de parnasianos de &lt;a title="Língua francesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_francesa"&gt;língua francesa&lt;/a&gt; reúne poetas de diversas tendências, mas com um denominador comum: a rejeição ao &lt;a class="new" title="Lirismo" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Lirismo&amp;amp;action=edit"&gt;lirismo&lt;/a&gt; como &lt;a title="Credo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Credo"&gt;credo&lt;/a&gt;. Os principais expoentes são &lt;a title="Théophile Gautier" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Th%C3%A9ophile_Gautier"&gt;Théophile Gautier&lt;/a&gt; (1811-1872), &lt;a class="new" title="Leconte de Lisle" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Leconte_de_Lisle&amp;amp;action=edit"&gt;Leconte de Lisle&lt;/a&gt; (1818-1894), &lt;a title="Théodore de Banville" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Th%C3%A9odore_de_Banville"&gt;Théodore de Banville&lt;/a&gt; (1823-1891) e &lt;a class="new" title="José Maria de Heredia" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Jos%C3%A9_Maria_de_Heredia&amp;amp;action=edit"&gt;José Maria de Heredia&lt;/a&gt; (1842-1905), de origem &lt;a title="Cuba" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba"&gt;cubana&lt;/a&gt;, &lt;a title="Sully Prudhomme" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sully_Prudhomme"&gt;Sully Prudhomme&lt;/a&gt; (1839-1907). Gautier fica famoso ao aplicar a frase “arte pela arte” ao movimento.&lt;br /&gt;&lt;a id="Caracter.C3.ADsticas_gerais" name="Caracter.C3.ADsticas_gerais"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características gerais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Objetividade e impessoalidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O poeta apresenta o fato, a personagem, as coisas como são e acontecem na realidade, sem deformá-los pela sua maneira pessoal de ver, sentir e pensar. Esta posição combate o exagerado subjetivismo romântico.&lt;br /&gt;Arte Pela Arte: A poesia vale por si mesma, não tem nenhum tipo de compromisso, e justifica por sua beleza. Faz referencias ao prosáico, e o texto mostra interesse a coisas pertinentes a todos.&lt;br /&gt;Estética/Culto à forma - Como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada. O poeta parnasiano busca a perfeição formal a todo custo, e por vezes, se mostra incapaz para tal. Aspectos importantes para essa estética perfeita são:&lt;br /&gt;&lt;a title="Rima" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rima"&gt;Rimas&lt;/a&gt; Ricas: São evitadas palavras da mesma classe gramatical. Há uma ênfase das rimas do tipo ABAB para estrofes de quatro versos, porém também muito usada as rimas ABBA.&lt;br /&gt;Valorização dos &lt;a title="Soneto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soneto"&gt;Sonetos&lt;/a&gt;: É dada preferência para os sonetos, composição dividida em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos. Revelando, no entanto, a "chave" do texto no ultimo verso.&lt;br /&gt;Metrificação Rigorosa: O número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, preferencialmente com dez (decassílabos) ou doze sílabas(versos alexandrinos), os mais utilizados no período. Ou apresentar uma simetria constante, exemplo: primeiro verso de dez sílabas, segundo de seis sílabas, terceiro de dez sílabas, quarto com seis sílabas, etc.&lt;br /&gt;Descritivismo: Grande parte da poesia parnasiana é baseada em objetos inertes, sempre optando pelos que exigem uma descrição bem detalhada como "A Estátua", "Vaso Chinês" e "Vaso Grego" de Alberto de Oliveira.&lt;br /&gt;Temática Greco-Romana - A estética é muito valorizada no Parnasianismo, mas mesmo assim, o texto precisa de um conteúdo. A temática abordada pelos parnasianos recupera temas da Antiguidade Clássica, características de sua história e sua mitologia. É bem comum os textos descreverem deuses, heróis, fatos lendários, personagens marcados na história e até mesmo objetos.&lt;br /&gt;Cavalgamento ou encadeamento sintático - Ocorre quando o verso termina quanto à métrica (pois chegou na décima sílaba), mas não terminou quanto à idéia, quanto ao conteúdo, que se encerra no verso de baixo. O verso depende do contexto para ser entendido. Tática para priorizar a métrica e o conjunto de rimas.Exemplo:&lt;br /&gt;"Cheguei, chegaste. Vinhas fatigada e triste e triste e fatigado eu vinha."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parnasianismo#Origens"&gt;1 Origens&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parnasianismo#Caracter.C3.ADsticas_gerais"&gt;2 Características gerais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parnasianismo#Em_Portugal"&gt;3 Em Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parnasianismo#No_Brasil"&gt;4 No Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parnasianismo#Ver_tamb.C3.A9m"&gt;5 Ver também&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4407795640784688452?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4407795640784688452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4407795640784688452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4407795640784688452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4407795640784688452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/parnasianismo.html' title='A Poesia Parnasianiana'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-6861887586089091591</id><published>2007-11-18T20:55:00.001-02:00</published><updated>2007-11-18T20:55:50.586-02:00</updated><title type='text'>A importância da pontuação</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;A  Importancia Da  Pontuacao&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/"&gt;Profa.LucileneFonseca&lt;/a&gt;, 1 month ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_127262"&gt;&lt;object style="margin:0px" width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=a-importancia-da-pontuacao944"/&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=a-importancia-da-pontuacao944" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" style="border:0px none;margin-bottom:-5px" alt="SlideShare"/&gt;&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/a-importancia-da-pontuacao-127262" title="View 'A  Importancia Da  Pontuacao' on SlideShare"&gt;View&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/a-importancia-da-pontuacao-127262"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTU0MjY2MDg4OTAmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-6861887586089091591?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/6861887586089091591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=6861887586089091591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6861887586089091591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6861887586089091591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/importncia-da-pontuao.html' title='A importância da pontuação'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1877805876617855454</id><published>2007-11-14T23:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T23:12:01.070-02:00</updated><title type='text'>A Contemporaneidade</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Literatura Brasileira Contemporaneidade&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/"&gt;Profa.LucileneFonseca&lt;/a&gt;, 1 month ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_126937" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=literatura-brasileira-contemporaneidade4752"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=literatura-brasileira-contemporaneidade4752" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Literatura Brasileira Contemporaneidade' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/literatura-brasileira-contemporaneidade"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/literatura-brasileira-contemporaneidade"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTU0MzQ2OTY4NDMmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1877805876617855454?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1877805876617855454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1877805876617855454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1877805876617855454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1877805876617855454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/contemporaneidade.html' title='A Contemporaneidade'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-2480650805467864018</id><published>2007-11-14T00:29:00.001-02:00</published><updated>2007-11-14T00:29:48.310-02:00</updated><title type='text'>Atividade 3os</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Atividades Contemporaneidade&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/"&gt;Profa.LucileneFonseca&lt;/a&gt;, 1 minute ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_165578"&gt;&lt;object style="margin:0px" width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=atividades-contemporaneidade-1195007220858773-5"/&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=atividades-contemporaneidade-1195007220858773-5" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" style="border:0px none;margin-bottom:-5px" alt="SlideShare"/&gt;&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/atividades-contemporaneidade" title="View 'Atividades Contemporaneidade' on SlideShare"&gt;View&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/atividades-contemporaneidade"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTUwMDc0NDIzNzUmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-2480650805467864018?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/2480650805467864018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=2480650805467864018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2480650805467864018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2480650805467864018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/atividade-3os.html' title='Atividade 3os'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-8587398441695529505</id><published>2007-11-04T18:20:00.001-02:00</published><updated>2007-11-07T12:05:37.516-02:00</updated><title type='text'>Um RESUMO dos Movimentos Literários e suas características</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Cronologia e Características dos Movimentos Literários&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/"&gt;Profa.LucileneFonseca&lt;/a&gt;, 3 minutes ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_155286" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=cronologia-e-caractersticas-dos-movimentos-literrios-1194207395730413-5"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=cronologia-e-caractersticas-dos-movimentos-literrios-1194207395730413-5" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a title="View 'Cronologia E CaracteríSticas Dos Movimentos LiteráRios' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/cronologia-e-caractersticas-dos-movimentos-literrios-155286"&gt;View&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/cronologia-e-caractersticas-dos-movimentos-literrios-155286"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTQyMDc2NTEwNzgmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-8587398441695529505?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/8587398441695529505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=8587398441695529505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8587398441695529505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8587398441695529505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/movimentos-literrios-e-suas.html' title='Um RESUMO dos Movimentos Literários e suas características'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3355988720347034460</id><published>2007-11-03T21:32:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T22:54:07.933-02:00</updated><title type='text'>Versos, estrofes, métrica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Poesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é poesia? Qual a diferença em relação à prosa? Essas são questões centrais para os estudiosos de literatura. A palavra vem do grego poiésis, criação, fabricação.O poema é uma obra de arte e tem valor permanente. No poema a seguir, o poeta latino Catulo, traduzido por Haroldo de Campos, cantou o amor.&lt;br /&gt;Algumas definições de poesia referem-se à emoção, à beleza, à concisão, à perfeição da elaboração poética, ao sintetizar uma experiência universal. O escritor italiano Umberto Eco define a poesia de uma forma simples e eficaz:"Poesia é aquela coisa que muda de linha antes que a página tenha terminado."&lt;br /&gt;Escritura contínua&lt;br /&gt;O verso, portanto, define a poesia, por oposição à prosa - basicamente, é cada uma das linhas que ocupa a poesia. A prosa é uma escrita contínua, sem pausas, métrica ou ritmo. A prosa é o veículo natural das &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u67.jhtm"&gt;narrativas&lt;/a&gt;, como o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u25.jhtm"&gt;conto&lt;/a&gt;, a novela ou o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u11.jhtm"&gt;romance&lt;/a&gt;.Apesar disto, certas obras narrativas, como a Odisséia ou a Ilíada, de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u388.jhtm"&gt;Homero&lt;/a&gt;, foram escritas em versos. Também existem poemas em prosa. Embora sejam escritos em prosa, têm todas as características da poesia, como os temas, o estilo e a inspiração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podemos dizer que o poema é uma obra fechada em si mesma, curta e escrita em versos. O poema tem uma relação direta e intensa com a língua em que é escrito; nele, a informação aparece condensada, o significado está tensionado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o poeta norte-americano Ezra Pound, há três grandes formas de a linguagem se carregar de significado:&lt;br /&gt;· Induzindo correlações emocionais pelo som e pelo ritmo ("melopéia");&lt;br /&gt;· Trazendo um objeto para a imaginação visual ("fanopéia");&lt;br /&gt;· Produzindo associações emocionais e intelectuais ("logopéia").&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Escrita métrica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O verso é uma escrita métrica. Ele pode ser medido. Nas línguas clássicas, como o grego e o latim, a medida dos versos é indicada pela alternância de sílabas longas e breves. Em português, a medida de um verso é indicada pelo número de sílabas que ele apresenta. Os dois primeiros versos do poema Bilhete, do poeta &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u46.jhtm"&gt;gaúcho&lt;/a&gt; &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u141.jht"&gt;Mário Quintana&lt;/a&gt;, apresentam dez sílabas, isto é, são decassílabos. A contagem das sílabas métricas do verso vai apenas até a útlima sílaba tônica do verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estrofe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um conjunto de versos chama-se "estrofe". Um soneto, por exemplo, é um poema que apresenta quatro estrofes - dois quartetos (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos). Para conhecer a estrutura interna de um poema, é importante conhecer o número de estrofes e o número de versos em cada estrofe.Os efeitos rítmicos também podem ser obtidos através de rimas, estribilhos, repetições e variações de sons. Há uma infinidade de recursos que criam a sonoridade peculiar de um poema. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sons e imagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O poeta se comunica por sons e por imagens. Ele percebe e cria relações entre o que vê, imagina, sente e pensa. Ele estabelece comparações e contrastes e cria imagens e analogias, isto é, procura semelhanças e diferenças entre as coisas. A linguagem poética tem um grande poder de evocação, de criar novas realidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu lírico&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por fim, é importante lembrar que não é o próprio autor que se expressa no poema, mas sim um "Eu poético" ou "Eu lírico". O Eu poético também é uma criação literária, uma ficção.Mas afinal o que é poesia? O poeta &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u275.jhtm"&gt;Manuel Bandeira&lt;/a&gt; assim se expressou:"Compreendi que a poesia está nas palavras, se faz com palavras e não com idéias e sentimentos, muito embora, bem entendido, seja pela força do sentimento ou pela tensão do espírito que acodem ao poeta as combinações de palavras onde há carga de poesia."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Heidi Srecker é filósofa e educadora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3355988720347034460?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3355988720347034460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3355988720347034460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3355988720347034460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3355988720347034460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/versos-estrofes-mtrica.html' title='Versos, estrofes, métrica'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-9150670860760103163</id><published>2007-11-01T21:37:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T21:44:23.693-02:00</updated><title type='text'>Realismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Contexto histórico do movimento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realismo surgiu na segunda metade do século 19. Foi essencialmente uma reação ao idealismo da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u52.jhtm"&gt;literatura romântica&lt;/a&gt;. O próprio romantismo, aliás, surgido no início do mesmo século, já vinha bandonando o idealismo, como se pode ver na obra do francês &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u739.jhtm"&gt;Victor Hugo&lt;/a&gt;, que não apresentava essa tendência em seus livros.Hugo faz denúncias da vida miserável dos pobres na &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u343.jhtm"&gt;França&lt;/a&gt;, em romances que se consagraram, como o célebre "Os Miseráveis".Por esse motivo é importante ressaltar que o realismo reage contra um determinado aspecto do movimento romântico e que o romantismo não deixa de apresentar certo caráter realista, principalmente no que toca a descrição de cenários e costumes.&lt;br /&gt;A vida como ela éOs realistas, entretanto, queriam focalizar os fatos tal qual se apresentavam em seu lado mais sombrio, despindo a ficção da fantasia. Para isso, deslocam o olhar do mundo dos ricos para o mundo dos pobres. Ou ainda, quando fixam o universo burguês, deixam de lado as aparências para procurar as essências, desmistificando as hipocrisias da sociedade.Um exemplo que não pode deixar de ser citado, até por ser o pioneiro, é romance "Madame Bovary" (1857), de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u209.jhtm"&gt;Gustave Flaubert&lt;/a&gt;, que critica com sutil ironia a hipocrisia da educação sentimental burguesa. A partir daí, a obra literária tornou-se um instrumento de denúncia e crítica social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Forma e conteúdo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para isso, foi necessária uma transformação na linguagem, que abandonou o tom sublime das obras românticas, tornando-se mais objetiva e próxima daquela realmente falada pelas personagens focalizadas. Ao mesmo tempo, procurou-se uma utilização da língua nos moldes gramaticais mas clássicos, deixando de lado as inflexões regionalistas que o nacionalismo romântico cultivava.No âmbito do conteúdo, na literatura realista não há heróis: pessoas comuns protagonizam os romances. Os autores estão preocupados em fixar sua psicologia, mostrando o que há por trás de suas ações ou atitudes. Assim escreverão os autores europeus como Flaubert, Dickens, &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u719.jhtm"&gt;Dostoievski&lt;/a&gt; e outros criadores do romance moderno, bem como seus seguidores de Portugal e do Brasil.O realismo e o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u69.jhtm"&gt;naturalismo&lt;/a&gt; no Brasil têm como marco incial o ano de 1881, com a publicação de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/brascubas.jhtm"&gt;"Memórias Póstumas de Brás Cubas"&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u180.jhtm"&gt;Machado de Assis&lt;/a&gt;, e "O Mulato", de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u694.jhtm"&gt;Aluízio Azevedo&lt;/a&gt;. Sete anos mais tarde, em 1888, "O Ateneu", de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u613.jhtm"&gt;Raul Pompéia&lt;/a&gt;, vem se enquadrar no movimento, apesar de apresentar particularidades muito originais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contexto sócio-histórico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As duas décadas de vigência do Realismo e do Naturalismo no país foram um período conturbado e de grandes transformações na nossa história social, política, econômica e literária. Entre os fatos mais importantes, podem ser elencados a &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u63.jhtm"&gt;abolição da escravatura&lt;/a&gt; (1888), a &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u58.jhtm"&gt;Proclamação da República&lt;/a&gt; (1889), as revoltas militares, especulação na Bolsa de Valores, o Encilhamento, o surgimento das primeiras escolas de direito, início da entrada de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/ult1702u44.jhtm%3Eimigrantes%3C/a%3E%20no%20Brasil,%20para%20o%20trabalho%20na%20lavoura%20de%20café%20e%20a%20expansão%20da%20%3Ca%20href="&gt;filosofia positivista&lt;/a&gt;.Tanta transformação impulsionou a ficção literária, que por sua vez, fez aparecer outras áreas na literatura brasileira, antes quase inexistentes, como textos jornalísticos (&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u707.jhtm"&gt;José do Patrocínio&lt;/a&gt;), crítica literária (José Veríssimo e Araripe Júnior), estudos históricos (&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u603.jhtm"&gt;Joaquim Nabuco&lt;/a&gt;, Oliveira Lima e Capistrano de Abreu), pesquisas culturais e história da literatura (Sílvio Romero), ensaios (Tobias Barreto, &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u607.jhtm"&gt;Euclides da Cunha&lt;/a&gt;), além das crônicas e, principalmente, os contos.Nessa época Machado de Assis fundou a Academia Brasileira de Letras (1897), que segundo os críticos, oficializou a literatura brasileira. Mas o movimento se encerra na primeira década do século 20, com as publicações de "Os Sertões", de Euclides da Cunha, "Canaã", de Graça Aranha, ambos em 1902, e com o surgimento de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u589.jhtm"&gt;Lima Barreto&lt;/a&gt;, que ainda tem uma obra impregnada das tendências sociais do Realismo, apesar de se encontrar na fronteira, e também ser considerado um pré-modernista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-9150670860760103163?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/9150670860760103163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=9150670860760103163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/9150670860760103163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/9150670860760103163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/realismo.html' title='Realismo'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1813746110417513456</id><published>2007-11-01T20:45:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T22:53:38.653-02:00</updated><title type='text'>Machado de Assis (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que lê-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u180.jhtm"&gt;Machado de Assis&lt;/a&gt; nasceu em 1839 e morreu em 1908. Foi um escritor do tempo de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u151.jhtm"&gt;dom Pedro 2o&lt;/a&gt;. Por que, então, ler as obras de alguém que morreu há quase cem anos? Na verdade, poderíamos dar muitas razões acadêmicas e culturais: ele é o maior símbolo do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u67.jhtm"&gt;realismo&lt;/a&gt; brasileiro, movimento que introduziu no país; fundou a Academia Brasileira de Letras, era genial, veio das classes baixas etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o fato é que a melhor razão as pessoas não dizem: ler Machado é muito engraçado. Suas histórias são irônicas, reveladoras de coisas que todo mundo sabe, mas não comenta... Elas falam de valores morais que todos criticam, mas têm. Quando alguém diz que Machado é "cético", é disso que está falando: esse ótimo escritor não acreditava nas boas intenções, na bondade, na generosidade, no amor romântico, na eterna lealdade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Máscaras da sociedade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Machado desmascarou com sutileza a falsidade de homens e mulheres de sua época de, sua cidade, de nosso país. Só que as situações e temas de que trata em sua obra são tão universais (amor, adultério, egoísmo, cinismo, apadrinhamentos, pobres e ricos, casamentos por interesse etc), que nosso escritor pode ser lido em qualquer outro país. Ou seja, temos um escritor brasileiro (na época em que havia poucos), tão importante quanto &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u569.jhtm"&gt;Eça de Queirós&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u719.jhtm"&gt;Dostoiévski&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u209.jhtm"&gt;Flaubert&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Machado de Assis&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não imitava outros escritores, era original. A personalidade desse autor era tão irônica, tão observadora da realidade, que temos o riso de canto de boca a cada frase em que prestamos melhor atenção.Essa conversa de que só entenderemos Machado depois de adultos é besteira. O que existe é falta de ajuda de outros leitores (professores, pessoas mais velhas) para começarmos a ler e apreciar esse escritor universal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O defunto Brás Cubas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, um de seus mais famosos personagens, o solteirão Brás Cubas, do romance &lt;a href="http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u32.jhtm"&gt;"Memórias Póstumas de Brás Cubas"&lt;/a&gt; (1881) resolve contar sua vida e seus amores depois da sua morte. Ele está entediado na eternidade, não tem o que fazer, é um defunto que vira autor (é, portanto, um defunto autor e não um autor defunto). Como Cubas quer ser original, diz que vai começar sua história narrando sua morte e não o nascimento. Moisés, o grande Moisés, começou pelo começo, diz ele; para ser original, então, vai começar pelo fim.Perceba: só esse início (a primeira página do romance) já é suficiente para notarmos que esse defunto quer debochar de nós, leitores. E ele vai em frente: diz que havia poucas pessoas em seu enterro, mas um amigo fez um belo discurso à beira de sua cova. Depois, como se não percebesse o que diz, afirma: "Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices" que lhe deixei. Nós, leitores, rimos ao ler a frase, pois está claro que o amigo só fez o discurso (aliás, ridículo, vá ler!) porque havia recebido uma pequena herança. Sugerir o contrário do que de fato diz (ou seja, construir a ironia) é uma especialidade machadiana.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ironia e linguagem&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nós continuamos a ler o tal romance; com um pouco de irritação com esse narrador estranho e arrogante, mas continuamos. Adiante, Brás Cubas, contando sua juventude (era na verdade um playboy rico e desocupado), apaixona-se por uma prostituta de luxo, com quem gasta muito dinheiro (do pai, é claro). Este ficará furioso, mas Brás Cubas, fingindo certa ingenuidade, nos conta: "Marcela amou-me por quinze meses e onze contos de réis". Esta curta frase é maravilhosa, pois, sem denegrir a moça diretamente, o protagonista nos afirma que o amor dela era profissional, interesseiro, por dinheiro. Marcela não o amava: o autor construiu outra ironia, sugerindo que entendêssemos o contrário do que disse.E esse romance, tão famoso, vai por aí afora. É só diversão, embora, é claro, com um vocabulário do século 19, o que nem sempre é simples para nós. Na verdade, o tal Brás Cubas se exibe até no uso do vocabulário, ele é pedante. Se prosseguirmos na leitura, conseguimos rir muito, pensando que os vários episódios vividos naquela sociedade (por ele e por todos), são os mesmos nos tempos de hoje. E muitas ações sociais e morais são as mesmas... O pai de Brás Cubas, por exemplo, era um exibicionista. Dava festas muito ricas para 'fazer barulho', para aparecer na sociedade. Quanta gente faz isso ainda hoje, não? Existem até revistas especializadas nessa exibição de ricos e famosos...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Humor inglês&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Acabamos percebendo que as pessoas são as mesmas, que o mundo da hipocrisia e farsa social não mudou. Esta sensação é parte do pessimismo machadiano de que tanto nos falam os livros Não gargalhamos, apenas rimos em silêncio, com o canto da boca, para nós mesmos. E este sinal é o famoso humor inglês de que falam os estudiosos: as piadas, as ironias são todas assim, inglesas; o defunto diz o que quer, fingindo não dizer.Um dos momentos mais cruéis (sim, a ironia às vezes é cruel com os personagens) se chama "A flor da moita". Sabe por quê? Quando pequeno, Brás havia presenciado um beijo às escondidas que um poeta casado dava numa dama solteirona atrás de uma moita da mansão de seus pais. Pois bem, anos depois, conheceu a filha bastarda dessa mesma senhora, a menina Eugênia. Era linda, educada, pura, mas coxa (manca). Eugênia ficou então sendo "a flor da moita" porque concebida no amor ilícito. Por isso teria defeitos. Perceba que Brás é grosseiro, vulgar e deseducado. Mas quem vai punir um defunto? Quem? Quem inventou Brás Cubas?&lt;br /&gt;Porém: Quem inventou Brás Cubas, que narra em primeira pessoa toda sua história? O verdadeiro autor da obra é Machado de Assis. Pensando melhor, vemos que esse Joaquim Maria Machado de Assis, fluminense, mulato, epilético, casado com Carolina, sem filhos, e muito famoso no Rio de Janeiro inventou um modo muito original de pôr na " boca" de um defunto inventado coisas que ele, Machado, queria dizer.&lt;br /&gt;Quer dizer: o narrador Brás Cubas não é nem nunca será Machado. Mas Machado, usando seu personagem, ironiza a sociedade em que viviam os ricos no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Lígia Guidin*Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1813746110417513456?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1813746110417513456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1813746110417513456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1813746110417513456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1813746110417513456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/machado-de-assis-1.html' title='Machado de Assis (1)'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1112133118841799860</id><published>2007-11-01T20:37:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T22:54:47.062-02:00</updated><title type='text'>Machado de Assis (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A obra do realista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre houve um &lt;a href="http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u32.jhtm"&gt;Brás Cubas&lt;/a&gt; na &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u180.jhtm"&gt;vida de Machado de Assis&lt;/a&gt;. Um crítico muito respeitado, Augusto Meyer, se pergunta: o que terá acontecido a Machado de Assis para mudar tão radicalmente o modo de escrever? Que demônios tomaram conta dele, numa "conversão às avessas?".A rigor ninguém sabe responder a essa questão. O fato é que antes de publicar "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), considerada a primeira obra &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u67.jhtm"&gt;realista&lt;/a&gt; no &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u44.jhtm"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, Machado já era bastante conhecido no acanhado meio intelectual do Rio de Janeiro, pois já havia escrito outros quatro &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u11.jhtm"&gt;romances&lt;/a&gt; ("Ressureição", 1872; "A Mão e a Luva", 1874; "Helena",1876; "Iaiá Garcia", 1878), algumas peças de teatro, vários livros de poesia (sua poesia não é boa) e dois livros de contos ("Contos Fluminenses", 1870; "Histórias da Meia-Noite",1873).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antes e depois&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os quatro romances anteriores a 1880 são normalmente chamados de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u17.jhtm"&gt;"românticos"&lt;/a&gt;. Não o são totalmente, dada a personalidade inquieta do autor, que não compartilhava com todas as &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u27.jhtm"&gt;idéias do romantismo&lt;/a&gt;; mas também ainda não são realistas nem tão provocadores - como tudo o que Machado veio a escrever depois de "Brás Cubas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos quatro romances da primeira fase, Machado trata de temas que só depois vai aprofundar e desvendar: amor é para sempre? Pode-se casar por interesse? A vida social pode mudar as pessoas? Dizem os críticos, que o modo atrevido de ser de Brás Cubas nunca mais saiu dos ombros do autor.Afinal, quem manda mais: o autor ou o personagem? Boa pergunta essa. Para estudarmos os personagens e as obras de qualquer autor não necessariamente precisamos saber muito da vida de seus criadores; afinal, obras literárias existem por si mesmas depois de escritas. Mas, no caso de Machado de Assis, as "Memórias Póstumas", de 1881 (escritas quando ele tinha 40 anos) funcionam como um divisor: antes escrevera obras que não afrontavam a literatura vigente; depois, criaria obras particularmente provocadoras, com aprofundamento moral e psicológico dos personagens, muita ironia e muitas revelações sobre a hipocrisia social e sobre a ética particular e oportunista. Puro realismo brasileiro... nas mãos de um escritor culto, que lia em várias línguas, fazia críticas e escrevia crônicas em jornais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O homem e sua obra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa é necessário dizer: a supervalorização "fantasiosa" da biografia de Machado de Assis atrapalha o estudo de sua obra. Como era neto de escravos, mulato e pobre, há até hoje o desejo de transformá-lo num brilhante "selfmade man", o que é impreciso. Há quem diga que ele subiu na vida, ficou pedante e nunca escreveu histórias de pobres como ele. Pura mentira! Machado escrevia incluindo ricos ou pobres para mostrar o que há de igual e obscuro dentro de todos nós.&lt;br /&gt;Contos de Machado de AssisPara comprovar a falta de preconceito, basta-nos ler alguns &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u25.jhtm"&gt;contos&lt;/a&gt; que se passam inteiramente entre as classes pobres. Depois de 1881, ele publicaria vários livros de contos, um deles chamado "Histórias Sem Data" (1884). Nesse livro estão muitos dos melhores contos do escritor (A Igreja do Diabo, Singular Ocorrência, Conto Alexandrino, A Senhora do Galvão, Primas de Sapucaia). Imagine uma dessas histórias, que se chama Noite de Almirante: Genoveva, pobre, agregada, bordadeira se apaixona por um pobre marujo, Deolindo Venta-Grande, tímido, pobre, romântico... Decidem "dar uma cabeçada", ou seja, amigar-se; ele, porém, tem de viajar pelos mares afora a trabalho; ela fica na periferia bem pobre do Rio, com a promessa de que o esperará.Quando ele voltar (e ele volta), terá uma noite inesquecível com sua amada, uma noite de almirante. Porém, ao voltar ele descobre que não só ela não o esperava à janela "bordando", como ele a imaginava, como já estava morando com outro namorado. Indignado, ele lhe cobra o juramento feito, e ela, com toda a naturalidade diz: "Pois, sim, Deolindo, era verdade. Quando jurei, era verdade (...) Mas vieram outras coisas...Veio este moço e eu comecei a gostar dele." Deolindo queria matá-la, depois retomava a esperança; conversaram, ele lhe deu presentes; ela agradeceu e... tudo ficou como estava. No final da história, não a matou nem se matou. Pior: sobreviveu, aprendeu que os juramentos não valem para sempre e mentiu aos amigos, sugerindo a eles que tivera uma noite inesquecível, uma noite de almirante.Neste conto (como acontece em muitos outros), Machado consegue coisas surpreendentes: relativiza os juramentos, portanto relativiza a moral de pobres ou ricos; ironiza com o romantismo, pois Deolindo era um romântico tolo; e, ainda por cima, nos faz lembrar da grande história de todos os tempos, a de Ulisses, da "Odisséia", que volta para casa depois de vinte anos enquanto Penélope o esperava, tecendo uma manta. No conto, o mito do amor invencível desaparece, e nós rimos, com pena da ingenuidade de Deolindo: sua "Penélope" não só não o esperou como o trocou por outro rapidamente...O autor e a escravidãoHá outros dados da biografia de Machado que interferem mal nas leituras de seus muitos textos. Por exemplo, o fato de ser mulato não o fez desprezar os negros como muitos dizem. Machado era &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u63.jhtm"&gt;abolicionista&lt;/a&gt;, embora isso não fique explícito em muitos romances. Para ter certeza dessa ideologia, é simples: só ler suas crônicas, o que quase ninguém faz. Seu pai não era um negro pintor de paredes nem sua mãe era lavadeira, como se diz por aí. O pai era um artesão, a mãe dona de casa e, o que era raro na época, embora pobres, eram ambos alfabetizados e casados legalmente.Outras barbaridades "biográficas"Vez por outra aparece mais uma barbaridade 'biográfica" para explicar a obra. Nós já ouvimos dizer que Machado tem como um dos temas preferidos o adultério feminino (Há adultério masculino também, acredite) e teria escrito &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u54.jhtm"&gt;"Dom Casmurro"&lt;/a&gt; por obsessão ao tema, já que tivera um "caso" com a mulher de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u163.jhtm"&gt;José de Alencar&lt;/a&gt; (escritor que ele tanto admirava, cujo filho, Mário, era seu amigo).Que tolice! Machado de Assis explora, entre tantos outros temas, o do adultério porque explora em seu realismo, os perfis masculino e feminino em sociedade, seja ela a burguesia ou a proletária. E homens e mulheres amam, casam, mas também traem. Machado quer analisar, com suas histórias, como os seres escondem da sociedade ações por ela não aceitas. Como falar do casamento se não se falar de interesses, amores frágeis, mentiras ou verdades?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de publicar o famoso romance &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u64.jhtm"&gt;"Dom Casmurro"&lt;/a&gt; (1899), Machado havia escrito &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u59.jhtm"&gt;"Quincas Borba"&lt;/a&gt; (1891), romance delicioso sobre os interesses, a ingenuidade e a loucura.Quando escreveu "Dom Casmurro", Machado era muito famoso no Rio de Janeiro, muito respeitado pela maioria dos colegas, já havia fundado a Academia Brasileira de Letras em 1897, era seu presidente. Depois desse romance, ainda escreveria mais dois: "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires", publicado em 1908, mesmo ano em que morreria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*Márcia Lígia Guidin é professora universitária de literatura, autora de "Armário de Vidro - Velhice em Machado de Assis", e dirige a Miró Editorial. *Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1112133118841799860?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1112133118841799860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1112133118841799860&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1112133118841799860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1112133118841799860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/machado-de-assis-2.html' title='Machado de Assis (2)'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3996644746043454735</id><published>2007-11-01T20:30:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T22:55:16.897-02:00</updated><title type='text'>Dom Casmurro, resumo da história</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Dom Casmurro", de &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u62.jhtm"&gt;Machado de Assis&lt;/a&gt;, teve sua primeira edição lançada em 1900. O livro pode ser compreendido como a autopsicanálise de Bento Santiago, que viveu uma história de amor com final trágico. Emotivamente, encontra-se mutilado, pois acredita ter sido traído pela esposa, Capitu, e pelo melhor amigo, Escobar.Muitos anos após a morte dos dois, decidiu escrever um livro para se livrar dos fantasmas do passado, demonstrando definitivamente que não errou na atitude que tomou em relação à mulher e ao filho. A ação se passa aproximadamente entre 1857 e 1875, embora o livro tenha sido escrito na década de 1890.Na infância e adolescência, Bento de Albuquerque Santiago morava na rua de Matacavalos (Rio de Janeiro), com sua mãe viúva dona Glória, a prima Justina, o tio Cosme e o agregado José Dias. Na casa ao lado, vivia Capitolina (Capitu), filha de Pádua e Fortunata. Ao contrário da família de Bentinho, os pais de Capitu são pobres. Mesmo assim, os meninos conviveram como amigos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À força no seminário&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Bentinho completou 15 anos, José Dias lembrou dona Glória da promessa por ela feita de enviar o filho para o seminário. Na verdade, procurava alertá-la para o perigo de envolvimento amoroso do menino com a vizinha. Mas Bentinho e Capitu já estavam apaixonados.De qualquer modo, foram separados pelo seminário, Bentinho tornou-se amigo de Escobar, outro seminarista sem vocação. Posteriormente, com a ajuda do mesmo José Dias e de Escobar, Bentinho conseguiu fazer a mãe desistir da promessa de torná-lo padre. Foi para São Paulo e formou-se em direito. Depois, voltou para o Rio e casou-se com Capitu. Escobar, por sua vez, casou-se com uma amiga dela, Sancha.&lt;br /&gt;De quem é esse filho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois casais eram felizes e se tornaram muito amigos. Contudo, Bentinho e Capitu sentiam-se contrariados por não terem filhos. Dois anos mais tarde, nasceu um menino, chamado de Ezequiel. O menino crescia e Bentinho, sempre inseguro e ciumento, via nele a cara de Escobar. A partir de então, a amizade de Escobar por Capitu passou a alimentar as dúvidas de Bentinho.Escobar morreu afogado e as lágrimas de Capitu pelo morto deixaram Bentinho transtornado: pensou em suicidar-se, matar a esposa e, por fim, a separar-se dela. Mandou-a para a Suíça com o filho, onde ela morreria. Adulto, Ezequiel voltou ao Brasil, mas Bento não conseguia ver nele senão o retrato de Escobar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ajustando as contas com o passado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Formado em arqueologia, Ezequiel partiu para o Egito, morrendo em Jerusalém. Solitário e angustiado, Bentinho passou a viver para o passado. Procurava reinterpreta-lo, construindo no Engenho Novo uma casa idêntica à de Matacavalos. Em seguida pôs-se a escrever sua autobiografia, para convencer-se da traição da mulher e para provar ao mundo que não agira mal ao recusar Ezequiel.Como bem ressalta o crítico literário Ivan Teixeira: "Até hoje, a maioria das pessoas só tem se preocupado em ressaltar a ambigüidade e dissimulação de Capitu, porque isso é o que Bentinho diz dela. Não se pode esquecer, porém, que 'Dom Casmurro' é um retrato de mulher feito pelo marido. Vem daí que aquela a ambigüidade depende da maneira com que o marido a vê. E, além disso, sendo um retrato moral, jamais poderia ser preciso."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Causa e perspectiva&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual seria a motivação desse retrato? Bentinho precisava dessa justificativa para si mesmo, por não dispor de nenhuma prova concreta contra Capitu, a não ser a suposta semelhança entre seu filho e Escobar. Suposta, pois se trata da versão que o próprio Bentinho dá aos fatos.Todos os personagens só se tornam conhecidos do leitor pela sua perspectiva. Esse é o grande lance da obra: a escolha certa do foco narrativo. Mais uma vez citando Ivan Teixeira: "Ao inventar um narrador problemático, o romancista descobriu a chave para a densidade psicológica do romance e também para o seu efeito estético".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3996644746043454735?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u54.jhtm' title='Dom Casmurro, resumo da história'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3996644746043454735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3996644746043454735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3996644746043454735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3996644746043454735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/dom-casmurro-resumo-da-histria.html' title='Dom Casmurro, resumo da história'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1840923425583177641</id><published>2007-10-31T10:54:00.001-02:00</published><updated>2007-11-02T13:09:24.683-02:00</updated><title type='text'>O Realismo de Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Dom Casmurro - Machado de Assis&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10311" style="WIDTH: 425px; 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Cria um universo de seres e acontecimentos de ficção, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Classicamente, diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u11.jhtm"&gt;romance&lt;/a&gt;, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto. O conto é conciso.&lt;br /&gt;Grande flexibilidadePor outro lado, o conto é um gênero literário que apresenta uma grande flexibilidade, podendo se aproximar da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u28.jhtm"&gt;poesia&lt;/a&gt; e da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u18.jhtm"&gt;crônica&lt;/a&gt;. Os historiadores afirmam que os ancestrais do conto são o mito, a lenda, a parábola, o conto de fadas e mesmo a anedota.O primeiro passo para a compreensão de um conto é fazer uma leitura corrida do texto, do começo ao fim. Através dela verificamos a extensão do conto, a quantidade de parágrafos, as linhas gerais da história, a linguagem empregada pelo autor. Enfim, pegamos o "tom" do texto.&lt;br /&gt;Primeiros passosPodemos perguntar também: Quem é o autor do texto? Seja na internet, numa enciclopédia ou mesmo nos livros didáticos, é bom fazer uma pesquisa sobre o autor do conto, conhecer um pouco sua biografia. É um autor contemporâneo ou mais antigo? É um autor brasileiro ou estrangeiro?O conto quase nunca é publicado isoladamente. Geralmente ele faz parte de uma obra maior. Por exemplo, o conto "Uma Galinha", de Clarice Lispector, faz parte do livro "Laços de Família".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seguindo adiante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois dessas primeiras informações, podemos fazer uma leitura mais atenta do conto: elucidar vocábulos e expressões desconhecidas, esclarecer alusões e referências contidas no texto. Também podemos pensar no título do conto. Porque o autor escolheu este título? Este esforço de compreensão qualifica - e muito - a leitura. Torna o leitor mais sensível, mais esperto.O passo seguinte é fazer a análise do texto. No momento da análise o leitor tem contato com as estruturas da obra, com a sua composição, com a sua organização interna. Para analisar o texto, é bom observar alguns aspectos da sua composição. Algumas perguntas são muito importantes: Quem? O que? Quando? Onde? Como?Formular as perguntas e obter as respostas ajuda a conhecer o conto por dentro:&lt;br /&gt;Quais são os personagens principais?&lt;br /&gt;O que acontece na história?&lt;br /&gt;Em que tempo e em que lugar se passa a história narrada?&lt;br /&gt;E algo bem importante: Quem narra? De que jeito? O narrador conta de fora ou ele também é um dos personagens?Depois dessa análise, fica mais fácil interpretar a obra. Já temos uma base para comentar, comparar, atribuir valor, julgar. Nossa leitura está mais fundamentada. Fica mais fácil responder à pergunta: O que você achou do conto? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Heidi Strecker é filósofa e educadora.*Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-9156603913264429894?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/9156603913264429894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=9156603913264429894&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/9156603913264429894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/9156603913264429894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/caractersticas-do-gnero-literrio.html' title='Características do gênero literário'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-172540544123956866</id><published>2007-10-28T21:21:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T22:52:50.877-02:00</updated><title type='text'>Literatura Oral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Histórias atravessam milênios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos de tradição oral são histórias contadas em voz alta por um &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u39.jhtm"&gt;narrador&lt;/a&gt; a um grupo de ouvintes. Essa é uma tradição que data da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u59.jhtm"&gt;Pré-História&lt;/a&gt;. Até hoje, nas tribos primitivas da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u159.jhtm"&gt;África&lt;/a&gt;, da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u358.jhtm"&gt;Austrália&lt;/a&gt; ou mesmo do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u44.jhtm"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, escutar um narrador contando histórias ainda é um costume comum.&lt;br /&gt;A importância social da narrativa oral, cujas finalidades variam de acordo com as circunstâncias, gerou muitas maneiras de contar uma história. Isso criou vários gêneros de narrativas como o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u25.jhtm"&gt;conto&lt;/a&gt; (popular, maravilhoso, de fadas), as &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u15.jhtm"&gt;fábulas&lt;/a&gt;, os apólogos, as parábolas, as lendas e os mitos.&lt;br /&gt;Por meio dessa diversidade de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u15.jhtm"&gt;narrativas&lt;/a&gt;, entra-se em contato com idéias que já fazem parte do patrimônio cultural da humanidade. O advento da escrita ajudou a preservar as narrativas da tradição oral, desde as mais remotas, como as do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u4.jhtm"&gt;Antigo Egito&lt;/a&gt; e da Mesopotâmia, até as mais recentes, como os contos de fadas.&lt;br /&gt;A importância de conhecer essa literatura é ampliar o nosso conhecimento de mundo e da história do homem. Abrir horizontes para o universo cultural da humanidade é um forma de crescer tanto pessoal quanto profissionalmente profissional. Mas, além de conhecimentos, essas histórias - em especial por sua engenhosidade - também entretêm e proporcionam diversão.&lt;br /&gt;Conto infantilAlguns dos mais importantes pesquisadores dos contos da tradição oral universal foram o francês &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/dicas/di05020505.htm"&gt;Charles Perrault&lt;/a&gt; (1628-1703), que recolheu várias histórias ainda muito conhecidas, como "Cinderela" e "O Pequeno Polegar", entre outras. Os alemães Jacob Grimm (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859), que ficaram conhecidos como os Irmãos Grimm, dedicaram grande parte de suas vidas a recolher histórias contadas oralmente por pessoas comuns.&lt;br /&gt;Além de escreverem as histórias, os dois estudiosos também registravam o modo como eram faladas, isto é, a linguagem popular de seu país. Finalmente, pode-se citar o dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875) que registrou muitas histórias da tradição oral de seu país. Seus contos, como "A Menina dos Fósforos" ou "A Pequena Sereia" também continuam a fazer sucesso ainda nos dias de hoje.&lt;br /&gt;No Brasil, Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) foi um dos mais importantes pesquisadores da nossa cultura popular brasileira. Autor do "Dicionário do Folclore Brasileiro" registrou diversas narrativas populares, imortalizando personagens como o Saci, a Mula-sem-cabeça e o Curupira.&lt;br /&gt;Histórias que o povo conta O &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u3.jhtm"&gt;adjetivo&lt;/a&gt; &lt;a href="http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=popular&amp;amp;stype=k"&gt;"popular"&lt;/a&gt; significa, segundo o dicionário Houaiss, "relativo ou pertencente ao povo, especialmente à gente comum ". O conto popular, portanto, é uma narrativa de tradição oral que não possui um autor específico, é anônimo, criado em local e época ignorados, e passado através de gerações.&lt;br /&gt;Por ser constantemente recontado, sofre modificações ao longo do tempo. É comum nessas narrativas a criação de personagens típicos da região na qual a história se originou. É um dos mais antigos gêneros da tradição oral, uma manifestação cultural que surge de modo espontâneo e não tem um compromisso com a cultura formal.&lt;br /&gt;O conto popular possui uma riqueza expressiva e imagética e tende a ser universal, isto é, possui simbolismo e uma estrutura narrativa que é facilmente reconhecida e admirada pela maioria das pessoas, sejam adultas ou crianças, pessoas alfabetizadas ou não-alfabetizadas, gente instruída ou pessoas sem acesso à cultura formal, isto é, à escola.&lt;br /&gt;Apesar de nascer do imaginário do homem simples e não ter uma vinculação com regras e normas, o conto popular possui particularidades em sua forma de composição. Por exemplo, em geral, os personagens são pessoas simples que, após muitas aventuras, conseguem vencer na vida, por assim dizer. Nestes contos, em geral apresentam-se muitos enigmas e desafios que exigem dos personagens inteligência e esperteza.&lt;br /&gt;É fantástico "Maravilhoso" é algo que sobrenatural, que nos surpreende, encanta e fascina. O conto maravilhoso é aquele que procura tornar concretas e verossímeis histórias cujo caráter derivam para o devaneio e a fantasia.&lt;br /&gt;Nestas narrativas, que se passam num tempo que não é real nem especificamente determinado, tudo pode acontecer. Os espaços onde elas ocorrem, em geral, são misteriosos e sombrios, como grutas e florestas. Os personagens principais passam por conflitos e são auxiliados por seres sobrenaturais, com poderes e capacidades extraordinárias.&lt;br /&gt;Esses seres imaginários muitas vezes surgiram dos "Bestiários", livros da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u14.jhtm"&gt;Idade Média&lt;/a&gt; que reuniam descrições e histórias de animais reais ou fantásticos. O grande escritor &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u80.jhtm"&gt;argentino&lt;/a&gt; &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u221.jhtm"&gt;Jorge Luís Borges&lt;/a&gt; (1899-1986) fez um bestiário moderno e reuniu muitos seres fantásticos de diversos países. Veja, por exemplo, no breve trecho que segue, a descrição de um dragão &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u246.jhtm"&gt;chinês&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;Dragão chinês&lt;br /&gt;[...] O Dragão Chinês, o lung, é uma dos quatro animais mágicos. No melhor dos casos, o dragão ocidental é aterrorizante, e no pior, ridículo; o lung das tradições chinesas, ao contrário, tem divindade e é como um anjo que fosse também um leão [...]”&lt;br /&gt;(Jorge Luis Borges e Margarita Guerrero - "O Livro dos Seres Imaginários". São Paulo: Editora Globo, 2000)&lt;br /&gt;Contos de fadasVimos que nos contos maravilhosos a característica principal são as situações sobrenaturais e a presença de seres e objetos mágicos e encantados. Transformações, metamorfoses e ações extraordinárias de um modo geral podem acontecer a qualquer momento da história.&lt;br /&gt;Há também um tipo de narrativa maravilhosa nas quais as transformações, em geral, são particularidades de determinados seres encantados, dotados de grandes poderes mágicos. Trata-se dos contos de fadas. As histórias desses contos, em geral, possuem personagens como príncipes, princesas, camponeses, entre outros, que são auxiliados pelas fadas, ou seus similares do sexo masculino, os magos, gênios etc.&lt;br /&gt;A palavra fada vem do latim fatum que significa destino. Estes seres encantados orientam ou modificam o destino das pessoas. Por serem muito generosos e terem poderes sobrenaturais, eles surgem na "vida" dos personagens nos momentos de grandes dificuldades, quando parece que é impossível superar os conflitos.&lt;br /&gt;Nos contos de fadas, como em muitas narrativas literárias, existem episódios ou situações de equilíbrio e desequilíbrio que vão se modificando, de acordo com os acontecimentos que provocam a passagem de um estado para outro. O que prende a atenção do leitor são estas situações de conflitos e as soluções que vão acontecendo durante a narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;* Carla Caruso é escritora, pesquisadora e realiza projetos de capacitação de professores no Estado de São Paulo.Carla *Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-172540544123956866?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/172540544123956866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=172540544123956866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/172540544123956866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/172540544123956866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/literatura-oral.html' title='Literatura Oral'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-8526431128183739244</id><published>2007-10-28T18:36:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T00:25:22.676-02:00</updated><title type='text'>ATIVIDADE MENSAL/FINAL - 2os.EJA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;OBJETIVO:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;TRABALHAR A LEITURA, INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL POR MEIO DE DIFERENTES LINGUAGENS LITERÁRIAS.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TEMA: O&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ROMANTISMO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL (FICHAMENTO)&lt;/strong&gt; DO TEXTO DISPONÍVEL NESTE BLOG:&lt;strong&gt; &lt;em&gt;O Romantismo e o surgimento do gênero romance&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Antonio Carlos Olivieri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Após a leitura e levantamento dos principais assuntos tratados no texto...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Observe a utilização da palavra “Romantismo”. Complete os trechos abaixo de tal modo que faça sentido:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;____tividade pode inspirar o &lt;strong&gt;Romantismo&lt;/strong&gt; e ser por el_______&lt;br /&gt;___________________O &lt;strong&gt;Romantismo &lt;/strong&gt;e o surgim________&lt;br /&gt;___________________ &lt;strong&gt;romântico.&lt;/strong&gt; Assim, _______________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;___________________o &lt;strong&gt;Romantismo&lt;/strong&gt; expressa, _________&lt;br /&gt;___r à liberdade do próprio &lt;strong&gt;Romantismo&lt;/strong&gt;, na medida ________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;____s elementos formais do &lt;strong&gt;Romantismo&lt;/strong&gt; que, devido_______&lt;br /&gt;____, de fins do século 18, o &lt;strong&gt;Romantismo&lt;/strong&gt; surgiu no i________ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Agora, vamos usar o dicionário? Ele ajuda muito!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Um texto é formado por palavras, que se repetem e formam diferentes frases. Veja que há algumas mais freqüentes. Indique qual a função delas no texto. Exemplifique.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pal.&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt;Freq.&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; %&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DE&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;///&lt;/span&gt; 79&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 4,28&lt;br /&gt;A&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;/?//&lt;/span&gt; 70&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 3,80&lt;br /&gt;E&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;/?//&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;64&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 3,47&lt;br /&gt;O&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;/?// &lt;/span&gt;64&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 3,47&lt;br /&gt;QUE&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt;48&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;/&lt;/span&gt;2,60&lt;br /&gt;DO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;///&lt;/span&gt; 39&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;// &lt;/span&gt;2,11&lt;br /&gt;SE&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;///&lt;/span&gt; 28&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 1,52&lt;br /&gt;ROMANCE&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 25&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt;1,36&lt;br /&gt;EM&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;///&lt;/span&gt; 23 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;///&lt;/span&gt;1,25&lt;br /&gt;AO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;///&lt;/span&gt; 22 &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;1,19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Relacione as colunas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉCULO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_____________ &lt;/span&gt;VERBO&lt;br /&gt;NO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________________&lt;/span&gt;NUMERAL&lt;br /&gt;UM&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________________&lt;/span&gt;PREPOSIÇÃO&lt;br /&gt;UMA&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;________________ &lt;/span&gt;PREPOSIÇÃO + ARTIGO&lt;br /&gt;À &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;__________________&lt;/span&gt;ARTIGO&lt;br /&gt;É&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;__________________&lt;/span&gt;SUBSTANTIVO&lt;br /&gt;POR&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;________________&lt;/span&gt;ADJETIVO&lt;br /&gt;MAIS&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_______________&lt;/span&gt; ARTIGO + PREPOSIÇÃO&lt;br /&gt;PARA&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_______________&lt;/span&gt;CONJUNÇÃO&lt;br /&gt;DÁ&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________________&lt;/span&gt;VERBO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Complete os trechos abaixo. Use da sua criatividade e insira algumas características da linguagem romântica estudada:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;____________Modelos de cartas de amor Pouco depois, Ric_____&lt;br /&gt;___________expectativas, busca de amor e felicidade, e aind____&lt;br /&gt;___________e tivesse problemas de amor e de moral. Em tr_____&lt;br /&gt;___________é uma manifestação de amor à liberdade do próp____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Observe que nos textos literários a palavra “aventuras” aparece muitas vezes, por que? Justifique de acordo com o período literário estudado. Aproveite e responda qual a função morfológica dela nos trechos abaixo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 em Rocambole ou suas &lt;strong&gt;aventuras&lt;/strong&gt; extraordinárias&lt;br /&gt;2 olêmicas. Amores e &lt;strong&gt;aventuras&lt;/strong&gt; De qualquer&lt;br /&gt;3 semelhanças entre as &lt;strong&gt;aventuras&lt;/strong&gt; macunaímas&lt;br /&gt;4 aventuras macunaímas e as &lt;strong&gt;aventuras&lt;/strong&gt; de FHC. Talvez&lt;br /&gt;5 narrativa de amores e de &lt;strong&gt;aventuras&lt;/strong&gt;, o romance foi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. O que são versos? Faz parte de qual gênero literário? Leia os trechos e identifique o papel de "versos" nos textos, na literatura, no seu dia-a-dia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou exótica. Utilizou os &lt;strong&gt;versos &lt;/strong&gt;da tradição épica&lt;br /&gt;contagem silábica dos &lt;strong&gt;versos&lt;/strong&gt; foi sempre muito&lt;br /&gt;nção "como". "Eu faço &lt;strong&gt;versos&lt;/strong&gt; como quem chor&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;cidade da vida bucólica, &lt;strong&gt;versos&lt;/strong&gt; simples, que pro&lt;br /&gt;a uma forma fixa: seus &lt;strong&gt;versos&lt;/strong&gt; eram metrificado&lt;br /&gt;fingidas raposas".Estes &lt;strong&gt;versos &lt;/strong&gt;vêm logo após os&lt;br /&gt;e temos os chamados "&lt;strong&gt;versos&lt;/strong&gt; livres" que não&lt;br /&gt;Atualmente o ritmo dos &lt;strong&gt;versos&lt;/strong&gt; foi liberado e tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Qual a diferença entre as palavras &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;mal&lt;/em&gt; nos trechos abaixo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a bala lhe causasse um &lt;strong&gt;mal&lt;/strong&gt; maior do que um&lt;br /&gt;orge Byron, 1788-1824); o &lt;strong&gt;mal &lt;/strong&gt;do século é o tédio &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;r condições não só para que fique &lt;strong&gt;bem&lt;/strong&gt; informado&lt;br /&gt;Esta é a leitura efetiva, aproveite &lt;strong&gt;bem &lt;/strong&gt;este mom &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;realidade da doença nomeada.Pois &lt;strong&gt;bem&lt;/strong&gt;, os escritores têm &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Produza um texto dissertativo-argumentativo, crítico, referente sua leitura de “O Romantismo e o surgimento do gênero romance” de Antonio Carlos Olivieri&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-8526431128183739244?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/8526431128183739244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=8526431128183739244&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8526431128183739244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8526431128183739244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/atividade-mensalfinal-2os-eja-tema-o.html' title='ATIVIDADE MENSAL/FINAL - 2os.EJA'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1908807889091702298</id><published>2007-10-28T17:12:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T00:24:33.960-02:00</updated><title type='text'>ATIVIDADE MENSAL/FINAL - 3os.EJA</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;OBJETIVO:&lt;/strong&gt; TRABALHAR A LEITURA, INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL POR MEIO DE DIFERENTES LINGUAGENS LITERÁRIAS. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DURANTE ESTE MÊS, TRABALHANOS NA AULA PRESENCIAL:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;CLASSE:&lt;/strong&gt; CARACTERÍSTICAS DO MODERNISMO (HISTÓRIA, LINGUAGEM, FORMA, GÊNERO ETC)&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;SALA INFORMÁTICA:&lt;/strong&gt; LEITURA DAS DIFERENTES LINGUAGENS (VERBAL E NÃO-VERBAL), POR MEIO DOS MATERIAIS/LINKS DISPONÍVEIS NO BLOG (EX: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C6tNuId7RNA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=C6tNuId7RNA&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ATIVIDADE&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TEMA: A POESIA MODERNISTA DE DRUMMOND&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(FICHAMENTO)&lt;/strong&gt; DO TEXTO DISPONÍVEL NO BLOG: A DIALÉTICA ILUMINADA DE DRUMMOND (FAVA, A.R.). OBS: &lt;strong&gt;ENTREGAR O RASCUNHO (“TEMPESTADE DE IDÉIAS”) JUNTO COM A PRODUÇÃO FINAL (INDIVIDUAL).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. NOS TRECHOS ABAIXO O NOME DO POETA É UTILIZADO DE DIFERENTES MANEIRAS. EXPLIQUE POR QUE ISSO OCORRE NO TEXTO&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acredito que o lugar de &lt;strong&gt;Drummond&lt;/strong&gt; para as gerações atuais,&lt;br /&gt;Os poemas de &lt;strong&gt;Drummond&lt;/strong&gt; que Franchetti mais aprecia &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro enigma (1952), &lt;strong&gt;Drummond&lt;/strong&gt; tenha deixado um legado de &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;papear "cara a cara". &lt;strong&gt;Drummond&lt;/strong&gt; preferia passar uma hora&lt;br /&gt;Stoyanov diz que &lt;strong&gt;Drummond&lt;/strong&gt; era um poeta bastante admirado&lt;br /&gt;ão do poeta brasileiro, &lt;strong&gt;Drummond&lt;/strong&gt; é tão ou até mais importante que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora, vamos usar o dicionário? Ele sempre ajuda muito!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;OBSERVE A LISTA DE PALAVRAS FREQUENTES NO TEXTO DE FAVA:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavra//Freq.&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt;%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-DE &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 142 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 6,08&lt;br /&gt;-QUE&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; /&lt;/span&gt; 70 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 3,00&lt;br /&gt;-O &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;////&lt;/span&gt; 65 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 2,78&lt;br /&gt;-E &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;////&lt;/span&gt; 63 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 2,70&lt;br /&gt;-DO &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 57 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 2,44&lt;br /&gt;-A &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;////&lt;/span&gt; 54 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 2,31&lt;br /&gt;-NO &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 41 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 1,76&lt;br /&gt;-DA &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 40 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 1,71&lt;br /&gt;-UM &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt;40 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;//&lt;/span&gt; 1,71&lt;br /&gt;-DRUMMOND &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;/&lt;/span&gt;38 &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;/&lt;/span&gt;1,63&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E ...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. DISCUTA E RESPONDA, EM GRUPO, QUAIS AS CATEGORIAS MORFOLÓGICAS DAS PALAVRAS QUE APARECEM COM MAIOR FREQÜÊNCIA NO TEXTO?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. RELACIONE AS COLUNAS: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRADE &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;____&lt;/span&gt;PREPOSIÇÃO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;____ &lt;/span&gt;DA&lt;br /&gt;NÃO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_______&lt;/span&gt; SUBSTANTIVO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;____ &lt;/span&gt;PARA&lt;br /&gt;UMA&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_______&lt;/span&gt; ADVÉRBIO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_______&lt;/span&gt; SE&lt;br /&gt;DE&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________ &lt;/span&gt;ARTIGO&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;________&lt;/span&gt;POESIA&lt;br /&gt;TINHA&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_____ &lt;/span&gt;CONJUNÇÃO &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_____&lt;/span&gt;MEIO&lt;br /&gt;E &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;__________&lt;/span&gt;VERBO &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________&lt;/span&gt;OS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. HÁ PALAVRAS QUE TÊM MAIS DE UMA CATEGORIA MORFOLÓGICA. SELECIONE, PARA PROVAR ESTA AFIRMAÇÃO, UMA OU MAIS PALAVRAS DOS EXERCÍCIOS ANTERIORES.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. COMPLETE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma brincadeira (ou não?) que renderia ao ................. censuras e elogios.&lt;br /&gt;comemora o centenário de nascimento do .................... (31 de outubro), a pole&lt;br /&gt;especialista em Drummond, a importância do .............. para a poesia brasileira&lt;br /&gt;no horizonte dos afetos e da consciência do ................... e uma forte experiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. INSIRA NAS LACUNAS A PALAVRA QUE DEFINE UM DOS GÊNEROS LITERÁRIOS UTILIZADOS POR DRUMMOND&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela literatura brasileira, em especial a ............ do poeta de Itabira. Stoyanov conta&lt;br /&gt;é uma das maiores vozes líricas da .................... brasileira do século 20&lt;br /&gt;ato de intervenção. "Era um tipo de .................. mais conceitual, que&lt;br /&gt;legado de extrema importância para a .............. contemporânea de rigor, de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. PRODUZA UM TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO QUE COMPROVE QUE A OBRA DE DRUMMOND É MODERNISTA&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(INDIVIDUAL, ATÉ 10 LINHAS).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1908807889091702298?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1908807889091702298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1908807889091702298&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1908807889091702298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1908807889091702298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/poesia-modernista-de-drummond-objetivo.html' title='ATIVIDADE MENSAL/FINAL - 3os.EJA'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3738729554760589727</id><published>2007-10-24T11:21:00.000-02:00</published><updated>2007-10-31T11:42:30.853-02:00</updated><title type='text'>Senhora</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Senhora LITERATO&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/andreguerra/"&gt;andreguerra&lt;/a&gt;, 1 week ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_139083" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=senhora-literato-119276258067974-2"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=senhora-literato-119276258067974-2" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Senhora LITERATO' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/andreguerra/senhora-literato"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/andreguerra/senhora-literato"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4NDA1MzY4MTImcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3738729554760589727?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3738729554760589727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3738729554760589727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3738729554760589727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3738729554760589727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/senhora.html' title='Senhora'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4611452612634012440</id><published>2007-10-24T10:57:00.000-02:00</published><updated>2007-11-02T13:08:43.495-02:00</updated><title type='text'>José de Alencar</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Iracema - Jos� de Alencar&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10434" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=iracema-jos-de-alencar-18612"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=iracema-jos-de-alencar-18612" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a title="View 'Iracema - Jos� de Alencar' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/iracema-jos-de-alencar"&gt;View&lt;/a&gt; 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TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=memrias-de-um-sargento-de-milcias-14412"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=memrias-de-um-sargento-de-milcias-14412" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Mem�rias de um Sargento de Mil�cias - Manuel Ant�nio de Almeida' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/memrias-de-um-sargento-de-milcias"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/memrias-de-um-sargento-de-milcias"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4MzkwMTE0NTMmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7686944805537743844?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7686944805537743844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7686944805537743844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7686944805537743844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7686944805537743844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/memrias.html' title='Memórias'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5113993117774328754</id><published>2007-10-19T21:29:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T21:30:56.094-02:00</updated><title type='text'>Narrador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem conta a história&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u67.jhtm"&gt;textos de ficção&lt;/a&gt;, na maioria das vezes, não é o autor que se dirige diretamente ao leitor. O autor cria uma espécie de intermediário entre o leitor e o universo ficcional. Este intermediário chama-se narrador.&lt;br /&gt;Narrador é aquele que conta a história. Ele pode fazer parte da história, ou apenas contá-la para o leitor. Quando o narrador faz parte da história, isto é, quando também é uma personagem, dizemos que é &lt;strong&gt;um narrador em primeira pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No conto "O peru de Natal", de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u429.jhtm"&gt;Mario de Andrade&lt;/a&gt;, o narrador faz parte da história:&lt;br /&gt;O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. (...)&lt;br /&gt;Nesse caso, o narrador vai contar uma história acontecida com ele mesmo. Veja as expressões grifadas (nosso, meu). O narrador conta os fatos de que ele mesmo participa.&lt;br /&gt;Na narração em primeira pessoa, há uma fixação clara do ponto de vista. O leitor entra em contato direto com o universo ficcional. Em "O peru de Natal", conhecemos a história pela perspectiva do filho.&lt;br /&gt;Como o leitor entra em contato direto com o universo ficcional, tem reforçada a impressão de autenticidade, pois está muito próximo da ação, pois ela é apreendida sempre pelo ponto de vista deste narrador-personagem.&lt;br /&gt;Mas nem sempre o narrador faz parte da história.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Narrador em terceira pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes o narrador está distante em relação àquilo que vai contar, ele não se envolve com a narrativa. Nesse caso, falamos em um narrador em terceira pessoa.&lt;br /&gt;O narrador em terceira pessoa está fora do plano dos acontecimentos. Não participa da história. Por isso mesmo, tem uma ampla liberdade de narrar: não têm o "rabo preso" com ninguém.&lt;br /&gt;Funções do narradorAo contar uma história, o narrador desempenha várias funções. Tem que apresentar as personagens, a seqüência dos fatos, descrever o ambiente em que eles se passam. Diz-se que o narrador é o intermediário entre a narrativa e o leitor. Ele coloca o universo ficcional diante dos olhos do leitor.&lt;br /&gt;Leia este trecho do conto "O poço", de Mário de Andrade.&lt;br /&gt;Ali pelas onze horas da manhã o velho Joaquim Prestes chegou no pesqueiro. Embora fizesse força em se mostrar amável por causa da visita convidada para a pescaria, vinha mal-humorado daquelas cinco léguas cabritando na estrada péssima. Alias o fazendeiro era de pouco riso mesmo, já endurecido pelos setenta e cinco anos que o mumificavam naquele esqueleto agudo e taciturno.&lt;br /&gt;Observe como se trata de um narrador em terceira pessoa.&lt;br /&gt;Apesar de não participar da história como personagem, o narrador desempenha diversas funções importantes:&lt;br /&gt;O narrador conta um fato (Joaquim Prestes chegou no pesqueiro). Situa este fato no tempo (onze horas da manhã) e no espaço (no pesqueiro).&lt;br /&gt;Esclarece as circunstâncias deste fato (havia uma visita convidada para a pescaria, ele tinha andado cinco léguas numa estrada horrível).&lt;br /&gt;Descreve Joaquim Prestes fisicamente (era magro e alto, parecia uma múmia).&lt;br /&gt;Descreve Joaquim Prestes psicologicamente (era taciturno e mal-humorado).&lt;br /&gt;Além disso, podemos observar ainda que o narrador já nos apresenta um elemento dramático, conflituoso, uma dica do que está por vir (apesar de Joaquim Prestes estar mal-humorado, ele tem de se mostrar amável para a visita).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Heidi Strecker é filósofa e educadora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5113993117774328754?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5113993117774328754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5113993117774328754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5113993117774328754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5113993117774328754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/narrador.html' title='Narrador'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-220690244804177420</id><published>2007-10-18T21:02:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T21:19:14.907-02:00</updated><title type='text'>Fábula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem foi Esopo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A fábula é um &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u15.jhtm"&gt;gênero narrativo&lt;/a&gt; que surgiu no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por um escravo chamado Esopo, que viveu no século 6º. a.C., na &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u34.jhtm"&gt;Grécia antiga&lt;/a&gt;. Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens. Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de caráter moral ao homem.Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para o ser humano. Cada bicho simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc.O francês &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u587.jhtm"&gt;Jean de La Fontaine&lt;/a&gt; (1621-1695) foi um dos maiores divulgadores dos textos de Esopo. Ele recriava essas fábulas com o objetivo de "educar" o homem de sua época. Conforme suas próprias palavras: "Acho que deveríamos colocar Esopo entre os grandes sábios de que a Grécia se orgulha, ele que ensinava a verdadeira sabedoria, e que a ensinava com muito mais arte do que os que usam regras e definições".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fábula faz parte da tradição de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u14.jhtm"&gt;literatura oral&lt;/a&gt; e, apesar de ter surgido há quase 2 mil anos, continua um gênero desenvolvido atualmente, na literatura escrita. Muitos escritores recriaram velhas fábulas dando-lhes novos finais ou novos significados. No Brasil, o humorista Millôr Fernandes é um grande cultor do gênero e autor de um livro chamado "Fábulas Fabulosas".Além da fábula, existem outros gêneros que também pretendem transmitir ensinamentos morais ou filosóficos através de narrativas, como o apólogo e a parábola.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u180.jhtm"&gt;Machado de Assis&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u636.jhtm"&gt;Jesus Cristo&lt;/a&gt; O apólogo é uma narrativa breve como a fábula que contém um ensinamento ou crítica a determinado comportamento humano, mas seus personagens não são animais, mas sim objetos inanimados aos quais se atribuem qualidades humanas. A literatura brasileira possui "Um Apólogo" célebre, escrito por Machado de Assis, em que uma agulha discute com uma linha sobre qual das duas é mais importante na vida. No fim, a agulha descobre que só abre caminho para a linha passar e escuta o conselho irônico de um alfinete: "Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico".Já a parábola faz comparações entre realidades aparentemente diferentes para explicar uma idéia. Ela ilustra um determinado conteúdo, por meio de uma situação concreta. As doutrinas religiosas utilizam-se muito desta forma figurada para passar seus ensinamentos. São célebres as parábolas com que Jesus Cristo se comunica com o povo e com seus apóstolos, no Novo Testamento, em especial nos Evangelhos de São Mateus e São Marcos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Santos e deuses&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na antiguidade, as lendas serviam para narrar os feitos de grandes homens, heróis ou povos inteiros, bem como histórias que explicavam o nascimento de cidades e nações. Muitos dos personagens lendários, diferentemente dos das fábulas e dos contos maravilhosos, são figuras originalmente humanas, transformadas com o passar dos anos em seres extraordinários. Porém, o universo das lendas é bem variado, e os seres maravilhosos também podem fazer parte destas narrativas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Santo Antônio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u14.jhtm"&gt;Idade Média&lt;/a&gt;, as lendas se transformaram numa forma de contar a vida dos santos do cristianismo. As virtudes e boas ações destas personalidades eram narradas de modo que o ouvinte conhecesse o comportamento exemplar do santo e viesse a tomá-lo como modelo. Na Itália, do século 13, Jacopo de Varezze, reuniu uma coletânea de biografias de santos num volume intitulado "Legenda áurea", que serviria de inspiração para os padres formularem seus sermões.Assim como a lenda, o mito busca explicar determinado aspecto do mundo, por meio da ação de seres extraordinários. Porém, aqui os personagens principais são as divindades, os deuses, muitas vezes identificados com os fenômenos naturais. O mito narra tempos anteriores ao advento do ser humano e da civilização, revelando uma realidade que determina o mundo e o destino dos homens. Aspectos essenciais da condição humana estão presentes nestas narrativas, que têm imenso simbolismo psicológico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Carla Caruso é escritora, pesquisadora e realiza projetos de capacitação de professores no Estado de São Paulo.*Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-220690244804177420?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/220690244804177420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=220690244804177420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/220690244804177420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/220690244804177420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/fbula.html' title='Fábula'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-6384343361622075496</id><published>2007-10-17T01:19:00.000-02:00</published><updated>2007-10-17T01:22:54.998-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;H3&gt; Produção Textual - Competências avaliadas:&lt;/H3&gt; &lt;br /&gt;&lt;h6&gt;(Acesso em: http://noticias.uol.com.br/educacao/especiais/ult1811u184.jhtm)&lt;/h6&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT FACE = "TIMES"&gt;1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;P&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;Desempenho do aluno em cada competência&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;Nota 2,0 - Satisfatório&lt;/B&gt;&lt;BR&gt; &lt;br /&gt;&lt;B&gt;Nota 1,5 - Bom&lt;/B&gt;&lt;BR&gt; &lt;br /&gt;&lt;B&gt;Nota 1,0 - Regular&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;Nota 0,5 - Fraco&lt;/B&gt;&lt;BR&gt; &lt;br /&gt;&lt;B&gt;Nota 0,0 - Insatisfatório&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt; &lt;br /&gt;&lt;P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-6384343361622075496?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/6384343361622075496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=6384343361622075496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6384343361622075496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6384343361622075496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/blog-educacional-minhas-aulas-produo.html' title=''/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4840585676783567035</id><published>2007-10-10T00:24:00.002-03:00</published><updated>2007-11-02T13:09:58.984-02:00</updated><title type='text'>Tecendo a trama textual.... com coerência e coesão, ok?</title><content type='html'>&lt;h3&gt;A CoerêNcia E CoesãO&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/"&gt;Profa.LucileneFonseca&lt;/a&gt;, 1 week ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_126938" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=a-coerncia-e-coeso2979"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=a-coerncia-e-coeso2979" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a title="View 'A CoerêNcia E CoesãO' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/a-coerncia-e-coeso"&gt;View&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/Profa.LucileneFonseca/a-coerncia-e-coeso"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTI1OTUxMTY2MjUmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4840585676783567035?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4840585676783567035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4840585676783567035&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4840585676783567035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4840585676783567035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/minhas-aulas.html' title='Tecendo a trama textual.... com coerência e coesão, ok?'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-8316794570842596446</id><published>2007-10-08T00:50:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T16:41:21.920-03:00</updated><title type='text'>Teste VestibUOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Veja se você assimilou bem a história que Mário de Andrade escreveu em &lt;strong&gt;"Macunaíma - O herói sem nenhum caráter"&lt;/strong&gt; *Teste feito pelo Stockler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vestibulares(Unifesp) Textos para as questões 01 a 03:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Uma feita em que deitara numa sombra enquanto esperava os manos pescando, o Negrinho do Pastoreio pra quem Macunaíma rezava diariamente, se apiedou do panema e resolveu ajudá-lo. Mandou o passarinho uirapuru. Quando sinão quando o herói escutou um tatalar inquieto e o passarinho uirapuru pousou no joelho dele. Macunaíma fez um gesto de caceteação e enxotou o passarinho uirapuru. Nem bem minuto passado escutou de novo a bulha e o passarinho pousou na barriga dele. Macunaíma nem se amolou mais. Então o passarinho uirapuru agarrou cantando com doçura e o herói entendeu tudo o que ele cantava. E era que Macunaíma estava desinfeliz porque perdera a muiraquitã na praia do rio quando subia no bacupari. Porém agora, cantava o lamento do uirapuru, nunca mais que Macunaíma havia de ser marupiara não,porque uma tracajá engolira a muiraquitã e o mariscador que apanhara a tartaruga tinha vendido a pedra verde pra um regatão peruano se chamando Venceslau Pietro Pietra. O dono do talismã enriquecera e parava fazendeiro e baludo lá em São Paulo, a cidade macota lambida pelo igarapé Tietê."(Mário de Andrade, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1. Os "manos" mencionados no texto são:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;( )os índios que formam toda a tribo de Macunaíma. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )os amigos anônimos que Macunaíma encontrara em São Paulo e que passam alguns dias de descanso na Amazônia. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )Maanape e Jiguê, irmãos de Macunaíma. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )Piaimã, Oibê e os macumbeiros do Rio de Janeiro. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )Piaimã, Oibê, Maanape e Jiguê.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Pelas características da linguagem, que incorpora expressões da fala popular e mobiliza o léxico de origem indígena, pelo ambiente sugerido e também pela presença do uirapuru, o texto dá mostras de pertencer ao estilo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;( )romântico, de linha indianista. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )simbolista, de linha esotérica. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )modernista, de linha Pau-Brasil e a antropofágica. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )naturalista, de linha nacionalista. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )pós-modernista, de linha neo-parnasiana.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Os vocábulos "muiraquitã" e "tracajá" têm os seus significados desvendados pelo contexto lingüístico interno, porque são substituídos, no próprio texto, por vocábulos ou expressões equivalentes. Os equivalentes para "muiraquitã" e "tracajá" são, respectivamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;( )"passarinho" e "tartaruga". &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )"talismã" e "tartaruga". &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )"pedra verde" e "mariscador". &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )"joelho" e "barriga". &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )"talismã" e "pedra verde".&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. (Fuvest) Comparando-se Brás Cubas e Macunaíma, é correto afirmar que, apesar de diferentes, ambos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;possuem muitos defeitos, mas conservam uma ingenuidade infantil, isenta de traços de malícia e de egoísmo. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;tiveram seu principal relacionamento amoroso com mulheres tipicamente submissas, desprovidas de iniciativa. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;não trabalham, caracterizando-se pela ausência de qualquer demanda ou busca que lhes mobilize o interesse. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;narram suas histórias diretamente ao leitor, em primeira pessoa, depois de mortos: Brás Cubas, como defunto autor; Macunaíma, utilizando-se do papagaio. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;têm a vida avaliada, na parte final dos relatos, em um pequeno balanço, ou breve avaliação de conjunto, com resultado negativo.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. (Fuvest) A presença da temática indígena em Macunaíma, de Mário de Andrade, tanto participa _________________, quanto representa uma retomada, com novos sentidos, _________________. Mantida a seqüência, os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente por:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;( )do movimento modernista da Antropofagia / do Regionalismo da década de 30. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )do interesse modernista pela arte primitiva / do Indianismo romântico. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )do movimento modernista da Antropofagia / do Condoreirismo romântico. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )da vanguarda estética do Naturalismo / do Indianismo romântico. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;( )do interesse modernista pela arte primitiva / do Regionalismo da década de 30.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;ENVIE SUAS RESPOSTAS PELO LINK "COMENTÁRIOS" ABAIXO.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-8316794570842596446?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/8316794570842596446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=8316794570842596446&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8316794570842596446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8316794570842596446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/teste-vestibuol.html' title='Teste VestibUOL'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-2791551638312500205</id><published>2007-10-04T23:44:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T23:49:27.143-03:00</updated><title type='text'>Veja dicas sobre autores e movimentos literários</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos dar uma relembrada em Carlos Drummond de Andrade? Nasceu em 1901, Itabira do Mato Dentro, interior de Minas Gerais, e morreu em 1987 no Rio de Janeiro. A infância de Drummond marca a sua poética - uma infância passada no interior de Minas, numa cidade pequena, em uma família extremamente conservadora. O livro que está na lista da Fuvest é Alguma Poesia, publicado em 1930, o primeiro de Drummond. O livro se insere no segundo tempo modernista, tempo de moderação e de consagração dos poetas modernistas. Apresenta duas temáticas importantes: o "gauche", a idéia do esquerdo, daquele que não é direito à realidade, que está desencontrado, que está desconcertado - o eu e o mundo estão desconcertados; e a blague, a risada, a gargalhada - uma temática dos modernistas, de rir diante da realidade do mundo, de rir de si próprio diante do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poema que abre Alguma Poesia é o Poema de Sete Faces. São sete tons em sete estrofes. A primeira, muito famosa: Quando nasci, um anjo tortodesses que vivem na sombradisse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.Essa idéia de Carlos ser gauche na vida, seria a idéia de ser poeta? A idéia de ser lírico no mundo onde não há mais lirismo? E ele termina: Eu não devia te dizermas essa lua, mas esse conhaquebotam a gente comovido como o Diabo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse jeito mineiro de terminar o poema, de dar uma cambalhota, como ele mesmo diz, é a idéia de brincar com o poema, de brincar com si mesmo, com os seus próprios sonhos, brincar com o leitor! É a blague - uma grande temática da poesia modernista.&lt;br /&gt;Vamos dar uma revisada em Camões? Século XVI, apogeu da literatura, da cultura, do político e do social em Portugal. Época do Renascimento, que veio da Itália, do século XIV, e que chegou a Portugal no século XVI; publicação d'Os Lusíadas, a épica de Camões, e também da Lírica, que foi publicada postumamente, portanto não foi revisada pelo autor. A Lírica, os sonetos, é o que cai de Camões no vestibular. Três temáticas importantes: -o desconcerto do mundo, esse mundo que está errado; - o EU de Camões que não se adapta ao mundo, à mudança, ao mudar constante das estações, das pessoas, das situações diante do mundo, e esse EU que procura se adequar a essa grande mudança; - o maior dos temas e o mais trabalhado por Camões é o amor, procurando sempre, nos sonetos, atingir uma reflexão sublime sobre a idéia que ele está abordando. Importantíssima no amor de Camões é a reflexão que ele faz diante desse amor platônico, que é a moda da época do renascimento. O amor platônico é ver a idéia do mundo representada no amor espiritual. O amor está somente na idéia. Mas ele transgride essa regra, ele vai além do amor platônico. Ele também vê que o amor é aristotélico, o amor não é só idéia, o amor é forma, o amor é concretização. Por isso ele atinge o maneirismo e vai conseguir, através da reflexão, ser paradoxal e ser muito grandioso. Aí está o poema mais famoso dele: Amor é um fogo que arde sem se veré ferida que dói e não se senteé um contentamento descontenteé dor que desatina sem doer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa tentativa de classificação do amor mostra o EU paradoxal, e a visão do mundo através dessa forma e do desejo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar uma passada em Cruz e Souza, poeta simbolista? João da Cruz e Souza nasceu em Santa Catarina, em 1861 e morreu em Minas Gerais em 1898; portanto, centenário da morte de Cruz e Souza este ano. Pai escravo, mãe alforriada! Teve uma vida marcada pelo preconceito racial. Trabalhou em jornal de orientação republicana e abolicionista. Ele abre o simbolismo brasileiro em 1893, com a publicação de Broquéis e Missal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O simbolismo foi um movimento essencialmente poético, que não teve grande divulgação aqui no Brasil, e que trouxe para nós o subjetivismo romântico do poeta decadente, se contrapondo ao positivismo, ao cientificismo do realismo/naturalismo em voga até então. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O simbolismo veio se contrapor à ciência poética do parnasianismo, à ciência de fazer poesia - à arte pela arte. Veio com as idéias de invocar etéreas musas, da brancura mística, da sinestesia do poeta francês Charles Baudelaire. Cruz e Souza tem uma característica: a fixação pelo branco. Os três elementos mais importantes de sua poesia são o individualismo, o transcendentalismo e a musicalidade. O poema mais importante de Cruz e Souza é Antífona, que traz a idéia do branco, as formas alvas, brancas! Nele, essa fixação pelo branco de Cruz e Souza fica bem evidente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar uma dica de romantismo para vocês. O romantismo tem três gerações; desenvolveu-se na época das revoluções do século XVIII, dos ideais revolucionários, das grandes mudanças sociais, do liberalismo - que vai trazer para a literatura o grande sentimentalismo e a idéia de nacionalismo, manifestando-se sob a forma de poesia, romance, teatro e jornalismo. Três gerações, três poetas que nós vamos rever aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Primeira geração:&lt;/strong&gt; a exaltação do passado, do nacionalismo, na geração nativista ou indianista. É também a volta do amor trovadoresco, do amor espiritual e da exaltação do índio. O grande poeta da primeira geração é Gonçalves Dias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Segunda geração:&lt;/strong&gt; byroniana (do poeta inglês George Byron, 1788 - 1824); o mal do século é o tédio que leva à aspiração da morte, o desejo da morte como salvação. São idéias presentes na obra de Álvares de Azevedo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Terceira geração:&lt;/strong&gt; condoreirista, de crítica social baseada em Victor Hugo (escritor francês, 1802 - 1885) . O grande poeta é Castro Alves, que traz a idéia do abolicionismo, é o poeta dos escravos. O poema de Castro Alves exigido pela Fuvest é o Espumas Flutuantes, um livro que tem influências da segunda e da terceira geração. O poeta é influenciado por Álvares de Azevedo e por Fagundes Varela, e também por alguns poemas críticos da sociedade da época. Não são poemas do escravismo! Os poemas do escravismo estavam em outro livro, que Castro Alves não conseguiu publicar em vida! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença entre Castro Alves e Álvares de Azevedo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Álvares de Azevedo busca a morte como salvação: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se eu morresse amanhã&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh, que alívio seria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Castro Alves, morrer é a idéia do inevitável porque ele está doente, está morrendo, e infelizmente ele ainda quer viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar uma dica sobre os livros da Fuvest. São dez os livros exigidos. Livros interessantíssimos como Sonetos de Camões; Espumas Flutuantes, Castro Alves; O Primo Basílio, de Eça de Queirós; Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; Alguma Poesia, do Drummond; Fogo Morto, de José Lins do Rego; Contos Novos, do Mário de Andrade; Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Primeiras Estórias, de João Guimarães Rosa; e Os Melhores Contos, de Rubem Braga. Os livros não são para serem lidos apenas como historinhas que você deve saber. Não cai só enredo no vestibular, mas também a interpretação crítica dos trechos e do texto. As perguntas também incidem sobre como o poeta escreveu e você tem que explicar o uso de certos termos gramaticais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então a leitura não é só historinha, não! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a crítica, é não ser ingênuo perante a idéia do texto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos lembrar aqui só João Cabral de Melo Neto, que pertence à geração de 45, o terceiro tempo modernista. É uma geração que vai aliviar o poema do sentimentalismo, classificada como "a geração com senso de medida". Morte e Vida Severina conta a história de um percurso feito por Severino, que sai da morte para alcançar a vida, mas essa vida é presidida pela morte. Aparece aí a coisificação injusta do homem, que João Cabral de Melo Neto está relatando para nós, leitores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Leiam o livro - é fácil de ler, muito interessante, e vai acrescentar muito à vida de vocês.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;Por Ivian Lena DestraDo Cursinho da Poli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-2791551638312500205?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/2791551638312500205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=2791551638312500205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2791551638312500205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2791551638312500205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/veja-dicas-sobre-autores-e-movimentos.html' title='Veja dicas sobre autores e movimentos literários'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1569685948847378414</id><published>2007-10-04T00:16:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T00:32:22.539-03:00</updated><title type='text'>Qual a ligação entre a Literatura e a Produção textual? Há uma ligação que facilita muito para que você consiga adquirir as competências necessárias..</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entenda as competências da prova de redação (Enem)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um poderoso instrumento de auto-avaliação - desde que sejam devidamente compreendidas as habilidades e competências por ele definidas como necessárias àqueles que freqüentaram a escola por 11 anos ou mais. O Enem permite aos que concluíram ou estão para concluir o ensino médio identificar aquelas competências que já dominam e aquelas que ainda precisam desenvolver melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, o intuito aqui é auxiliá-lo nessa tarefa muitas vezes complicada de entender, mais especificamente, ao que se refere a prova de redação do Enem, a fim de melhorar ainda mais seu desempenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A importância da prova de redação encontra-se no fato de ela corresponder à metade do valor total da média final do exame e de não somente a escola, mas também a sociedade, de modo geral, exigir sujeitos cada vez mais capazes de produzir textos escritos de modo objetivo e coerente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Situação-problema&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Enem exige que o candidato redija um texto do tipo dissertativo-argumentativo, cujo tema se relacione a questões sociais, políticas, culturais e/ou científicas, a partir de uma situação-problema. É automaticamente desconsiderada para correção pela banca avaliadora a redação que se afastar do tema proposto ou for de encontro aos direitos humanos e à cidadania. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;São cinco as competências avaliadas na prova de redação, conforme se verifica a seguir.&lt;/strong&gt; Para você compreender melhor qual o significado dessa matriz de competências, procuramos explicar, de maneira mais clara, cada um dos itens que a compõem. São elas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você não precisa escrever como Machado de Assis ou Gilberto Dimenstein! Porém, é necessário demonstrar um conhecimento mínimo de regras básicas de escrita na nossa língua, supostamente aprendidas em 11 anos ou mais de escolaridade.&lt;br /&gt;Por exemplo, atentar para a pontuação é essencial, pois uma vírgula ou ponto final no lugar errado pode comprometer o sentido do seu texto e dificultar a compreensão por parte do leitor (no caso, o avaliador da banca de correção). Além do sentido, é importante lembrar que o respeito às normas gramáticas, ainda que não seja o requisito mais importante na construção do sentido do texto, demonstra algum grau de conhecimento a respeito da língua e isso pode contar a seu favor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A compreensão da proposta de redação já é o primeiro passo para que você possa se sair bem na prova, uma vez que o desenvolvimento do tema apresentado torna-se muito mais tranqüilo e não há o risco de seu texto ser desconsiderado pela banca de correção. Além de disso é preciso lembrar de que se trata de um texto em prosa (ou seja, você não pode escrever um poema), do tipo dissertativo-argumentativo, o que significa adotar um posicionamento crítico e reflexivo diante de determinada questão ou expressar sua opinião de modo claro e coerente.&lt;br /&gt;Para isso, é essencial valer-se de seu conhecimento de mundo, uma vez que se torna muito mais difícil elaborar um texto sobre algo que você nunca ouviu falar. Daí a importância da leitura de textos diversificados, sobretudo os jornalísticos, para que você tenha o que dizer em sua redação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não basta apresentar dados e informações ou mesmo expressar sua opinião ou expor argumentos se você não for capaz de selecionar, dentre estes, aqueles que de fato apresentam pertinência com o tema proposto.Ademais, além de uma seleção criteriosa de dados, informações e argumentos, é primordial saber organizar as idéias a partir deles e apresentar a sua interpretação para a situação-problema em questão, estabelecendo relações lógicas e coerentes e fazendo a sua leitura da realidade, a fim de demonstrar seu ponto de vista em relação ao tema proposto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da seleção adequada dos argumentos, conforme ressaltado no item anterior, faz-se necessário organizá-los no texto de modo lógico e coerente. Para isso, é fundamental utilizar os chamados elementos de coesão textual e/ou os organizadores argumentativos, como, por exemplo, advérbios, locuções adverbiais e conjunções, estabelecendo relações adequadas entre termos e também entre os parágrafos, sobretudo no desenvolvimento do texto, a fim de que o sentido seja construído de maneira clara e objetiva. É preciso, ainda, saber utilizar um repertório lingüístico ou vocabular adequado ao tema e aos objetivos do texto. Isso não significa, em hipótese alguma, valer-se, de maneira desenfreada, de termos e/ou expressões considerados mais rebuscados ou eruditos a fim de impressionar a banca de correção.Lembre-se de que os membros dessa banca são professores de português e já estão bastante acostumados às táticas e "truques" dos candidatos. De nada adianta valer-se desse tipo de artifício para impressioná-los. Assim, é fácil perceber que o vocabulário escolhido deve ser simples e direto e atender aos objetivos do texto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Partindo-se de uma proposta de redação que apresenta uma situação-problema, é possível concluir que toda a construção da argumentação deve ter como objetivo a apresentação de possíveis soluções para a questão levantada. A solução, ou soluções, porém, deve resultar de uma relação lógica e coerente com os argumentos, opiniões, informações e dados apresentados no desenvolvimento.&lt;br /&gt;Ademais, embora seja muito difícil que isso ocorra - até porque muitas formas de preconceitos e/ou desrespeito aos valores humanos recebem hoje algum tipo de sanção legal -, é aconselhável cautela diante de seu posicionamento a respeito de determinadas questões consideradas o "tendão de Aquiles" das sociedades contemporâneas. Por exemplo, o preconceito racial, social e/ou religioso, a prática de tortura ou a apologia à violência de qualquer espécie.&lt;br /&gt;A razão é óbvia: idéias e/ou concepções retrógradas e pouco ortodoxas acerca desses temas vão contra as muitas conquistas, sociais, políticas e culturais sedimentadas depois de décadas ou até mesmo séculos de luta por justiça social e respeito à integridade humana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esperamos que esse breve esclarecimento sobre as competências avaliadas na prova de redação do Enem lhe permita, a partir de agora, perceber melhor aquelas cujo desempenho já se encontra satisfatório ou muito bom e aquelas que ainda merecem mais atenção e mais dedicação da sua parte.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(* Nilma Guimarães é formada em letras clássicas e vernáculas pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Cursa o mestrado em educação pela Faculdade de Educação da USP, na área de metodologia do ensino de língua portuguesa. Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação. Alunos realizam Exame Nacional do Ensino Médio / Divulgação/TVE.).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Conseguiu perceber a ligação que há entre a Literatura e a Produção Textual?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há como escrever, criar sem ter um conhecimento mínimo dos assuntos tratados e solicitados?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1569685948847378414?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1569685948847378414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1569685948847378414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1569685948847378414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1569685948847378414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/entenda-as-competncias-da-prova-de.html' title='Qual a ligação entre a Literatura e a Produção textual? Há uma ligação que facilita muito para que você consiga adquirir as competências necessárias..'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4138227018176146889</id><published>2007-10-02T20:29:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T20:49:35.519-02:00</updated><title type='text'>Análise da obra A HORA DA ESTRELA de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escritora nascida na &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u327.jhtm"&gt;Ucrânia&lt;/a&gt; mas radicada no Brasil desde criança, &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u592.jhtm"&gt;Clarice Lispector&lt;/a&gt; (1920 - 1977) é um caso ímpar na literatura nacional, já que sua abordagem intimista, questionadora sobre os tênues limites entre a ficção e a realidade - e sobre o próprio ato de escrever -, surge numa época em que predominava o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u51.jhtm"&gt;romance regionalista&lt;/a&gt;, com denúncias sociais sobre a vida no Nordeste.O impacto de sua prosa foi tamanho, que a escritora e filósofa francesa Hélène Cixous chega a dividir a literatura brasileira em dois momentos: A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice). O último livro da autora, publicado no ano de sua morte, aparentemente narra apenas o sofrimento da migrante alagoana Macabéa no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A estrutura, porém, é bem mais complexa. Há, no texto, um tripé: a vida comum e sem graça de Macabéa; a história do narrador Rodrigo; e a reflexão dele sobre a escritura. A habilidade de Clarice está em articular esses planos de uma maneira que não dificulta a leitura ou deixa o texto empolado ou pernóstico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sonhadora e ingênua, Macabéa é o retrato da saga sem glamour de uma brasileira perante um outro Brasil, que ela desconhece. Seu namoro com Olímpico de Jesus, nome pleno de ironia, já que ele não tem nada das poderosas divindades gregas que habitavam o Monte Olimpo e muito menos do lado humano da Santíssima Trindade católica, não tem futuro algum.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ascensão social&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Macabéa é trocada por Glória, colega de trabalho que, por ter um pai açougueiro, parecia oferecer ao também nordestino Olímpico uma possibilidade de ascensão econômica e social. A desilusão afetiva soma-se a uma progressiva degradação do corpo, causada por uma tuberculose.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É justamente Glória, outro nome bastante crítico, já que ela pouco tem para ser glorificado, que aconselha a deprimida Macabéa a encontrar uma orientação para a sua vida, aparentemente sem sentido, numa cartomante, Madame Carlota, que anuncia um futuro pleno de felicidade com um estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mercedes-Benz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao sair desse encontro, com a cabeça literalmente nas nuvens, Macabéa é atropelada por um Mercedes-Benz. Termina assim uma existência em que predomina um grande vazio existencial, contada com momentos que evocam &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u128.jhtm"&gt;James Joyce&lt;/a&gt;, na forma como trata livremente a narrativa, e &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u115.jhtm"&gt;Virginia Woolf&lt;/a&gt;, no que diz respeito à maneira de enfocar a riqueza interior feminina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em sua sofisticada aula de escritura, a autora cria a saga de um personagem que, se, por um lado, alerta para o drama social da migração, acima de tudo, constrói um exercício do próprio ato de escrever e dos limites entre criador (Clarice), narrador (Rodrigo) e personagem (Macabéa), um triângulo marcado pelo constante questionamento existencial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A estrela do símbolo da Mercedes funciona de maneira metafórica, pois causa a morte da protagonista. Por outro lado, é apenas com a sua morte que Macabéa consegue dar destaque a sua vida, com seu corpo desfalecido no meio da rua. Morta, torna-se estrela por um dia. A sua hora de aparecer chegou, melancólica, como toda a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil). *Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4138227018176146889?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4138227018176146889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4138227018176146889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4138227018176146889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4138227018176146889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/anlise-da-obra-hora-da-estrela-de.html' title='Análise da obra A HORA DA ESTRELA de Clarice Lispector'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-2014272233004805890</id><published>2007-10-01T23:33:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:57:06.571-03:00</updated><title type='text'>MACUNAÍMA E A FORMAÇÃO DE UMA CULTURA BRASILEIRA (Fábio Della Paschoa Rodrigues)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“A tentativa de implantação da cultura européia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em conseqüências. (...) Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas idéias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. (...) Podemos construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, elevar à perfeição o tipo de civilização que representamos: o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um sistema de evolução próprio de outro clima e de outra paisagem.” &lt;/em&gt;(Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O movimento modernista da década de 20 ambicionava tornar o Brasil uma nação com forma própria, conquistando nossa individualidade cultural e um lugar no “concerto das nações”, como dizia Mário de Andrade. Nessa tarefa, o autor modernista, baseando-se em certas teorias históricas e filosóficas, empenhou-se em produzir um trabalho que afirmasse a entidade nacional e assim criou o seu Macunaíma.&lt;br /&gt;Neste trabalho, discutiremos questões nacionais levantadas por Macunaíma e as influências e analogias entre a obra de Mário de Andrade e algumas das grandes teorias históricas, particularmente as de Herder, Spengler e Keyserling. Além disso, transportaremos as imagens macunaímicas para nossa realidade atual “globalizada”, fazendo um pequeno paralelo entre Macunaíma e o Brasil dos anos 90 do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS INTENÇÕES DE MACUNAÍMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como o próprio Mário declarou, ele teve muitas intenções ao escrever Macunaíma, tratando de diversos problemas brasileiros: a falta de definição de um caráter nacional, a cultura submissa e dividida do Brasil, o descaso para com as nossas tradições, a importação de modelos socioculturais e econômicos, a discriminação lingüística etc. Mas a principal preocupação de Mário de Andrade foi buscar uma identidade cultural brasileira. O Brasil na época (e também hoje) não tinha “competência” para desenvolver uma cultura autônoma e toma emprestado modelos europeus, que não se adaptam ao nosso clima quente. A nossa cultura, então, deveria ser distinta das outras e possuir, por outro lado, uma totalidade racial; deveria provir das raízes que aqui haviam, das culturas populares existentes nos recantos do país. O Brasil, como entidade cultural, seria construído pela mistura de todas essas culturas (orais) de cada região brasileira. É justamente o que o escritor faz em Macunaíma: compõe a sua rapsódia reunindo lendas, folclores, crendices, costumes, comidas, falares, bichos e plantas de todas as regiões, não se referindo a nenhuma delas, misturando inclusive as diversas manifestações culturais e religiosas, dando assim um aspecto de unidade nacional, que não condiz com a realidade dividida de nossa cultura. Referindo-se a essa “desgeografização”, Mário de Andrade anota num de seus prefácios inéditos:&lt;br /&gt;“Um dos meus interesses foi desrespeitar lendariamente a geografia e a fauna e flora geográficas. Assim desregionalizava o mais possível a criação ao mesmo tempo que conseguia o mérito de conceber literariamente o Brasil como entidade homogênea = um conceito étnico nacional e geográfico.”&lt;br /&gt;Comentando esse esforço de juntar os elementos constitutivos do ser nacional, Eduardo Jardim de Moraes (In: Berriel, 1990) nota que:&lt;br /&gt;“Na composição de Macunaíma e em seus escritos críticos da época nota-se o cuidado rigoroso de efetuar o levantamento do material que torna possível traçar o perfil do Brasil. Era intenção de Mário de Andrade, em sua perspectiva analítica, ao justapor os variados elementos culturais presentes na esfera nacional, chegar à definição de um elemento comum que qualificasse todos como pertencentes ao mesmo patrimônio cultural.”&lt;br /&gt;Para Mário de Andrade, a modernização brasileira, isto é, a conquista de uma identidade cultural só seria possível se tomássemos consciência de nossas tradições. Em entrevista concedida em 1925, o escritor afirma que “ toda tentativa de modernização implica a passadização da coisa que a gente quer modernizar”. Vai mais além: “nós só seremos de deveras uma Raça o dia em que nos tradicionalizarmos integralmente e só seremos uma Nação quando enriquecermos a humanidade com um contingente original e nacional de cultura”. Macunaíma é, portanto, uma tentativa de modernizar o Brasil através do passado, de nossas tradições; é também a tentativa de fundar a raça brasileira, estreitamente ligada ao seu ambiente geográfico, ao seu clima.&lt;br /&gt;Todas essas intenções macunaímicas tomam por base conceitos de raça e cultura construídos pela filosofia européia, particularmente a alemã. Ele como que tomou emprestado certos conceitos, mas adaptando-os ao nosso clima quente. Passemos então, a analisar os pontos de convergência entre sua obra e as teorias históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MACUNAÍMA E AS TEORIAS HISTÓRICAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comecemos analisando as relações entre a obra andradiana e o pensador alemão Johann Gottfried Herder (1744-1803). Para Herder, a característica mais importante da história é a pluralidade e a individualidade das nações, justamente o que buscavam nossos modernistas.&lt;br /&gt;Apesar de não haver material comprovando que Mário de Andrade leu Herder – conforme aponta C. E. Berriel (1987), as idéias deste pensador são claramente notadas na obra do escritor (que podem ter vindo através de Spengler ou do Romantismo brasileiro, ambos influenciados por Herder). O filósofo acreditava que “a literatura de uma nação deve ser verdadeira para com as tradições e o caráter íntimo da mesma nação, e a sua atitude para com a natureza” (Gardiner, 1995). Ora, Macunaíma é esta literatura: busca resgatar as tradições folclóricas brasileiras e afirmar um caráter nacional (que, para Mário, supostamente não há). O pensamento herdiano enfatiza os conceitos de caráter nacional e de meio ambiente, em que há uma unidade entre geografia, cultura e raça. Lendo atentamente Macunaíma, percebemos que Mário de Andrade utiliza todos esses conceitos em seu livro: nosso herói adquire características adequadas ao meio em que vive, ao seu espaço geográfico (que depois abandonará como sabemos), ele é a tentativa de fundar a raça brasileira a partir das “três raças tristes” que dão origem ao brasileiro e, mais ainda, é a possibilidade da criação de uma cultura nacional autêntica.&lt;br /&gt;O escritor modernista partilhava da mesma idéia de que a paisagem está dentro do ser humano, como experiência coletiva ou individual de estar em um determinado lugar, a natureza captada pelos sentidos. Na concepção de Herder, o homem se origina a partir e dentro de uma raça, que está intrinsecamente ligada à paisagem, como ele ilustra em uma metáfora:&lt;br /&gt;“Tal como a água de uma nascente recebe do solo donde brota a sua composição, as suas qualidades atuantes e o seu sabor, assim o antigo caráter dos povos proveio de traços raciais, do clima, do tipo de vida e da educação, das ocupações primitivas e das ações peculiares a cada um desses povos.”&lt;br /&gt;Neste sentido, Mário traduz literariamente a filosofia de Herder. Ele acreditava que deveríamos construir uma cultura, em sentido amplo, adaptada ao nosso clima, à nossa paisagem. Em resposta a um questionário da Editora Macaulay, em 1933, Mário declarou: “Tanto o meu físico como as minhas disposições de espírito exigem as terras do Equador. Meu desejo é ir viver longe da civilização, na beira de algum rio pequeno da Amazônia...” Ele acreditava que a preguiça era uma necessidade para os povos de clima quente como o Brasil, já que o “trabalho semanal e de tantas horas diárias” era coisa de civilizações cristãs de clima frio.&lt;br /&gt;Mário de Andrade problematiza em Macunaíma as idéias de Herder segundo as quais o destino de um povo “depende primordialmente do tempo e do lugar em que nasce, das partes que o compõem e das circunstâncias exteriores que o rodearam”. Para a formação da entidade nacional é necessário superar todos esses obstáculos que se impõem diante do herói: primeiramente ele não tem caráter, não é ligado ao seu meio geográfico (que, inclusive, renega ao final do livro), as partes (raças) que o compõem são conflitantes com a opressão do componente europeu, o tempo em que o Brasil vive passa por um período de transição, início da industrialização nacional. Verificamos vários outros obstáculos que nosso herói encontra e que tem relação com a teoria herdiana. Herder acreditava que os povos incultos adquirem conhecimentos pela prática ou pelo intercâmbio com outros, mas Macunaíma (o Brasil, na verdade) só importa conhecimento, não troca, ou quando o faz troca “borboletas” por “idéias”, isto é troca o “exótico” pelo “civilizado”. Ainda para ele, os povos permanecem ligados entre si, influenciando uns aos outros, de acordo com a relação de maior ou menor poder, em que o país submisso é subjugado pelo opressor; o Brasil, nessa relação é quase totalmente submetido à cultura cristã européia e não tem forças para influenciar esse continente. Enfim, o Brasil só se consolidaria como entidade cultural se crescesse das próprias raízes, como preconizava o filósofo alemão. Macunaíma, ao invés disso, abandona suas raízes e se rende ao clima frio europeu, desprezando suas tradições e renegando sua paisagem tropical.&lt;br /&gt;Para Herder a história de um povo é orgânica (como também para Spengler, como veremos mais adiante): “uma nação, tal qual o homem, crescerá e morrerá, inevitavelmente”. Mário de Andrade descreve literariamente a nossa história orgânica, desde o nascimento da possível cultura brasileira até seu quase desenvolvimento e enfim sua morte, ou seja, a vida de Macunaíma.&lt;br /&gt;A influência de Oswald Spengler (1880-1936), outro pensador alemão, na obra de Mário de Andrade é patente e reconhecida. Mário leu e se inspirou na obra “A decadência do Ocidente” e em diversas passagens de Macunaíma reconhecemos imagens spenglerianas.&lt;br /&gt;Segundo P. Gardiner (1995), Spengler dá preferência “ao instinto, em oposição ao entendimento, à vida no campo em oposição à vda na cidade, a fé e o respeito pela tradição em oposição ao cálculo racional e ao interesse próprio, à intuição e à imaginação em oposição à análise e ao método científico”. Ainda para Spengler, “uma cultura nasce no momento em que uma grande alma despertar do seu estado primitivo e se surpreender do eterno infantilismo humano; quando uma forma surgir em meio do informe; quando algo limitado, transitório, originar-se no ilimitado, contínuo. Floresce então no solo de uma paisagem perfeitamente restrita, à qual se apega, qual planta”. Isto é, com algumas modificações, a descrição de Macunaíma.&lt;br /&gt;Vejamos: Macunaíma é essa alma adormecida que nasce do ilimitado (o “silêncio tão grande”) no “fundo do mato virgem”, portanto, muito longe da cidade; ele usa sua mágica (intuição) para agir e prever as coisas. Mas nosso herói ficará para sempre “carinha enjoativa de piá”, pois enganara as tradições folclóricas, que ora defende ora se afasta delas (defende o Pai do Mutum mas foge de Capei); age sempre por interesse próprio, não tem caráter; e não se apega “qual planta” à sua paisagem.&lt;br /&gt;Percebemos no livro as diversas oposições levantadas por Spengler: destino x causalidade, cultura x civilização, história x natureza, crescimento e vida x decadência e morte. Aliás, a oposição principal de Macunaíma não é a do herói com o gigante Venceslau Pietro Pietra, mas sim a oposição entre a mata tropical e a cidade temperada, ou seja, a oposição entre cultura (tradição) e civilização, que é oposição básica de Spengler.&lt;br /&gt;No percurso do “herói de nossa gente”, Mário tenta construir a cultura brasileira, segundo os conceitos de Spengler, para quem “as massas de seres humanos fluem numa corrente sem obstáculos, da qual surge de vez em quando a Kultur autoconsciente”; porém, a falta de caráter do herói não possibilita o surgimento da cultura brasileira. Além disso, o herói de nossa gente encontra obstáculos na sua vida, quando está se desenvolvendo: ele se depara com o roubo da muiraquitã (cultura brasileira) pelo gigante Piaimã – o Brasil ao tentar construir sua unidade cultural encontra a Europa no meio do percurso.&lt;br /&gt;Assim como para Herder, Spengler acredita que a força da cultura depende das raízes, da adaptação à terra, à afinidade com a natureza e a consolidação da raça. Para ele, “a História Mundial é a história da ascensão e queda de nações e raças”. E a raça é uma questão de um “sentimento comum” que une gerações sucessivas num todo. Spengler, como já dito, construiu uma concepção orgânica de história e foi além de Herder, supostamente prevendo o destino de todas as civilizações. Outro ponto de concordância entre os dois filósofos era a afirmação de que cada cultura tem o seu caráter específico ou “alma”. Na visão spengleriana “cada cultura tem as suas possibilidades de expressão, que surgem, amadurecem, decaem e não voltam a se repetir”. Já vimos que Mário utiliza essas idéias em seu livro, contando a vida do herói brasileiro, na verdade a vida da cultura brasileira.&lt;br /&gt;Mário também crê na concepção spengleriana de que a indústria (o estágio mais avançado da civilização) é o grande inimigo da Natureza. Ela destrói as nações, as culturas nacionais. A máquina altera a relação do homem com a Natureza, interpondo-se entre eles. Macunaíma se vende às máquinas, quase se tornando uma, e assim frustra-se a tentativa de se estabelecer uma cultura nacional. O herói, como não tem caráter, é facilmente comprado pelas atrações da máquina, esquece a natureza, renega as tradições. Na cidade não há espaço para o sagrado, pois “isso de deuses era gorda mentira antiga” como diz uma “filha da mandioca” para o herói. A máquina não era deus e ninguém podia brincar com ela , pois ela matava. Ao refletir sobre máquinas e homens, Macunaíma chega à conclusão de que “os homens é que eram máquinas e as máquinas é que eram homens”. Nesse momento, nosso herói começa a maquinar, ele absorve a civilização pois não tem caráter.&lt;br /&gt;Na cidade não há povo, mas uma massa. A cidade-máquina devora os homens e Macunaíma também é devorado por São Paulo. Ele não consegue mais viver e, outro solo que não esse, petrificado; a mata já lhe é estranha e monótona, ele não compreende mais o silêncio que o originou. Assim, Macunaíma, nas palavras de Spengler, “leva a cidade constantemente comsigo (...) perdeu o campo em seu interior e nunca mais o encontrará no mundo de fora”.&lt;br /&gt;A gênese das culturas, na teoria spengleriana, é representada pelo mundo rural, o urbano é a corporificação da decadência das civilizações; a civilização “é um epílogo, a morte seguindo-se à vida, a rigidez seguindo-se à expansão (...) o mundo-cidade petrificante seguindo-se à mãe-terra.”. Macunaíma, rendendo-se à civilização, entra em decadência, petrifica-se e vê São Paulo se petrificar. Mário constrói uma imagem magnífica: para ele, São Paulo deveria se preocupar com o exercício da preguiça, mas como não tem caráter, ela se transforma em um imenso bicho preguiça de pedra.&lt;br /&gt;Mas a cultura brasileira não morre de todo. Mário, de certa forma, acredita no Brasil e deixa, no final do livro, a possibilidade de construirmos a nossa cultura: Macunaíma, na verdade, não morre, sobe para o campo vasto do céu, vira tradição, que poderá ser resgatada e transmitida (como aliás, é transmitida ao próprio Mário no Epílogo).&lt;br /&gt;Essa visão otimista com relação à formação de uma nação brasileira, Mário deve a Keyserling, único pensador que teve sua influência creditada explicitamente, num dos prefácios inéditos.&lt;br /&gt;Na concepção de Keyserling, o homem é uma entidade real que se manifesta através de criações culturais. A teoria dele, assim como a de Herder, afirma o particularismo das culturas e ao mesmo tempo seu lugar universal. O conceito de cultura keyserlinguiano está relacionado a um passado vivo e a cultura “é a forma da vida, como imediata expressão do espírito (...) é obrigação com relação a um passado vivo, (...) é exclusiva e, portanto, estritamente limitada no exterior; é essencialmente unitária, pelo que cada coisa particular nela pressupõe e alude à totalidade” (que, enfatizamos, é o conceito utilizado pelos modernistas de 20). Mas, diferentemente de Spengler, para ele “todas as culturas tradicionais do planeta estão em decadência”, não só a civilização ocidental. Mas se Keyserling considera que todas as culturas tradicionais estão em decadência, porque centradas “no irracional, no impulsivo” – que é intransferível e, assim, não dando continuidade à cultura, por outro lado, a cultura pode ser perpetuada através de tradições vivas.&lt;br /&gt;Mário compartilhava do otimismo de Keyserling, que acreditava que a tradição viva era a via de transmissão da cultura, a despeito da decadência inevitável das civilizações. Por isso Macunaíma, apesar de ter perdido a muiraquitã (a cultura brasileira) vira constelação (tradição). Ou seja, agora ele se transformou em instrumento de transmissão do que poderia vir a ser a entidade brasileira. O projeto andradiano, portanto, pode ser resgatado pelas gerações futuras.&lt;br /&gt;Para Keyserling uma nova cultura se desenvolve “quando da mescla se origina o equivalente a uma nova raça definida”. Esse postulado permite Mário de Andrade conceber a gênese da Raça brasileira, criando seu herói a partir da mescla das três raças tristes (índio, branco e negro). Nosso herói, infelizmente como sabemos, deixa que sua porção branca oprima as outras e se vende à civilização decadente, não definindo uma nova Raça. Cabe ressaltar aqui que a porção branca de Macunaíma – vinda dos portugueses – já era mestiça e não se constituía como Raça; citando Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil: os portugueses apresentavam “ausência completa, ou praticamente completa de qualquer orgulho de raça (...) Essa modalidade de seu caráter explica-se muito pelo fato de serem os portugueses um povo de mestiços”.&lt;br /&gt;Mário de Andrade encontra outro ponto de apoio em Keyserling, com relação à aversão à industrialização nascente, ao capitalismo verdadeiro, como nota C.Berriel (1987):&lt;br /&gt;“Keyserling oferece uma alternativa “não-burguesa” de leitura da realidade histórica, ao rejeitar a economia e a materialidade como formas explicativas. Assim, a crise da sociedade contemporânea pôde ser vista, tanto por Spengler e Keyserling, como por Mário de Andrade, como uma crise da cultura pura e simplesmente”.&lt;br /&gt;Todas essas postulações keyserlinguianas deram base para que Mário criasse seu “poema fundador” da raça brasileira ligada à paisagem tropical, e, por conseqüência, desenvolver a cultura brasileira. Ao pessimismo de Spengler, Mário prefere a possibilidade keyserlinguiana de manter a tradição brasileira viva, na esperança de que ela venha a se despertar novamente; por isso mesmo é que escuta do papagaio a vida do herói de nossa gente e nos transmite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS IMAGENS MACUNAÍMICAS E O BRASIL ATUAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;À luz das idéias e conceitos expressos em Macunaíma, transportaremos algumas de suas imagens para o Brasil da era globalizada. A intenção aqui não é aplicar uma teoria histórica (ou sua releitura literária) à atualidade brasileira, nem fazer uma crítica aprofundada sobre a cultura brasileira nos dias de hoje; para isso, seriam necessárias pesquisa e análise mais aprofundadas. A intenção é mostrar pontos de contato entre obra de Mário de Andrade e nosso atual contexto cultural e econômico, é também mostrar que a tradição macunaímica se faz sentir em nossos dias, com as mesmas questões que preocupou os modernistas na década de 20.&lt;br /&gt;A Globalização implica na anulação da identidade nacional dos povos. Ela supostamente unificaria todas as nações o que, na verdade, levaria à perda da identidade cultural de cada nação. Neste sentido, a nova caminha para um objetivo contrário ao das teorias de Herder, Keyserling e da proposta modernista, em que a cultura se afirma como nação pela sua particularidade. O mundo globalizado não admite tradições e particularidades, num momento em que a palavra de ordem é “comunicação”. Comunicação virtual, a informação em alta velocidade através da máquina computador. Uma tribo africana sem e-mail ou home page ficará obsoleta, entrará em decadência, muito mais rapidamente que as civilizações preconizadas por Spengler. A civilização conquistou de tal forma uma técnica apurada – as novas tecnologias, que aceleram desenfreadamente o desaparecimento da cultura tradicional, como dizia Keyserling.&lt;br /&gt;A cultura brasileira, seduzida por essa Uiara, está cada vez mais enxertada de estrangeirismos, que passaram a ser considerados como agregados culturais que contribuiriam para o enriquecimento de nossa “cultura”. O povo (quer dizer, a massa) não se dá conta muitas vezes de que essas “contribuições” na verdade fazem parte de um processo de “lavagem cerebral” das nossas tradições, que a influência cultural e econômica continua sendo unilateral. Não há fluxo de troca entre Brasil e a nova civilização ocidental hegemônica, os Estados Unidos, por exemplo; exportamos “futebol” e importamos “tecnologia”. Cada vez mais nossa realidade é afetada pela bolsa de Nova Iorque, de Tóquio, de Hong Kong etc... Cada vez mais a nossa cultura se rende a enlatados norte-americanos, mexicanos, argentinos... pois a produção nacional (quer seja cultural, social, econômica) não tem valor.&lt;br /&gt;O atual herói se vendeu muito mais facilmente à civilização que o Macunaíma. O novo herói de nossa gente é o Sr. Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (FHC) que, assim como Macunaíma, não tem caráter: lutou contra a ditadura militar mas entrega agora o país ao capital estrangeiro; diz estar ao lado do povo, mas no capítulo seguinte declara que os aposentados são vagabundos e aprova um plano de previdência que prejudica os trabalhadores; diz defender os pobres para depois salvar bancos privados da falência, despendendo cifras milionárias e cobra mais impostos dos cidadãos. Ele esquece nossas “tradições” e vende nosso petróleo, nossa energia, nossas telecomunicações para os civilizados europeus e norte-americanos. Os gigantes Piaimãs ACM, Tio Sam, FMI querem devorar nosso herói que, para se salvar (entenda-se: salvar a si próprio, não a nação) se transforma em Superman ou Tio Patinhas usando sua “mágica”. A Uiara Globalização seduziu nosso herói por completo, sem a hesitação de Macunaíma.&lt;br /&gt;Percebemos que há várias semelhanças entre as aventuras macunaímas e as aventuras de FHC. Talvez Mário de Andrade, Spengler e Keyserling tenham razão e a depender do novo herói, nosso quadro confirmará as teorias aqui comentadas, reiterando o que Sérgio Buarque de Holanda declarou em seu Raízes do Brasil: “somos uns desterrados em nossa terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ANDRADE, Mário de. Entrevistas e Depoimentos. Edição organizada por Telê Porto Ancona Lopez. São Paulo: T. A. Queiroz, 1983.&lt;br /&gt;__________. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter – Edição crítica de Telê Porto Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1978.&lt;br /&gt;__________. O Turista Aprendiz. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1983.&lt;br /&gt;BERRIEL, Carlos Eduardo (org.). Mário de Andrade hoje. São Paulo: Ensaio, 1990.&lt;br /&gt;________. Dimensões de Macunaíma: Filosofia, Gênero e Época. Tese de Mestrado, UNICAMP, 1987.&lt;br /&gt;GARDINER, Patrick. Teorias da História. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1995.&lt;br /&gt;HERMAN, Arthur. A idéia de decadência na história ocidental. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999. Cap.7&lt;br /&gt;HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1971.&lt;br /&gt;LOPEZ, Telê Porto Ancona. Macunaíma: a margem e o texto. São Paulo: Hucitec, Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo, 1974.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- O FILME&lt;/strong&gt; Macunaíma: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuna%C3%ADma_(filme"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuna%C3%ADma_(filme&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;br /&gt;Ir para: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuna%C3%ADma_(filme)#column-one"&gt;navegação&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuna%C3%ADma_(filme)#searchInput"&gt;pesquisa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Macunaíma&lt;br /&gt;&lt;a class="image" title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Brazil.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt; &lt;a title="1969" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1969"&gt;1969&lt;/a&gt; ı cor ı 108 min&lt;br /&gt;Direção &lt;a title="Joaquim Pedro de Andrade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Pedro_de_Andrade"&gt;Joaquim Pedro de Andrade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Elenco &lt;a title="Grande Otelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Otelo"&gt;Grande Otelo&lt;/a&gt;&lt;a title="Paulo José" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Jos%C3%A9"&gt;Paulo José&lt;/a&gt;&lt;a title="Dina Sfat" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dina_Sfat"&gt;Dina Sfat&lt;/a&gt;&lt;a title="Milton Gonçalves" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Gon%C3%A7alves"&gt;Milton Gonçalves&lt;/a&gt;&lt;a title="Jardel Filho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardel_Filho"&gt;Jardel Filho&lt;/a&gt;&lt;a title="Rodolfo Arena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rodolfo_Arena"&gt;Rodolfo Arena&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Roteiro/Guião &lt;a title="Mário de Andrade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_de_Andrade"&gt;Mário de Andrade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Género: comédia&lt;br /&gt;Idioma: português&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.imdb.com/title/tt0064616/" href="http://www.imdb.com/title/tt0064616/" rel="nofollow"&gt;IMDb&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Macunaíma é um &lt;a title="Filme" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filme"&gt;filme&lt;/a&gt; &lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;brasileiro&lt;/a&gt;, de &lt;a title="1969" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1969"&gt;1969&lt;/a&gt;, do genero &lt;a title="Comédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia"&gt;comédia&lt;/a&gt;, dirigido por &lt;a title="Joaquim Pedro de Andrade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Pedro_de_Andrade"&gt;Joaquim Pedro de Andrade&lt;/a&gt;, e baseado na &lt;a title="Macunaíma" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuna%C3%ADma"&gt;obra homônima&lt;/a&gt; de &lt;a title="Mário de Andrade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_de_Andrade"&gt;Mário de Andrade&lt;/a&gt;. O &lt;a title="Roteiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roteiro"&gt;roteiro&lt;/a&gt; foi escrito pelo próprio diretor; a &lt;a title="Trilha sonora" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trilha_sonora"&gt;trilha sonora&lt;/a&gt; é &lt;a title="Jards Macalé" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jards_Macal%C3%A9"&gt;Jards Macalé&lt;/a&gt;, &lt;a title="Orestes Barbosa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orestes_Barbosa"&gt;Orestes Barbosa&lt;/a&gt;, &lt;a title="Silvio Caldas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Caldas"&gt;Silvio Caldas&lt;/a&gt; e &lt;a title="Heitor Villa-Lobos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Heitor_Villa-Lobos"&gt;Heitor Villa-Lobos&lt;/a&gt;; a &lt;a title="Fotografia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia"&gt;fotografia&lt;/a&gt;, de &lt;a class="new" title="Guido Cosulich" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Guido_Cosulich&amp;amp;action=edit"&gt;Guido Cosulich&lt;/a&gt; e &lt;a title="Affonso Beato" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Affonso_Beato"&gt;Affonso Beato&lt;/a&gt;; o &lt;a class="new" title="Desenho de produção" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Desenho_de_produ%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;action=edit"&gt;desenho de produção&lt;/a&gt;, de &lt;a title="Anísio Medeiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADsio_Medeiros"&gt;Anísio Medeiros&lt;/a&gt;, os &lt;a title="Figurino" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Figurino"&gt;figurinos&lt;/a&gt;, de &lt;a title="Anísio Medeiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADsio_Medeiros"&gt;Anísio Medeiros&lt;/a&gt; e a &lt;a title="Montagem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Montagem"&gt;edição&lt;/a&gt;, de &lt;a class="new" title="Eduardo Escorel" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Eduardo_Escorel&amp;amp;action=edit"&gt;Eduardo Escorel&lt;/a&gt;. Macunaíma é um dos grandes personagens da carreira de &lt;a title="Grande Otelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Otelo"&gt;Grande Otelo&lt;/a&gt; e traz um elenco de atores renomados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-Confira: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VI99UGYha_M"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VI99UGYha_M&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-ATIVIDADE PROGRAMADA:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual a relação do filme Macunaíma com as obras medievais? Por que é considerado semelhante a elas? Faça um levantamento das principais características dos momentos literários estudados e compare com as do filme para compreender as semelhanças entre eles (cónteúdo, características linguísticas e literárias).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-2014272233004805890?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='text/html' href='http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/m00002.htm' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/2014272233004805890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=2014272233004805890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2014272233004805890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2014272233004805890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/macunama-e-formao-de-uma-cultura.html' title='MACUNAÍMA E A FORMAÇÃO DE UMA CULTURA BRASILEIRA (Fábio Della Paschoa Rodrigues)'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-9022585547820632703</id><published>2007-09-30T20:12:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T20:20:52.516-03:00</updated><title type='text'>Folha de SP, 30/09/07: Ilustrada.</title><content type='html'>16/08/2007 - 09h52&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conheça a poesia engajada de João Cabral de Melo Neto;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;leia capítulo Publicidade da Folha Online&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A obra de João Cabral de Melo Neto (1920-1999) é uma das maiores criações da cultura brasileira do século 20. Se trata de uma poesia cerebral e não emotiva. O poeta recorre a uma construção elaborada da linguagem para criar uma atmosfera poética. Leia introdução abaixo.&lt;br /&gt;Divulgação&lt;br /&gt;&lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135512/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135512/"&gt;Capa de "João Cabral de Melo Neto", da Publifolha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O livro &lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135512/"&gt;"João Cabral de Melo Neto"&lt;/a&gt;, da série &lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/categorias/48/"&gt;"Folha Explica"&lt;/a&gt;, de autoria de João Alexandre Barbosa, editado pela Publifolha, traz a obra de um escritor que se soube se engajar com a realidade social e humana ao seu redor.&lt;br /&gt;Poemas como Morte e Vida Severina e O Cão sem Plumas estarão, para sempre, incluídos entre os maiores que a poesia brasileira produziu. Seu rigor formal e expressivo pode ser visto como uma lição que não é só de poesia, mas também de ética.&lt;br /&gt;O autor João Alexandre Barbosa, autor do livro, é professor de teoria literária e literatura comparada da USP, onde foi pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária e presidente da editora (Edusp).&lt;br /&gt;A série &lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/categorias/48/"&gt;"Folha Explica"&lt;/a&gt; ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.&lt;br /&gt;* &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Introdução: Os contextos do poeta e da obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Entre os anos 40 e 90, durante cinco longas décadas, surgindo depois da enorme efervescência da poesia dos anos 30 e influindo vivamente na formação das vanguardas poéticas dos anos 50 e 60, a obra de João Cabral de Melo Neto (1920-99) deixa ler um largo trecho da história da poesia brasileira moderna e contemporânea, ao mesmo tempo que se identifica como um paradigma fundamental para o futuro dessa história. Mas foi nos anos 50 que mais claramente se configurou o seu traçado.&lt;br /&gt;A publicação, em 1956, pela José Olympio, do livro Duas Águas, ao mesmo tempo que reunia a obra de João Cabral, com os livros dos anos 40 e 50 - de Pedra do Sono, de 1942, a O Rio ou Relação da Viagem Que Faz o Capibaribe de Sua Nascente à Cidade do Recife, de 1954 -, incluía também três novos livros. Os dois primeiros escritos entre 1954 e 1955, e o último, em 1955: Morte e Vida Severina: Auto de Natal Pernambucano, Paisagens com Figuras e Uma Faca Só Lâmina, ou Serventia das Idéias Fixas.&lt;br /&gt;O título da coletânea, cuja primeira referência era a um certo tipo de telhado muito comum em casas simples do Nordeste, sugeria também uma divisão da obra em duas vertentes: a dos poemas voltados para a expressão de estados oníricos e de vigília, em que se mesclam emoções, afetividades e consciência do próprio fazer poético, que, de um modo geral, corresponde às obras publicadas até 1947, com Psicologia da Composição; e a de uma poesia mais transitiva e, por assim dizer, social, que, iniciando-se com o longo poema de 1950, O Cão sem Plumas, atinge o seu ápice com Morte e Vida Severina, publicado em 1956.&lt;br /&gt;É claro que a divisão não pode ser tomada ao pé da letra: nem a primeira vertente está esvaziada das preocupações sociais e mesmo históricas que aparecerão como dominantes na segunda, nem esta pode ser devidamente apreciada sem as tensões entre o dizer e o fazer que são, com freqüência, tematizadas na primeira. De qualquer modo, foi um grande acontecimento na bibliografia do poeta.&lt;br /&gt;Era a sua primeira publicação por editora comercial de primeiríssima ordem no circuito editorial brasileiro de então, pois todos os seus livros anteriores haviam sido publicados por ele mesmo ou por amigos, em pequenas e quase secretas tiragens. (Com exceção dos Poemas Reunidos, de 1954, sua primeira edição comercial, publicados pela pequena editora Orfeu, e de O Rio, que, tendo sido premiado por ocasião do IV Centenário da Cidade de São Paulo, foi editado, com maior estridência, pela própria comissão organizadora do evento.) Por outro lado, a data de publicação coincidia com a do aparecimento de duas obras que vieram mexer profundamente no cânone literário brasileiro, do lado da prosa ficcional: Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, de João Guimarães Rosa (1908-67).&lt;br /&gt;Os conteúdos regionalistas da obra desse último autor não podiam ser acessados sem uma passagem obrigatória por um intenso e transformador trabalho literário, chegando-se a um universalismo alimentado pelo concreto da realidade que era lido pelo sábio tratamento das abstrações da linguagem. Assim, as Duas Águas, ao mesmo tempo que localizavam a poesia num espaço regional, o do Nordeste, e por força do trabalho poético que se definia pelas tensões entre as duas águas, criavam também o espaço para que esse regional fosse apreendido de modo mais crítico e, por aí, mais universal.&lt;br /&gt;Desse modo, talvez a melhor leitura a fazer do título da antologia seja a de revezamento ou, no mínimo, de mistura, em que a predominância seja antes da existência de águas do que de duas: a da poesia que se espraia e que unifica emoções, afetividades e pensamentos do poeta por entre a variedade dos estímulos da realidade.&lt;br /&gt;Realidade que, para ele, parece ser tanto a da própria poesia, com a sua história e a sua linguagem, por onde passam leituras de outros poetas e outras tradições poéticas, e a reflexão sobre elas no corpo do próprio poema que está sendo escrito, quanto a da sua região de origem, também com a sua história e a sua linguagem. A articulação entre as duas, propiciando o aparecimento de ambigüidades e tensões específicas do trabalho poético, vai estar no núcleo da sua poética, e, por isso mesmo, aquele livro de 1956 não é só um resumo da obra produzida até então, mas um módulo, ou mapa de orientação, para o que virá em seguida.&lt;br /&gt;Por outro lado, tal articulação vinha responder a uma outra, mais geral, de contexto: a das pressões sofridas por qualquer poeta que se iniciasse nos anos 40 no Brasil.Era, por um lado, a existência muito viva de uma forte tradição pós-modernista de poesia, representada, sobretudo, por Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima e Augusto Frederico Schmidt; e, por outro, os ecos ainda muito fortes de todo o movimento regionalista da ficção da década de 30, em que sobressaíam José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado e Raquel de Queirós, entre outros.&lt;br /&gt;À primeira fonte de pressões respondeu-se, de um modo geral, com uma poesia de imitação diluidora, acentuando-se os aspectos "poéticos" (as aspas aqui têm valor negativo), refugando algumas conquistas do próprio modernismo de 22, como, por exemplo, o humor e o veio coloquial e irônico (conquistas que, originadas em Oswald e Mário de Andrade, se ampliavam sobretudo através de um Manuel Bandeira e de um Carlos Drummond de Andrade), ou mesmo o aproveitamento de valores da prosa na realização do poema. O resultado era uma poética de raridades, mais chegada às abstrações de uma lírica da subjetividade do que ao concreto da realidade, privilegiando-se a sabedoria técnica do verso e o retorno programático a formas tradicionais do poema, de que o soneto foi o melhor exemplo. Foi o caminho tomado por grande parte dos poetas que constituíram a chamada "Geração de 45", a que somente por um acidente cronológico se tem juntado o nome de João Cabral.&lt;br /&gt;À segunda ordem de pressões, a resposta em alguns poetas e poemas foi a da excessiva folclorização, tendendo ao exotismo regional e, às vezes, chegando mesmo à imitação grotesca de falares localizados. Uma poesia caipira, ou sertaneja, que muito pouco tinha a ver com a verdadeira poética a ser extraída da cultura popular, num esquecimento lastimável daquilo que havia sido a grande lição dos estudos sobre a cultura popular de um Mário de Andrade ou de um Câmara Cascudo, por exemplo, de onde resultou a síntese antiexótica que foi o Macunaíma, ou mesmo do que era torturada busca pela autenticidade regional na poesia de largo sopro épico de um Jorge de Lima.&lt;br /&gt;A poesia de João Cabral será, na verdade, uma resposta a essas duas fontes de pressão e uma busca incessante de articulação entre as duas. Para a primeira, o leitor encontra a melhor resposta no poema "Antiode", uma espécie de declaração de princípios "antipoéticos" (e aqui as aspas têm valor positivo), incluído no livro Psicologia da Composição.&lt;br /&gt;A esse poema ainda voltaremos, e baste agora dizer que, trazendo um subtítulo implacável e devastador com relação àquilo que se fazia na continuidade da grande tradição lírica pós-modernista e que se configurava como definição da Geração de 45, contra a poesia dita profunda, a "Antiode" buscava realizar uma limpeza nos despojos líricos tradicionais, precisamente ali onde mais se escondem os ardis da inconsciência poética, isto é, nas relações dadas e aceitas, sem discussão, entre poesia e imagem.&lt;br /&gt;Já nas duas primeiras estrofes do poema, essas relações são postas sob suspeição:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poesia, te escrevia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flor! conhecendo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que és fezes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fezes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;como qualquer,&lt;br /&gt;_gerando cogumelos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_(raros, frágeis cogu-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_melos) no úmido&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_calor de nossa boca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É esse sentido de limpeza, ainda que pareça irônico o uso da palavra na substituição que o poeta faz de flor por fezes, que permite, nas últimas estrofes do poema, a superação da imagem pela linguagem: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poesia, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não será esse&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o sentido em que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ainda te escrevo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flor! (Te escrevo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;flor! Não uma&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flor, nem aquela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flor-virtude - &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em disfarçados &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;urinóis.) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Flor é a palavra&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flor, verso inscrito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;no verso, como as&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;manhãs no tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já para a segunda forma de pressão, a resposta mais completa foi dada com a publicação do poema O Cão sem Plumas, em que a matéria regional é tratada pelo verso rigoroso e disfórico que o poeta aprendera a dominar nos livros publicados até 1947. Na verdade, esse poema parece ser uma dupla resposta: à pressão de época mencionada e ao próprio estágio a que chegara João Cabral com as três partes que constituem Psicologia da Composição, onde a predominância é de poemas, como a "Antiode", em que sobressaem a negatividade e a recusa do lírico.&lt;br /&gt;Agora, tratava-se de criar um espaço poético em que fosse possível, sem negar as conquistas da aprendizagem anterior, ainda que negativas, dar expressão a significados social e historicamente mais amplos. Criava-se, e é o que o poema vem fixar pela primeira vez em sua obra, uma estreita dependência entre poética e ética, ou entre poesia e conhecimento social e histórico, como uma maneira de inserção nos debates então muito acesos acerca das relações entre criação poética e expressão da realidade.&lt;br /&gt;As respostas iniciais de João Cabral, portanto, serão, daí por diante, as marcas tensas de uma poesia que, querendo-se consciente do fazer e da construção, se abre, cada vez mais, para o dizer da experiência dos homens e do mundo.&lt;br /&gt;Consciência para a feitura e a construção do poema, que o transformaram em verdadeiro ícone para as vanguardas poéticas que surgiam em fins dos anos 50, e abertura para o dizer da experiência, traço que compartilhava com os seus mestres pós-modernistas, um Drummond, um Bandeira, um Murilo Mendes: eis as duas faces de sua poesia que logo o identificaram como um dos mais importantes poetas da época. O que só fez se confirmar e ampliar com a publicação de sua obra posterior: um dos mais importantes poetas brasileiros do século 20. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A análise dessa evolução, pela leitura individualizada das obras, é o objetivo deste livro. Cada capítulo, apreendendo momentos da obra de João Cabral, segue uma sucessão cronológica, a fim de dar ao leitor uma ordem de leitura. Por isso, os títulos dos capítulos buscam fixar aquilo que há de mais característico em cada momento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135512/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"João Cabral de Melo Neto"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135512/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autor: João Alexandre Barbosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Editora: Publifolha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Páginas: 112&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quanto: R$ 17,90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135512/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;site da Publifolha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u68025.shtml"&gt;Livro explica obra de 60 autores da literatura brasileira atual&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u70825.shtml"&gt;Leitor reencontra universo de Clarice Lispector 30 anos após morte da escritora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u68708.shtml"&gt;Roteiro indica o que ler de Carlos Drummond de Andrade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u66986.shtml"&gt;Alfredo Bosi desvenda vida e obra de Machado de Assis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u70461.shtml"&gt;Professor destrincha e analisa obra de Manuel Bandeira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u69577.shtml"&gt;Livro explica Guimarães Rosa e sua principal obra&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-9022585547820632703?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/9022585547820632703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=9022585547820632703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/9022585547820632703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/9022585547820632703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/folha-de-sp-300907-ilustrada.html' title='Folha de SP, 30/09/07: Ilustrada.'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4921007044633063280</id><published>2007-09-29T20:13:00.000-03:00</published><updated>2007-09-29T20:42:06.861-03:00</updated><title type='text'>O polêmico acordo de unificação ortográfica. Confira!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Membro da Comissão Nacional de Língua Portuguesa, professor professor de Lingüística da USP José Luiz Fiorin, explica o acordo de unificação ortográfica que está causando dúvidas no Brasil e em Portugal.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“A Língua Portuguesa não está correndo perigo”,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sinprosp.org.br/especiais.asp?especial=175&amp;amp;materia=403" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia a entrevista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Leia mais: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.sinprosp.org.br/especiais.asp?especial=175&amp;amp;materia=403"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Especialista fala sobre o polêmico acordo de unificação ortográfica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4921007044633063280?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.sinprosp.org.br/especiais.asp?especial=175&amp;materia=403' title='O polêmico acordo de unificação ortográfica. Confira!'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.sinprosp.org.br/especiais.asp?especial=175&amp;materia=403' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4921007044633063280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4921007044633063280&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4921007044633063280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4921007044633063280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/lngua-portuguesa-no-est-correndo-perigo.html' title='O polêmico acordo de unificação ortográfica. Confira!'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3106692429090021072</id><published>2007-09-28T21:39:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T21:48:04.091-02:00</updated><title type='text'>Regionalismo - Literatura das peculiaridades do Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O regionalismo tem uma tradição de quase 150 anos na literatura brasileira. Surgiu em meados do século 19, nas obras de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u163.jhtm"&gt;José de Alencar&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u540.jhtm"&gt;Bernardo Guimarães&lt;/a&gt;, de Alfredo d'Escragnole Taunay e de Franklin Távora e pode-se dizer que há textos de cunho regionalista em nossa literatura até o final do século 20.Pode-se dizer que as obras do século 20 são os grandes textos do regionalismo no Brasil. Entretanto, para se chegar a expoentes como &lt;a&gt;José Lins do Rego&lt;/a&gt;, &lt;a&gt;Graciliano Ramos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u498.jhtm"&gt;Érico Veríssimo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1936-biografia-9,00.jhtm"&gt;Guimarães Rosa&lt;/a&gt;, o gênero percorreu um grande caminho, cujas raízes estão na época do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u52.jhtm"&gt;romantismo&lt;/a&gt;, como foi o caso da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u50.jhtm"&gt;obra de José de Alencar&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em primeiro lugar cabe esclarecer que, por regionalismo, entende-se a literatura que põe o seu foco em determinada região do Brasil, visando retratá-la, de maneira mais superficial ou mais profunda. Os primeiros autores do gênero não focalizavam propriamente uma região, no sentido geográfico, não visavam mostrar a vida no &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u381.jhtm"&gt;sertão do Nordeste&lt;/a&gt;, ou de São Paulo ou do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escritores sertanistas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chama-se de autores de sertanistas aqueles cujo foco está no sertão, por oposição à cidade, à Corte, ao Rio de Janeiro - a única localidade com características efetivamente urbanas no Brasil do século 19. Focalizar o homem do sertão era uma forma de ir além do indianismo que - surgido na década de 1830 como forma de afirmação da nacionalidade - já se esgotara nas décadas de 1860 e 1870.O sertanejo torna-se então o símbolo do autêntico brasileiro, alheio às influências da Europa, abundantes na sociedade fluminense. É nesse sentido que ele irá protagonizar os romances de Bernardo Guimarães, Taunay e Franklin Távora, constituindo uma metamorfose do "bom selvagem" que o Peri (personagem central &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/guarani.jhtm"&gt;O Guarani"&lt;/a&gt;) ou Ubirajara haviam personificado nos romances de Alencar anteriormente. Do que já se deduz que o sertanejo romântico também padece de uma idealização heróica que o afasta da realidade.Além disso, os romances sertanistas são marcados por um "pequeno &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u67.jhtm"&gt;realismo&lt;/a&gt;" - como afirma o estudioso Nelson Werneck Sodré - que está preocupado em retratar as minúcias do vestuário, da linguagem, dos costumes, das paisagens e em valorizar o caráter exótico e grandioso da natureza brasileira. Nesse pano de fundo, decorrem os enredos marcados por amores, aventuras e peripécias como mandava o figurino da literatura romântica.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernardo Guimarães&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde seu primeiro livro "O Ermitão de Muquém", o autor deixa claro seu autor de documentar uma realidade, como revela o subtítulo do romance: "História da Fundação da Romaria de Muquém na Província de Goiás". Mas voltamos a ressalvar: trata-se daquela documentação superficial, mais atenta ao que se vê e não ao que está por trás das aparências.Suas obras mais conhecidas devem seu sucesso principalmente ao tema que abordam, segundo o crítico literário Alfredo Bosi. Ele se refere a "O Seminarista", que critica o celibato clerical, e &lt;a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/autores/bernardoguimaraes/isaura/isaura.html"&gt;"A Escrava Isaura"&lt;/a&gt;, que critica a escravidão. É importante ressaltar, porém, que se trata de uma crítica tardia, surgida quando boa parte da sociedade brasileira já aderira à causa abolicionista. Além disso, não se pode deixar de lembrar que a personagem é uma escrava branca, pois seria inconcebível ao Brasil daquela época que uma negra protagonizasse um romance.Apesar disso tudo, não se pode deixar de dizer que o enredo de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/escravaisaura.jhtm"&gt;"A Escrava Isaura"&lt;/a&gt; tem força e apelo, tanto que se transformou em novela exibida pela Globo em 1976/77 e fez sucesso não só no Brasil, mas em diversos outros países nos quais foi exibida, em particular em Cuba e na China, onde a atriz Lucélia Santos, que fazia o papel de Isaura, tornou-se uma celebridade. Além disso, voltou à telinha em 2004, numa novela da TV Record.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Visconde de Taunay&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Alfredo Bosi, "por seu temperamento e cultura, o visconde de Taunay tinha condições de dar ao regionalismo sua versão mais sóbria. Homem de pouca fantasia, muito senso de observação, formado no hábito de pesar com a inteligência as suas relações com a paisagem e o meio (era engenheiro, militar e pintor), Taunay foi capaz de enquadrar a história de &lt;a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/autores/viscondetaunay/inocencia/inocencia.html"&gt;"Inocência"&lt;/a&gt; (1872) em um cenário e em um conjunto de costumes sertanejos onde tudo é verossímil. Sem que o cuidado de o ser turve a atmosfera agreste e idílica que até hoje dá um renovado encanto à leitura".De fato, "Inocência" é uma pequena obra-prima, com um enredo que também é capaz de seduzir o público de várias épocas. Tanto é que também chegou às telas do cinema em 1982, com direção de Walter Lima Jr. e a atriz &lt;a href="http://www.uol.com.br/fernandatorres/"&gt;Fernanda Torres&lt;/a&gt; no papel da personagem principal. O enredo gira em torno de o casamento de Inocência ter sido acertado pelo pai da moça, que, no entanto, se apaixona por um outro homem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Franklin Távora&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cearense Franklin Távora é o primeiro a tentar fazer do regionalismo um movimento, escrevendo um manifesto e apresentando um projeto no prefácio de seu romance &lt;a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/autores/franklintavora/cabeleira/cabeleira.html"&gt;"O Cabeleira"&lt;/a&gt;. O romance, porém, não acompanha às pretensões do autor. É uma obra medíocre que mistura uma crônica do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u59.jhtm"&gt;cangaço&lt;/a&gt; (o personagem-título é um cangaceiro) com os expedientes melodramáticos da pior ficção romântica.No entanto, ele abre um ciclo em nossa literatura: são vários os romances que tematizam o cangaço e o banditismo originário das peculiaridades do Nordeste: a seca, o latifúndio, a miséria. As grandes obras nacionais sobre o cangaço, contudo, só iriam ser escritas no século 20: "Cangaceiros", de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u230.jhtm"&gt;José Lins do Rego&lt;/a&gt;, e "Seara Vermelha", de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u310.jhtm"&gt;Jorge Amado&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este último, marcado por um caráter de propaganda comunista (o autor era filiado ao Partido Comunista Brasileiro, pelo qual foi deputado), apresenta o cangaceiro como um herói revolucionário, o que também é uma idealização não condizente com a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3106692429090021072?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3106692429090021072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3106692429090021072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3106692429090021072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3106692429090021072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/regionalismo-literatura-das.html' title='Regionalismo - Literatura das peculiaridades do Brasil'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-321130081413740940</id><published>2007-09-27T21:42:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T21:47:07.823-02:00</updated><title type='text'>Viagem - Análise do livro de Cecília Meireles</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Viagem" (1937) é o primeiro livro que a própria &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u566.jhtm"&gt;Cecília Meireles&lt;/a&gt; levou a sério. Os anteriores: "Espectros" (1919), "Nunca Mais..." (1923), "Poemas dos Poemas" (1923) e "Baladas para El-Rei" (1925), a própria autora retirou da primeira reunião de sua "Obra Poética", publicada pela Aguilar, em 1958.Não se sabe bem o porquê, mas os críticos deduzem que talvez tenha sido para se desvincular do grupo católico ao qual estava ligada e com quem colaborou por muitos anos e também para se afastar do Simbolismo, forte característica do início de sua produção e tão ao gosto do grupo da revista "Festa", editada por Tasso da Silveira e Andrade Murici e na qual Cecília Meireles publicou seus primeiros &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u28.jhtm"&gt;poemas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Projeto de modernismo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É possível perceber que os poemas de "Viagem", que cobrem o período de 1929 a 1937, são um projeto empenhado da autora, que buscava fazer poesia de qualidade, vinculada à tradição literária e à &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u38.jhtm"&gt;poesia modernista&lt;/a&gt;. Com o livro, Meireles ganhou em 1938 o prêmio da Academia Brasileira de Letras, causando críticas mordazes, principalmente de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u429.jhtm"&gt;Mário de Andrade&lt;/a&gt; (em artigo que se encontra na coletânea "O Empalhador de Passarinho"), por ela ter se curvado à "perniciosa e pouco fecunda" ABL.Todavia, o crítico paulista acaba elogiando a "força criadora" da poetisa e diz que a Academia é quem foi premiada ao conceder o prêmio a Cecília Meireles. Andrade considera que "com Viagem ela se firma entre os maiores poetas nacionais".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Epigramas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Viagem" é composta de 99 poemas, dentre os quais 13 são epigramas, que é um tipo de poema curto, nascido na Antigüidade Clássica, mordaz, picante ou satírico. Com eles, Meireles trata da felicidade, da poesia, do amor e até da morte, aproveitando menos a sátira e mais a mordacidade. Os epigramas, à medida que vão surgindo, costuram e dão unidade a obra.No Epigrama nº 1, que abre o livro, trata da própria poesia, "uma sonora ou silenciosa canção/flor do espírito, desinteressada e efêmera". Arremata afirmando que a poesia embeleza o mundo, ainda que isso seja inútil. Fecha o livro com o Epigrama nº 13, mostrando quem passou pelos caminhos: "reis coroados de ouro,/e heróis coroados de louro,[...] os santos, cobertos de espinhos", e por fim, "Os poetas, cingidos de cardos". O amarelo-ouro e os espinhos da referida flor concentram as homenagens anteriores, deste modo, parecem exaltar a importância dos poetas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obra de Cecília Meirelles&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os demais poemas apresentam variação tanto nos temas como nas formas. Aparecem versos livres, metrificados e também rimados. A poetisa procura, inclusive, se aproximar da cultura popular, como faziam os Modernistas de 22, visto que há poemas intitulados Rimance, Quadras, Feitiçaria, Cantiga, Canção, Cantiguinha etc.Os temas são ecléticos e por vezes bem simples, elevados pela reflexão quase silenciosa da autora, como: Grilo, Praia, Horóscopo, Realejo entre outros. Também aparecem na obra, poemas sobre a incompreensão humana e sobre o tema clássico da tradição literária: a brevidade da vida.Talvez isso tenha a ver com própria autora, visto que conviveu com perdas desde cedo. Seu pai morreu antes de seu nascimento e sua mãe quando ela tinha apenas três anos.&lt;br /&gt;Mar, música e coresÉ também muito clara, a intenção da poetisa em tratar de música, luzes e cores, por meio da natureza, aguçando a visão e a audição do leitor para aquilo que o eu-lírico vê e ouve. O mar é seu tema predileto, por onde se viaja quase que o tempo todo. E a música está em praticamente todos os poemas, tanto em cantos, como em sons da natureza, como na própria sonoridade da sua poesia.Os dois livros seguintes da autora: "Vaga Música" e "Mar Absoluto" e outros poemas parecem não só ampliar, mas também detalhar o trabalho de "Viagem".Uma estrofe de Motivo, segundo poema do livro "Viagem", resume um pouco o que há na obra: "Eu canto porque o instante existe/e a minha vida está completa./Não sou alegre nem sou triste:/sou poeta."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-321130081413740940?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/321130081413740940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=321130081413740940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/321130081413740940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/321130081413740940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/viagem-anlise-do-livro-de-ceclia.html' title='Viagem - Análise do livro de Cecília Meireles'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5978191910903412322</id><published>2007-09-27T21:35:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T21:48:25.961-02:00</updated><title type='text'>Poesia modernista - Tudo pode servir de tema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muito se tem falado sobre o processo de inovação desencadeado pelo primeiro tempo da poesia modernista. É bom que se tenha em mente que o que foi produzido no momento subseqüente ao da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u25.jhtm"&gt;Semana de Arte Moderna de 1922&lt;/a&gt; é uma espécie de matriz do que viria a ser a poesia contemporânea.Não se trata aqui de dizer, sob o risco da simplificação, que, desde aquela época, a poesia não incorporou outros valores expressivos. O que é preciso lembrar é que foi naquele período que o próprio conceito de lirismo sofreu profundas modificações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dessacralização do objeto poético foi certamente uma delas, talvez a principal. Tudo passou a ser matéria da poesia. Uma sensibilidade permeada pelo intelecto e a consciência explícita dos processos de criação literária fizeram da poesia modernista um espaço de discussão de temas pertinentes ao próprio fazer poético. A título de exemplo, lembremos poemas como "Poética" ("Estou farto do lirismo comedido..."), de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u275.jhtm"&gt;Manuel Bandeira&lt;/a&gt;, verdadeira "carta-programa" do modernismo, ao lado das paródias de textos do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u52.jhtm%22"&gt;romantismo&lt;/a&gt; e da literatura informativa sobre o Brasil, dos poemas-piada de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u316.jhtm"&gt;Oswald de Andrade&lt;/a&gt; etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A própria língua portuguesa, ferramenta básica da criação literária, foi tema de reflexão. Os conhecidos versos de "Pronominais" ("Dê-me um cigarro/ Diz a gramática/ Do professor e do aluno/ E do mulato sabido/ Mas o bom negro e o bom branco/ Da Nação Brasileira/ Dizem todos os dias/ Deixa disso camarada/ Me dá um cigarro"), de Oswald de Andrade, já discutiam à época um problema até hoje não resolvido pela gramática -pelo menos por sua vertente mais tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u79.jhtm"&gt;linguagem oral&lt;/a&gt;, a colocação do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u3.jhtm"&gt;pronome &lt;/a&gt;átono no início do período ("Me dá um cigarro") é natural entre os falantes brasileiros do português. As gramáticas tradicionais, entretanto, ainda não incorporaram essa peculiaridade. Os modernistas, a propósito de aproximar a poesia da fala e de valorizar a arte como fator de identidade cultural, num momento de grande efervescência crítica, procuraram perceber essas idiossincrasias da dicção brasileira e agregá-las à literatura.Na leitura de "Amar: Verbo Intransitivo", de Mário de Andrade, é experimentada essa "língua brasileira". Os pronomes átonos, por exemplo, aparecem no início das frases, em franca atitude de rebeldia antiacadêmica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os valores da cultura acadêmica, de modo geral, são questionados. Permeia o modernismo um espírito de renovação voltado para o encontro de nossas raízes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5978191910903412322?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5978191910903412322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5978191910903412322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5978191910903412322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5978191910903412322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/poesia-modernista-tudo-pode-servir-de.html' title='Poesia modernista - Tudo pode servir de tema'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-6661842896249072896</id><published>2007-09-27T21:27:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T21:47:45.906-02:00</updated><title type='text'>Mário de Andrade cria uma metáfora do Brasil - Macunaíma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A diversidade dá o tom de "Macunaíma", um dos principais textos escritos pelo poeta, romancista, crítico de arte, folclorista, musicólogo e ensaísta paulistano &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u429.jhtm"&gt;Mário de Andrade&lt;/a&gt; (1893 - 1945). Editado em 1928, embora escrito em 15 dias, no final de 1926, numa fazenda da família, em Araraquara, interior de São Paulo, trata-se de leitura obrigatória para a discussão do que significa ser brasileiro. Mitos e lendas indígenas, sobretudo amazônicos, recolhidos e publicados pelo etnólogo alemão Koch-Grünberg, além de provérbios e registros folclóricos, são articulados de modo a construir uma espécie de alegoria nacional em torno da história do protagonista. Chamado de "herói sem nenhum caráter", sua frase preferida é "Ai, que preguiça!".&lt;br /&gt;Atrás do muiraquitãNascido numa tribo amazônica, Macunaíma tem dois irmãos, Maanape e Jiguê, e, diferentemente dos habitantes da aldeia, sua personalidade se baseia em mentiras, traições, safadezas e uma vontade imensa de nada fazer e de ter conforto. Espécie de somatório do que existe de pior no Brasil, Macunaíma se apaixona pela índia Ci, a Mãe do Mato. Depois da morte da índia e do filho, no parto, ele dá pela falta da pedra conhecida como muiraquitã, amuleto que recebera de presente dela.Desesperado feito criança quando perde algo ao qual se apega, ele consegue descobrir que seu objeto de desejo está em poder do mascate peruano e comedor de gente Vesceslau Pietra, chamado de gigante Piamã, que morava em São Paulo. A narrativa passa então a se concentrar na viagem dos três irmãos para a cidade em busca da pedra.Vitorioso, Macunaíma regressa à Amazônia, mas perde novamente o muiraquitã. Vencido pelo desânimo, vai até o feiticeiro Piauí-Pódole, que o transforma na constelação de Ursa Maior. Fica assim no firmamento sem ter utilidade alguma para os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Modo de falar nacional&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A classificação do texto está imersa em debates desde a criação. O autor a chamou de "história" para aproximá-la dos contos populares, mas, não satisfeito, decidiu depois considerá-la uma "rapsódia", gênero popular marcado pela riqueza e variedade de motivos populares. Para complicar ainda mais, a obra tem características épicas, no sentido de ser a jornada de um personagem que representa uma nacionalidade, em busca de um objetivo. Há ainda o humor, que permeia toda a narrativa.Defensor de uma "gramatiquinha" brasileira que desvincularia o português do Brasil do de Portugal, tendência que já vinha em andamento desde o período romântico, o livro valoriza as raízes brasileiras e o modo de falar nacional. No célebre episódio da Carta pras Icamiabas, por exemplo, existe uma paródia ao português de Portugal antigo, totalmente diferente do modo de falar e de escrever no Brasil.Uma das figuras mais importantes e eruditas da Semana de Arte Moderna de 1922, Mário de Andrade constrói sua jornada com total liberdade espacial e temporal. Macunaíma, em poucas linhas, viaja de uma parte do Brasil para outra e conversa com pessoas de épocas diferentes.Assim, ele dialoga com o explorador português João Ramalho (século 16), o desenhista francês Hércules Florence (século 19) e com o industrial nordestino Delmiro Gouveia (século 20), que criou a primeira fábrica nacional de linhas de costura e foi pioneiro da usina hidrelétrica de Paulo Afonso. Cria, assim, uma metáfora de um Brasil repleto de anti-heróis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil).*Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-6661842896249072896?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/6661842896249072896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=6661842896249072896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6661842896249072896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6661842896249072896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/mrio-de-andrade-cria-uma-metfora-do.html' title='Mário de Andrade cria uma metáfora do Brasil - Macunaíma'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3062534300591820313</id><published>2007-09-26T00:09:00.000-03:00</published><updated>2007-11-08T00:17:31.005-02:00</updated><title type='text'>A Rosa do Povo - Drummond</title><content type='html'>&lt;h3&gt;A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10309" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=a-rosa-do-povo-23064"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=a-rosa-do-povo-23064" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/a-rosa-do-povo"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/a-rosa-do-povo"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTQ0ODc4MTU3NTAmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3062534300591820313?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3062534300591820313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3062534300591820313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3062534300591820313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3062534300591820313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/rosa-do-povo-drummond.html' title='A Rosa do Povo - Drummond'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-2319900522040088386</id><published>2007-09-25T18:07:00.000-03:00</published><updated>2007-09-25T18:11:03.973-03:00</updated><title type='text'>Como ler um texto (Andréa Machado e Edson Teixeira)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O aprendizado da leitura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento lingüístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de um vestibular da UNICAMP:&lt;br /&gt;Às vezes, quando um texto é ambígüo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue:&lt;br /&gt;As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. (Folha Sudeste, 6/6/92)&lt;br /&gt;É o conhecimento lingüístico que nos permite reconhecer a ambigüidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de freqüentarem motéis.&lt;br /&gt;Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Três questões básicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas:&lt;br /&gt;I - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto e, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos.&lt;br /&gt;II - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva.&lt;br /&gt;III - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das idéias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo.&lt;br /&gt;Francisco Platão Savioli é Professor e Autor de Português do Anglo Vestibulares e também Professor Assistente Doutor de Língua Portuguesa, Redação e Expressão Oral do Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bons motivos para cuidarmos da leitura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos, mas interpretar o mundo em que vivemos. Na verdade, passamos todo o nosso tempo lendo!&lt;br /&gt;O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança, ou seja, esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê, então, segundo esta citação, lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição, sua experiência básica será de terror; se encontra alegria, sua experiência será de tranqüilidade, etc. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento.&lt;br /&gt;Leitura é um dos grandes, senão o maior, ingrediente da civilização. Ela é uma atividade ampla e livre – fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme, cuja história já foi lida em um livro. Quando lemos, associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar, imaginar e sonhar.&lt;br /&gt;É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado, observando suas crenças, convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico, registrando os conhecimentos, levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, desde que saibam decodificar a mensagem, interpretando os símbolos usados como registro da informação. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive!&lt;br /&gt;O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos, para nos mantermos atualizados e competitivos. Para isso, é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo, manter-se em dia, atualizado e bem informado, precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As operações do ato de ler&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao ler realizamos as seguintes operações:&lt;br /&gt;1) Captamos o estímulo, ou seja, por meio da visão, encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro.&lt;br /&gt;2) Passamos, então, a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras, números, etc.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. Para essa etapa, precisamos de motivação, de forma a tornar o processo mais otimizado possível.&lt;br /&gt;3) Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso&lt;br /&gt;cotidiano&lt;br /&gt;Livro interessante ou leitores interessados?&lt;br /&gt;Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. Por outro lado, será que esta mesma pessoa se interessaria por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura, não existe livro interessante, mas leitores interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitura eficiente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter, deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados, para ser realmente eficaz.&lt;br /&gt;1) Atitude&lt;br /&gt;Pensamento positivo para aquilo que deseja ler. Manter-se descansado é muito importante também. Não adianta um desgaste físico enorme, pois a retenção da informação será inversamente proporcional. Uma alimentação adequada é muito importante.&lt;br /&gt;Cuidado! Devemos virar a página, segurando-a pelo lado superior, antes de lermos a última frase!&lt;br /&gt;2) Ambiente&lt;br /&gt;O ambiente de leitura deve ser preparado para ela. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. Deve ser um local tranqüilo, agradável, ventilado, com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada.&lt;br /&gt;Quanto à iluminação, deve vir do lado posterior esquerdo, pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e, de outra forma, haveria a formação de sombra nesta página, o que atrapalharia a leitura.&lt;br /&gt;3) Objetos necessários&lt;br /&gt;Para evitar de, durante a leitura, levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante, devemos colocar lápis, marca-texto e dicionários sempre à mão. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto, é preciso aprender a técnica adequada. Não o fazer na primeira leitura, evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias.&lt;br /&gt;Andréa Machado e Edson Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os diferentes níveis de leitura&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar.&lt;br /&gt;De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura.&lt;br /&gt;O PRIMEIRO NÍVEL é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica – é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.&lt;br /&gt;O SEGUNDO NÍVEL é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias” .&lt;br /&gt;Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas:&lt;br /&gt;Por que ler este livro?&lt;br /&gt;Será uma leitura útil?&lt;br /&gt;Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar?&lt;br /&gt;Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos.&lt;br /&gt;Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LER É&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;armazenar informações;&lt;br /&gt;desenvolver;&lt;br /&gt;ampliar horizontes;&lt;br /&gt;compreender o mundo;&lt;br /&gt;comunicar-se melhor;&lt;br /&gt;escrever melhor;&lt;br /&gt;relacionar-se melhor com o outro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pré-leitura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nome do livro&lt;br /&gt;Autor&lt;br /&gt;Dados bibliográficos&lt;br /&gt;Prefácio e índice&lt;br /&gt;Prólogo e introdução&lt;br /&gt;Os passos da pré-leitura&lt;br /&gt;O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro, não é? É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental!&lt;br /&gt;A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não:&lt;br /&gt;PRÓLOGO: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal.&lt;br /&gt;PREFÁCIO: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor.&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema.&lt;br /&gt;O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica.&lt;br /&gt;O TERCEIRO NÍVEL é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, VEJA, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das idéias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento!&lt;br /&gt;Fique atento!&lt;br /&gt;Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu.&lt;br /&gt;Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos – isto será feito em outro momento!&lt;br /&gt;O QUARTO NÍVEL de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário.&lt;br /&gt;Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário.&lt;br /&gt;Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a seqüência deste fato importante, situando-o no livro.&lt;br /&gt;Aproveite bem esta etapa de leitura!&lt;br /&gt;Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido.&lt;br /&gt;Um QUINTO NÍVEL pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos! Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono! Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.&lt;br /&gt;Andréa Machado e Edson Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vícios de leitura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como é seu comportamento de leitor?&lt;br /&gt;Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou, quem sabe, acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho... Você não percebe, mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Movimentar a cabeça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. Este movimento, ao final de pouco tempo, gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regressar no texto, durante a leitura&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto, que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. Este movimento apenas incrementa a falta de memória, pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido, o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. Procure sempre manter uma seqüência e não fique “indo e vindo” no livro. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ler palavra por palavra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Subvocalização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É o ato de repetir mentalmente a palavra. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Usar apoios&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas, apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-2319900522040088386?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/2319900522040088386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=2319900522040088386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2319900522040088386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2319900522040088386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/como-ler-um-texto-andra-machado-e-edson.html' title='Como ler um texto (Andréa Machado e Edson Teixeira)'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-7173298032769344513</id><published>2007-09-25T11:12:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T11:44:22.102-02:00</updated><title type='text'>Vidas Secas</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Vidas Secas - Graciliano Ramos&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10441" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=vidas-secas-16438"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=vidas-secas-16438" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Vidas Secas - Graciliano Ramos' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/vidas-secas"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/vidas-secas"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4NDAwMDg1NDYmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7173298032769344513?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7173298032769344513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7173298032769344513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7173298032769344513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7173298032769344513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/vidas-secas.html' title='Vidas Secas'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-7068071241482513240</id><published>2007-09-24T21:12:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T21:18:39.037-02:00</updated><title type='text'>Guimarães Rosa e o universalismo filosófico do sertão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Página dos manuscritos originais de O Grande Sertão: Veredas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Médico e diplomata, o escritor mineiro &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1936-biografia-9,00.jhtm"&gt;João Guimarães Rosa&lt;/a&gt; (1908 - 1967) é um dos mais importantes exemplos nacionais de autor que consegue ser, ao mesmo tempo, regional e universal. Embora o cenário de seus textos seja geralmente o sertão mineiro, seu domínio vocabular e as questões existenciais que levanta conferem a sua obra uma densidade que atinge leitores de todo o planeta.Escrito em 1956, "Grande Sertão: Veredas" reúne as principais qualidades do escritor mineiro, principalmente o uso da linguagem popular e regional, muito influenciada pela língua falada. Isso sem contar uma das características do autor: a invenção de palavras e o desenvolvimento dos mais variados tipos de construções sintáticas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Histórias de jagunços&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O narrador é o jagunço Riobaldo, que conta suas aventuras pelo sertão a um ouvinte mais letrado que ele. A imensidão da paisagem cria um contraponto com a pequenez do homem e a sua dificuldade de se relacionar com o entorno e com os outros seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Riobaldo, durante três dias, relata a sua história, repleta de episódios de lutas entre bandos rivais de jagunços e as forças repressoras oficiais. Após a morte da mãe, é levado para a fazenda de seu padrinho. Embora comece a estudar, logo aceita o convite para integrar o bando de Zé Bebelo. Combate, assim, o célebre Hermógenes e, posteriormente, deserta, ingressando em outro bando, onde conhece Reinaldo.Surge entre os dois uma grande amizade. Tornam-se companheiros inseparáveis de luta e Reinaldo revela seu verdadeiro nome, Diadorim. O relacionamento entre os dois tem episódios memoráveis, como o momento em que Riobaldo conhece Otacília, por quem se apaixona. Diadorim, então, em acalorada discussão, chega inclusive a ameaçá-lo com um punhal. Essa relação ambígua é de grande lirismo, pois o narrador não sabe como lidar com o sentimento de afeto que tem por um homem. Paralelamente, pouco a pouco, Riobaldo ganha importância entre os jagunços, assumindo a liderança do bando.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus, diabo e a morte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em uma das principais cenas do livro, próximo a Veredas-Mortas, nome altamente significativo em seu simbolismo de limite entre a vida e a morte, Riobaldo faz, como o célebre personagem Fausto, um pacto com o diabo. Ele quer vencer os traidores que causaram diversas mortes aos colegas de luta. A grande revelação do romance ocorre quando Diadorim enfrenta Hermógenes. Ambos morrem em combate e Riobaldo descobre então que o companheiro jagunço era, na verdade, uma mulher, chamada Maria Deodorina da Fé Bettancourt Marins, filha de um célebre líder de jagunços, Joca Ramiro.Findas as aventuras e a descoberta inesperada, Riobaldo adoece. Ao se recuperar, recebe a notícia da morte de seu padrinho e herda duas fazendas. Aprofunda então uma questão que o acompanhava: teria ele feito mesmo um pacto com o diabo, conseguindo sobreviver a numerosas emboscadas e traições? O compadre Quelemém de Góis responde brilhantemente sua dúvida: "Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais..."Frases como "o sertão é do tamanho do mundo" e "viver é perigoso" pontuam um romance que, acima de tudo, levanta importantes questões sobre a vida e a relação do homem com Deus, o diabo e a morte. As veredas do ser humano são tratadas com extrema sutileza e, enfocadas numa linguagem ímpar, oferecem densa reflexão sobre as célebres perguntas da filosofia ocidental: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?&lt;br /&gt;*Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil).*Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7068071241482513240?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7068071241482513240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7068071241482513240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7068071241482513240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7068071241482513240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/guimares-rosa-e-o-universalismo.html' title='Guimarães Rosa e o universalismo filosófico do sertão'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-7711076459809963685</id><published>2007-09-24T11:11:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T11:45:45.117-02:00</updated><title type='text'>Guimarães Rosa</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sagarana - Guimar�es Rosa&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10440" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=sagarana-8134"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=sagarana-8134" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Sagarana - Guimar�es Rosa' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/sagarana"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/sagarana"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4Mzk5MTA3ODEmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7711076459809963685?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7711076459809963685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7711076459809963685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7711076459809963685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7711076459809963685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/guimares-rosa.html' title='Guimarães Rosa'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-8074655997865213985</id><published>2007-09-23T22:50:00.000-03:00</published><updated>2007-09-28T01:40:25.520-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvyAIJAWMBI/AAAAAAAAAFY/xecl6UeP1yY/s1600-h/poema_de_FernandoPessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115104154130722834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" height="320" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvyAIJAWMBI/AAAAAAAAAFY/xecl6UeP1yY/s320/poema_de_FernandoPessoa.jpg" width="291" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=i-_pgqvmKrw"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=i-_pgqvmKrw&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-8074655997865213985?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=i-_pgqvmKrw' title=''/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/8074655997865213985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=8074655997865213985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8074655997865213985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8074655997865213985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/httpwww.html' title=''/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvyAIJAWMBI/AAAAAAAAAFY/xecl6UeP1yY/s72-c/poema_de_FernandoPessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-7716514441981949436</id><published>2007-09-23T17:22:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T17:24:30.375-03:00</updated><title type='text'>Narrador e Eu poético</title><content type='html'>&lt;div&gt;Imagine que ao abrir seu livro, você vê:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Eu estava caminhando pela rua, quando vi aquela imagem inexplicável".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, não foi realmente o autor do livro quem viu a imagem, mas o "narrador" do livro. Ou seja, o escritor cria um "outro eu" - é o personagem que conta a história. Se a obra for um livro de poemas, pode haver um "Eu poético". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dentro da obra literária, não é mais apenas autor em si que nos interessa, mas também as figuras literárias que ele inventa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O escritor &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u573.jhtm%3CBR%3E"&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;/a&gt; fala um pouco desse trabalho de criação do autor, em um texto chamado "O poema".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113497969506004658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbLT5AWLrI/AAAAAAAAACU/1UxUICtK5v4/s320/poema.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O autor é um criador. Ele inventa enigmas. Mas decifrar estes enigmas cabe a alguém tão importante quanto o autor: &lt;strong&gt;o leitor.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7716514441981949436?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7716514441981949436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7716514441981949436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7716514441981949436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7716514441981949436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/narrador-e-eu-potico.html' title='Narrador e Eu poético'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbLT5AWLrI/AAAAAAAAACU/1UxUICtK5v4/s72-c/poema.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3972159661156935074</id><published>2007-09-23T17:03:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T17:25:21.395-03:00</updated><title type='text'>Obras anônimas, apócrifas, direitos autorais</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Você sabe o que é uma obra apócrifa? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Já ouviu falar sobre questões de direitos autorais? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Ou sabe o que é um eu-poético? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Tudo são questões ligadas à autoria, que vamos discutir aqui.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao ler uma obra literária, é importante pensar em quem foi a pessoa que a escreveu, quando e onde viveu. Saber quem foi o autor da obra ajuda bastante na sua compreensão. Às vezes a obra pode ser &lt;strong&gt;anônima&lt;/strong&gt; (quando não sabemos quem é o autor) ou até mesmo &lt;strong&gt;apócrifa&lt;/strong&gt; (quando sua autenticidade não está provada). Mas estes casos são menos comuns. Geralmente os autores dos livros são conhecidos.Procure saber quem é o autor do livro que você está lendo. É um autor antigo ou é um autor contemporâneo (que vive em nossa época)? Se o autor for de outra época, você pode pesquisar sobre ele em uma biblioteca ou na internet. Verifique, por exemplo, nossa lista de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/biografiasa.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;biografias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Biografia, aliás, é a história da vida de uma pessoa.Se o autor estiver vivo e morar na sua cidade, você pode tentar conversar com ele! Você pode pedir um autógrafo, mandar um e-mail e até tentar ligar para o autor, perguntando sobre o processo de criação do livro, fazendo um comentário. Geralmente os autores gostam de conversar com os leitores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direitos autorais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje em dia se fala muito do assunto, já que o avanço da tecnologia deixou os autores em uma situação bastante delicada - por um lado, é muito fácil tirar cópias de um livro, transferi-lo pela internet; por outro, o autor perde o controle do que fazem com sua obra! É importante lembrar que o livro é o resultado do trabalho de um autor. Por isso o autor é quem detém os direitos autorais sobre a obra.Se você folhear o seu livro, vai encontrar nas primeiras páginas uma informação interessante: de quem é o copyright (os direitos autorais). O símbolo para copyright é um C no interior de um círculo. Ele nos indica a quem pertencem os direitos morais e patrimoniais sobre a obra. Os textos das obras literárias são protegidas por leis.O autor tem o direito de ver sua obra respeitada e também tem o direito de ganhar dinheiro pela publicação da obra. Quando alguém traduz, modifica ou copia um texto sem autorização está desrespeitando os direitos do autor e cometendo um ato de pirataria.Mas podemos citar um trecho de uma obra. Neste caso, indicamos o nome do autor do texto e o título do livro citado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Editoras e fichas catalográficas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os livros são publicados por editoras. Editora é a empresa que faz o texto escrito pelo autor virar um livro (revisa o texto, coloca imagens, cria o índice, etc). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Veja qual foi a editora que publicou o livro que você está lendo.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você conhece outros livros desta editora? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que tipo de livro ela costuma publicar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Várias informações sobre a obra podem ser encontradas na &lt;i&gt;ficha catalográfica&lt;/i&gt;, que vem impressa em uma das primeiras páginas do livro. Nela, além do título do livro e do nome do autor, você também vai descobrir o local onde o livro foi editado, a editora que o publicou e a data da publicação. Esses elementos ajudam a compreender as circunstâncias em que a obra foi publicada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;!-- MAIS --&gt;&lt;!-- robots index="no" --&gt;&lt;!-- UOL Busca --&gt;&lt;span id="v10nb"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;b&gt;*Heidi Strecker&lt;/b&gt; é filósofa e educadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3972159661156935074?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3972159661156935074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3972159661156935074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3972159661156935074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3972159661156935074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/obras-annimas-apcrifas-direitos.html' title='Obras anônimas, apócrifas, direitos autorais'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1348238958036968113</id><published>2007-09-23T16:47:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T17:30:48.751-03:00</updated><title type='text'>A LITERATURA CONTEMPORÂNEA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A GERAÇÃO DE 45&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1.CLARICE LISPECTOR:&lt;/strong&gt; A escritura selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113490822680424050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbEz5AWLnI/AAAAAAAAAB0/5_cGu069ui8/s320/clarice.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;2.GUIMARÃES ROSA:&lt;/strong&gt; A linguagem reinventada.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbFD5AWLoI/AAAAAAAAAB8/1y0eMxXCg0A/s1600-h/acbfj36.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113491097558331010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbFD5AWLoI/AAAAAAAAAB8/1y0eMxXCg0A/s320/acbfj36.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;3.JOÃO CABRAL DE MELO NETO:&lt;/strong&gt; A linguagem objeto. O engenheiro da palavra.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbFeZAWLpI/AAAAAAAAACE/Z8SlLqcx_y8/s1600-h/joaocabral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113491552824864402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbFeZAWLpI/AAAAAAAAACE/Z8SlLqcx_y8/s320/joaocabral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leituras dirigidas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. "Amor";&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. fragmento de &lt;em&gt;Grande Sertão Veredas; Desenredo;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. fragmento de Morte e vida severina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1348238958036968113?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1348238958036968113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1348238958036968113&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1348238958036968113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1348238958036968113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/literatura-contempornea.html' title='A LITERATURA CONTEMPORÂNEA'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbEz5AWLnI/AAAAAAAAAB0/5_cGu069ui8/s72-c/clarice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-6970827474309691166</id><published>2007-09-23T16:40:00.001-03:00</published><updated>2007-09-23T18:11:52.502-03:00</updated><title type='text'>Simplesmente Vinícius de Morais</title><content type='html'>TRABALHO SOBRE VINICIUS DE MORAES HOMENAGEM DA SALA 307 DO COLEGIO ESTADUAL SEVERINO VIEIRA DE SALVADOR BAHIA. PORTUGUÊS. "PARA AQUELES QUE DUVIDAM DAS NOSSAS CAPACIDADES HAHAHAHA MEUS PESSAMES".&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PROFESSOR CARLOS&lt;br /&gt;Assista no You Tube esse Documentário: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oSZXw0wRry4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=oSZXw0wRry4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbQCZAWLsI/AAAAAAAAACc/zu_cVPEugUE/s1600-h/vinicius.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113503166416432834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbQCZAWLsI/AAAAAAAAACc/zu_cVPEugUE/s320/vinicius.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Soneto da separação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;De repente do riso fez-se o pranto &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Silencioso e branco como a bruma &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;E das bocas unidas fez-se a espuma &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;E das mãos espalmadas fez-se o espanto. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;De repente da calma fez-se o vento &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Que dos olhos desfez a última chama &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;E da paixão fez-se o pressentimento &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;E do momento imóvel fez-se o drama.&lt;br /&gt;De repente, não mais que de repente &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Fez-se de triste o que se fez amante &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;E de sozinho o que se fez contente.&lt;br /&gt;Fez-se do amigo próximo o distante &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Fez-se da vida uma aventura errante &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;De repente, não mais que de repente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vinícius de Moraes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alguns links para você se deliciar:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/viniciusm_bio.asp"&gt;http://www.releituras.com/viniciusm_bio.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.aindamelhor.com/poesias02.htm"&gt;http://www.aindamelhor.com/poesias02.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.tanto.com.br/viniciusde-morais.htm"&gt;http://www.tanto.com.br/viniciusde-morais.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vin%C3%ADcius_de_Moraes"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Vin%C3%ADcius_de_Moraes&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.pensador.info/autor/Vinicius_de_Moraes/"&gt;http://www.pensador.info/autor/Vinicius_de_Moraes/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_Materia=4127"&gt;http://cliquemusic.uol.com.br/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_Materia=4127&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/Paris/Concorde/9366/entrevistas/vinicius.htm"&gt;http://www.geocities.com/Paris/Concorde/9366/entrevistas/vinicius.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div 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href="http://www.youtube.com/watch?v=VaoOK1MyGNE"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-6970827474309691166?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=oSZXw0wRry4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/6970827474309691166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=6970827474309691166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6970827474309691166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6970827474309691166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/documentrio-vincius-de-morais.html' title='Simplesmente Vinícius de Morais'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbQCZAWLsI/AAAAAAAAACc/zu_cVPEugUE/s72-c/vinicius.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-6793614289029168832</id><published>2007-09-23T16:39:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:06:48.944-03:00</updated><title type='text'>A Poesia Modernista</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma definição para "A poesia de 30":&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;- Carlos Drummond de Andrade: um bruxo com amor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;- Murilo Mendes: o franco-atirador da poesia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;- Jorge de Lima: a consciência mutante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;- Cecilia Meireles: o efêmero e o eterno&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;- Vinicius de Morais: um canto de poeta e de cantor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Atividade:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O professor Willian Roberto Cereja, no livro "Literatura Brasileira" definiu assim cada um dos poetas modernistas. Por quê? Escolha um deles e justifique por meio de uma pesquisa na biblioteca, internet etc. Esta atividade deverá ser entregue manuscrita, em mãos. Obrigada! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113511279609654994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbXapAWLtI/AAAAAAAAACk/AFAa504TeCA/s320/drummond.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(...) Pois de tudo fica um pouco.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Fica um pouco de teu queixo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;no queixo de tua filha.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;De teu áspero silêncio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;um pouco ficou, um pouco&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;nos muros zangados,&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;nas folhas, mudas, que sobem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Ficou um pouco de tudo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;no pires de porcelana,&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;dragão partido, flor branca,&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;ficou um pouco&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;de ruga na vossa testa,&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;retrato. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(...) E de tudo fica um pouco.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Oh abre os vidros de loção&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;e abafa&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;o insuportável mau cheiro da memória. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;(Resíduo)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113511855135272674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbX8JAWLuI/AAAAAAAAACs/CwE8fv103Eg/s320/cardrummon2.gif" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-6793614289029168832?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/6793614289029168832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=6793614289029168832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6793614289029168832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6793614289029168832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/poesia-modernista.html' title='A Poesia Modernista'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbXapAWLtI/AAAAAAAAACk/AFAa504TeCA/s72-c/drummond.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5076893185375370811</id><published>2007-09-23T16:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T19:50:24.818-03:00</updated><title type='text'>A dialética iluminada de Drummond</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbjspAWLxI/AAAAAAAAADI/1H-UvRNCB7M/s1600-h/caminhocompedra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113524782986833682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbjspAWLxI/AAAAAAAAADI/1H-UvRNCB7M/s320/caminhocompedra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"No meio do caminho tinha uma pedra &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;tinha uma pedra no meio do caminho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;tinha uma pedra no meio do caminho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;tinha uma pedra".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando o poeta Carlos Drummond de Andrade publicou esse poema em 1928, "insignificante em si", diria mais tarde, talvez não imaginasse que fosse causar tanto escândalo e que seria motivo de tantas divergências. Uma brincadeira (ou não?) que renderia ao poeta censuras e elogios. Agora, 74 anos depois, quando se comemora o centenário de nascimento do poeta (31 de outubro), a polêmica parece esquecida – e o poema agora é visto sob um outro ângulo.&lt;br /&gt;Poeta, contista e cronista, Drummond é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura latino-americana. É respeitado por críticos nacionais e estrangeiros como um dos grandes poetas universais. Funcionário público, homem de natureza reservada, avesso principalmente às entrevistas, só mesmo no fim da vida o mineiro de Itabira, Minas Gerais, se liberou para as manifestações pessoais. Cada vez mais freqüentes, elas foram uma voz lúcida e iluminada. Ao longo de sua vida, produziu mais 40 livros, muitos deles traduzidos para países como França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Suécia, Argentina, Chile, Peru, Cuba, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Tchecoslováquia.&lt;br /&gt;Para Alcides Villaça, professor de Literatura Brasileira da USP e ex-professor-visitante da Unicamp, especialista em Drummond, a importância do poeta para a poesia brasileira "está na altura a que ele elevou um discurso poético carregado, ao mesmo tempo, de reflexão inteligente e fortíssima sensibilidade, de tal modo que o leitor é envolvido por uma onda rítmica, onde belas imagens e iluminações do pensamento se dialetizam o tempo todo".&lt;br /&gt;Nos poemas da década de 50, sobretudo em Claro Enigma (1930), é forte a presença de Paul Valery, de cujos versos Drummond se valeu na epígrafe do livro. "Mas é bom ressaltar que, acima de qualquer influência sofrida, a poesia de Drummond é personalíssima, individualíssima, tanto nos temas que freqüenta (entre eles, as raízes mineiras e provincianas, a oposição entre o arcaico e o moderno) como nas várias soluções de estilo que adotou ao longo dos seus mais de 60 anos de poesia", conta Villaça. Acompanhar as chamadas "fases" da poesia de Drummond, segundo observações do professor, significa ir reconhecendo uma sucessão muito variada de formas, que foram respondendo às suas também variadas perspectivas do mundo e necessidades de expressão.&lt;br /&gt;O "modernismo" de Drummond, no sentido estrito que o liga ao Movimento de 22, está, sobretudo, no primeiro livro que o poeta publicou: Alguma poesia (1930), justamente no humor piadístico e num acentuado desejo de expressar o instante, o cotidiano, a "nota social" -- além de cultivar uma linguagem desconcertante e fragmentária, como no Poema de sete faces, por exemplo. "Mas a pedra de toque foi mesmo o No meio do caminho, que gerou tantas controvérsias e tantos comentários que, décadas mais tarde, o poeta publicou um livro -- No meio do caminho -- História de um poema, onde reúne todas as reações, glosas, paródias, censuras ou elogios que o poema provocou. O escândalo associava-se à forma do poema, repetitiva e circular, que irritava os ouvidos acostumados às harmonizações da poesia convencional, bem como aos enigmas da expressão "pedra no caminho", que todo mundo queria porque queria "decifrar", explica o professor Villaça. Talvez até fosse resultado de uma brincadeira do poeta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sozinho, entre mangueiras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 1902, e morreu no Rio de Janeiro, em 1987, aos 85 anos. Passa boa parte da infância na fazenda da família, "sozinho, entre mangueiras" , como diria, mais tarde, em seu poema Infância, publicado em Alguma Poesia. É tido como um dos mais maiores poetas que o Brasil já teve, comparado aos maiores poetas estrangeiros. Drummond foi redator do Diário de Minas. Mais tarde foi responsável pela abertura no jornal de textos modernistas. Depois de haver completado o curso de Farmácia, atividade profissional que não exerceu, foi convidado pelo amigo Augusto Capanema, então Ministro da Educação, para chefiar o referido gabinete, em 1930. Mais tarde, Drummond tornou-se chefe do Serviço do Em 1930 lança Alguma Poesia e, em 1934, Brejo das Almas, ambos com textos carregados de fina ironia. Foi uma fase que, enquanto ironizava os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser do poeta de Itabira.&lt;br /&gt;Em Confissões de Minas (1944), obra de Ensaios e Crônicas, Carlos Drummond de Andrade admitia: "Entro para a antologia, não sem registrar que sou o autor confesso de certo poema, insignificante em si, mas que a partir de 1928 vem escandalizando meu tempo, e serve até hoje para dividir no Brasil as pessoas em duas categorias mentais". Referia-se ao poema No Meio do Caminho. Drummond publicou aproximadamente 50 livros. Teve ainda obras publicadas em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco, entre outras línguas.&lt;br /&gt;Em 1987, doze dias depois da morte de sua única filha Maria Julieta, Drummond morria a 17 de agosto, deixando obras inéditas como O Avesso das Coisas, O Amor Natural e Moça Deitada Na Grama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Horizontes e limites no mundo prosaico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No entanto, como se vê, a ironia é uma constante na poesia de Drummond, que nasce, segundo Villaça, "do contraste entre um forte idealismo, que está sempre no horizonte dos afetos e da consciência do poeta, e uma forte experiência dos limites que há em cada indivíduo e no mundo prosaico em que vivemos". Sua ironia nasce a cada vez que o poeta se defronta com a impossibilidade de realizar as altas aspirações humanas que estão nele, como em quase todos nós: amar e/ou conhecer o outro de modo absoluto, conhecermo-nos a nós mesmos de modo absoluto. "Talvez o existencialismo sartreano tenha deixado no poeta a convicção de que de fato "o inferno são os outros", ao mesmo tempo em que o sentimento de responsabilidade pessoal para com o mundo faça de cada um de nós o responsável pela liberdade de todos", acredita Villaça.&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade, que escreveu José, Resíduo e A morte do leiteiro era um homem reservado, cioso da sua intimidade, em geral avesso a entrevistas e contatos pessoais. Muitos de seus amigos como Mário de Andrade, primeiro, e Ziraldo, depois, sentiram seu grande interesse em conversar por telefone ou por cartas, muito maior do que em papear "cara a cara". Drummond preferia passar uma hora ao telefone a se encontrar com alguém em sua casa. "No entanto, aos sábados, reunia-se sempre com seus amigos - escritores e intelectuais - - na casa de Plínio Doyle, eventos que acabaram sendo chamados de os "sabadoyles". Nessas reuniões, até ata faziam. Só não conversavam sobre política, para não azedarem a conversa", diz o professor.&lt;br /&gt;Villaça recorda-se que Pedro Nava, no seu livro de memórias Beira-mar, fala muito das "travessuras" do grupo de jovens intelectuais da Belo Horizonte dos anos 20, entre os quais estava um Drummond de óculos e bigodinho, de aspecto grave, respeitado por todos, mas capaz de gestos tresloucados, como escalar um alto arco de pontilhão e desafiar o guarda-noturno, que lhe dera voz de prisão, a ir buscá-lo lá em cima. O grupo costumava freqüentar a zona de meretrício de Belo Horizonte, de onde os rapazes saíam melancólicos e cheios de fossa existencial... Os prazeres sexuais facilmente atendidos provocaram no poeta grandes remorsos, uma sensação de "nojo de si mesmo", sentimento que se expressa em boa parte dos poemas do livro Brejo das almas e não deixa de ecoar num poema como a Mão suja. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O especialista que veio da Bulgária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A convite da Unicamp, o professor Rumen Stoyanov, da Universidade de Sófia, na Bulgária, proferiu uma conferência no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Stoyanov é um dos mais importantes tradutores de escritores brasileiros. E Carlos Drummond de Andrade, com o qual manteve um relacionamento de mais de 13 anos, é um deles. E não é de se estranhar que o poeta brasileiro seja um dos escritores mais conhecidos na Bulgária.&lt;br /&gt;Professor de Literatura e Cultura do Brasil na Universidade de Sófia, Stoyanov acaba de escrever, em português, o livro Drummond e a Bulgária, ainda inédito. Trata-se, segundo diz, de uma obra na qual traz minucioso trabalho de pesquisa sobre o que Carlos Drummond de Andrade escreveu em versos e prosa sobre a Bulgária. Além de conter farto material sobre o que a crítica do seu país escreveu sobre o poeta mineiro, aborda também uma série de correspondências, ensaios e citações a respeito do poeta brasileiro.&lt;br /&gt;Stoyanov diz que Drummond era um poeta bastante admirado na Bulgária e que seu povo tem grande admiração e simpatia pela literatura brasileira, em especial a poesia do poeta de Itabira. Stoyanov conta que o poeta teve 13 livros traduzidos para o búlgaro por especialistas em Drummond. Um deles é o próprio Stoyanov. Para ele, Drummond, "é, sem dúvida, o mais importante poeta da nossa época. Tanto é que, passados mais de 15 anos de sua morte, ainda é reverenciado no meu país, desfrutando de alto prestígio não apenas entre os intelectuais, mas também entre o povo. Eu diria que, devido à força de concisão do poeta brasileiro, Drummond é tão ou até mais importante que Pablo Neruda".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um legado de rigor e experimentação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para o professor Paulo Franchetti, do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (IEL), e atual diretor da Editora da Unicamp, Drummond representa o momento de consolidação da poética modernista no Brasil. Por isso mesmo, é uma das maiores vozes líricas da poesia brasileira do século 20. "Acredito que o lugar de Drummond para as gerações atuais, para a literatura que se pratica hoje no Brasil, é assegurado, não pelos primeiros livros modernistas que publicou, como Alguma Poesia (1930) e Brejo das Almas (1934), que têm um interesse mais propriamente histórico hoje, mas mais pela alta dicção do poeta a partir de José", observa o professor. Mas assinala que a grande obra de Drummond é aquela que compôs entre José e Lição de Coisas, este na década de 60. Franchetti acredita que a partir do livro Claro enigma (1952), Drummond tenha deixado um legado de extrema importância para a poesia contemporânea de rigor, de experimentação, de sobriedade e de recuperação das formas tradicionais da literatura.&lt;br /&gt;Os poemas de Drummond que Franchetti mais aprecia são Máquinas do mundo, Rapto e outras obras que pertencem a essa fase. Muito mais do que os poemas-piadas de começo da carreira, que tiveram, evidentemente, a sua importância, algumas obras até polêmicas como No Meio do Caminho, que à época tinham um efeito demolidor e era lido mais como um ato de intervenção. "Era um tipo de poesia mais conceitual, que naquele momento tinha uma inserção dentro de uma polêmica pela afirmação de novos critérios estéticos. Creio que esse lado vem alcançando um interesse histórico cada vez maior e que o Drummond de hoje, presente na linguagem de nossos poetas, é o poeta das décadas de 40 e 50. Mesmo o Drummond político de Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945), embora seja um grande poeta, não me parece que nesse momento está tão presente na poesia que se faz hoje no Brasil", avalia.&lt;br /&gt;Para o professor da Unicamp, Drummond é um poeta de expressão internacional. "É um dos poetas brasileiros que foram mais traduzidos. Acredito que ele tem uma inserção internacional ao lado de João Cabral de Mello Neto. No entanto, é difícil fazer comparações. Não resta dúvida que é um poeta lido em várias línguas e que representa, em qualquer língua, um momento elevado da lírica do século 20". &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O profano e a concepção fragmentária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Poeta abundante, multifacetado, Drummond segue estudado sob ângulos também variados. A professora Suzy Sperber, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, encontra em sua poesia até mesmo "o espaço do sagrado" - tema de um ensaio recente.&lt;br /&gt;"A apreensão do real e das dimensões do espírito humano aproximam Carlos Drummond de Andrade da mais profunda compreensão do sagrado", escreve Suzy. "Há diferentes poemas cujo tópico trata da urbe, da produção da poesia, da natureza, ou do corpo. Ao usar o recurso da enumeração caótica, ou, tematicamente, quando ele fala sobre as urbes cindidas, sobre o cotidiano esfacelado, Drummond aborda um tema caro para a modernidade: o mundo fragmentado. A concepção fragmentária do mundo se deve a uma concepção profana, que se define pelos instantes, pelas obrigações de trabalho, sociais", assinala a professora.&lt;br /&gt;Ela explica que "o imediatismo das ações e eventos dificulta a compreensão do todo, do evento inserido no mundo, passando a ter um estatuto ontológico disperso, diferente. Desvaloriza a vida em sociedade, a solidariedade, levando o ser humano para uma solidão última, no limite sartreana. Nos poemas de Drummond também se percebe a angústia do eu lírico diante uma tendência para o novo a todo custo, para o apagamento das raízes, de tradições, de valores, de ética, caracterizadores das atuais misérias humanas". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;ANTONIO ROBERTO FAVA. Acesso em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.unicamp.br/.../unihoje_ju194pag06.html" target="_top"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.unicamp.br/.../unihoje_ju194pag06.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NO MEIO DO CAMINHO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbpLZAWL1I/AAAAAAAAADo/YcOYxCf1r3g/s1600-h/BXK15234_hml-cachoeira-em-maranduba-ubatuba-005800.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbpLZAWL1I/AAAAAAAAADo/YcOYxCf1r3g/s1600-h/BXK15234_hml-cachoeira-em-maranduba-ubatuba-005800.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113530808825950034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 386px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" height="240" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbpLZAWL1I/AAAAAAAAADo/YcOYxCf1r3g/s320/BXK15234_hml-cachoeira-em-maranduba-ubatuba-005800.jpg" width="362" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;No meio do caminho tinha uma pedra &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;tinha uma pedra no meio do caminho &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;tinha uma pedra &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;no meio do caminho tinha uma pedra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esquecerei desse acontecimento &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;na vida de minhas retinas tão fatigadas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Nunca me esquecerei que no meio do caminho &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;tinha uma pedra &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;tinha uma pedra no meio do caminho &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;no meio do caminho tinha uma pedra &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;En Revista de Antropofagia, 1928 Incluido en Alguma poesia (1930)&lt;br /&gt;Véase &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.horizonte.unam.mx/brasil/drumm3a.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carlos Drummond de Andrade y la fábula de la piedra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.horizonte.unam.mx/brasil/drummond0.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5076893185375370811?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5076893185375370811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5076893185375370811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5076893185375370811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5076893185375370811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/dialtica-iluminada-de-drummond.html' title='A dialética iluminada de Drummond'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbjspAWLxI/AAAAAAAAADI/1H-UvRNCB7M/s72-c/caminhocompedra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-6753430038137085018</id><published>2007-09-23T16:25:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T18:51:13.388-03:00</updated><title type='text'>Simplesmente Drummond</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Confira, vale a pena!! É "simplesmente" SENSACIONAL!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113518138672426754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" height="106" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvbdp5AWLwI/AAAAAAAAADA/_6nzKADO4d8/s320/images.jpg" width="156" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Quadrilha:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C6tNuId7RNA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=C6tNuId7RNA&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;E Agora José?&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZxMl7Iz51II&amp;amp;mode=related&amp;amp;search"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ZxMl7Iz51II&amp;amp;mode=related&amp;amp;search&lt;/a&gt;=&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Infância: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.rhaiza.com.br/drummond_16.htm" target="_top"&gt;www.rhaiza.com.br/drummond_16.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Amor:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e1gEMRtrDHc&amp;amp;mode=related&amp;amp;search"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=e1gEMRtrDHc&amp;amp;mode=related&amp;amp;search&lt;/a&gt;=&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;O Medo:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8ZkkLF8GFaM&amp;amp;mode=related&amp;amp;search"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8ZkkLF8GFaM&amp;amp;mode=related&amp;amp;search&lt;/a&gt;=&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Drummond na voz de Drummond:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PgQalo1T5ZU&amp;amp;mode=related&amp;amp;search"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=PgQalo1T5ZU&amp;amp;mode=related&amp;amp;search&lt;/a&gt;=&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-6753430038137085018?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/6753430038137085018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=6753430038137085018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6753430038137085018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/6753430038137085018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/simplesmente-drummond.html' title='Simplesmente Drummond'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvbdp5AWLwI/AAAAAAAAADA/_6nzKADO4d8/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1142836370820253038</id><published>2007-09-23T16:24:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:20:17.759-03:00</updated><title type='text'>2a Fase do Modernismo - A Prosa de Jorge Amado</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbAApAWLmI/AAAAAAAAABs/7ux144PMtZY/s1600-h/jorge_amado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113485544165617250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbAApAWLmI/AAAAAAAAABs/7ux144PMtZY/s320/jorge_amado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O regional e o urbano&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Jorge Amado, Romancista baiano&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10/9/1912, Itabuna (BA) - 6/8/2001, Salvador (BA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Divulgação/ABL. Amado foi eleito para a cadeira número 23 da ABL em 1961 .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado nasceu na fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna. Filho do "coronel" João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado, foi para Ilhéus com apenas um ano e lá passou a infância e descobriu as letras. A adolescência ele viveria em Salvador, no contato com aquela vida popular que marcaria sua obra. Aos 14 anos, começou a participar da vida literária de Salvador, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que (juntamente com os do Arco &amp;amp; Flecha e do Samba) desempenhou importante papel na renovação das letras baianas. Entre 1927 e 1929, foi repórter no "Diário da Bahia", época em que também escreveu na revista literária "A Luva". Estreou na literatura em 1930, com a publicação (por uma editora carioca) da novela "Lenita", escrita em colaboração com Dias da Costa e Édison Carneiro. Seus primeiros romances foram "O País do Carnaval" (1931), "Cacau" (1933) e "Suor" (1934).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jorge Amado bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito no Rio de Janeiro (1935), mas nunca exerceria a profissão de advogado. Em 1939, foi redator-chefe da revista "Dom Casmurro". De 1935 a 1944, escreveu os romances "Jubiabá", "Mar Morto", "Capitães de Areia", "Terras do Sem-Fim" e "São Jorge dos Ilhéus". Em parte devido ao exílio no regime getulista, Jorge Amado viajou pelo mundo e viveu na Argentina e no Uruguai (1941-2) e, depois, em Paris (1948-50) e em Praga (1951-2).Voltando para o Brasil durante o segundo conflito mundial, redigiu a seção "Hora da Guerra" no jornal "O Imparcial" (1943-4). Mudando-se para São Paulo, dirigiu o diário Hoje (1945). Anos depois, no Rio, participaria da direção do semanário "Para Todos" (1956-8). Em 1945, foi eleito deputado federal por São Paulo, tendo participado da Assembléia Constituinte de 1946 (pelo Partido Comunista Brasileiro) e da primeira Câmara Federal posterior ao Estado Novo. Nessa condição, foi responsável por várias leis que beneficiaram a cultura. De 1946 a 1958, escreveria "Seara Vermelha", "Os Subterrâneos da Liberdade" e "Gabriela, Cravo e Canela".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em abril de 1961, foi eleito para a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras (sucedendo a Otávio Mangabeira). Na década de 1960, lançou os romances "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água", "Os Velhos Marinheiros, ou o Capitão de Longo Curso", "Os Pastores da Noite", "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Tenda dos milagres". Nos anos 1970, viriam "Teresa Batista Cansada de Guerra", "Tieta do Agreste" e "Farda, Fardão, Camisola de Dormir".Suas obras foram traduzidas para 48 idiomas. Muitas se viram adaptados para o cinema, o teatro, o rádio, a televisão e até as histórias em quadrinhos, não só no Brasil, mas também em Portugal, França, Argentina, Suécia, Alemanha, Polônia, Tchecoslováquia, Itália e EUA. Seus últimos livros foram "Tocaia Grande" (1984), "O Sumiço da Santa" (1988) e "A Descoberta da América pelos Turcos" (1994).Além de romances, escreveu contos, poesias, biografias, peças, histórias infantis e guias de viagem. Sua esposa, Zélia Gattai, é autora de "Anarquistas, Graças a Deus" (1979), "Um Chapéu Para Viagem" (1982), "Senhora Dona do Baile" (1984), "Jardim de Inverno" (1988), "Pipistrelo das Mil Cores" (1989) e "O Segredo da Rua 18" (1991). O casal teve dois filhos: João Jorge, sociólogo e autor de peças infantis; e Paloma, psicóloga. Jorge Amado morreu perto de completar 89 anos, em Salvador. A seu pedido, foi cremado, e as cinzas, colocadas ao pé de uma árvore (uma mangueira) em sua casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113526002757545762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbkzpAWLyI/AAAAAAAAADQ/tb3id5CFu2I/s320/Jorge-Amado.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Atividade: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbljpAWL0I/AAAAAAAAADg/bk5-dhBZwLc/s1600-h/705082.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113526827391266626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" height="166" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbljpAWL0I/AAAAAAAAADg/bk5-dhBZwLc/s320/705082.gif" width="127" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Filme: Dona Flor e seus dois maridos. Após assistir o filme, faça uma narrativa e ressalte as características modernistas que observou no filme. Responda, inclusive, por que sua obra marcou a Literatura brasileira. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Link interessante: &lt;a href="http://www.cinemacafri.com/personalidade.jsp?id=5056"&gt;http://www.cinemacafri.com/personalidade.jsp?id=5056&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Esta atividade deverá ser entregue manuscrita, em mãos, uma semana após a exibição do filme. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Veja também:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Documentário: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6LqZLZXW6QM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6LqZLZXW6QM&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;-Crítica: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tM1F0ov1IBA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tM1F0ov1IBA&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-Música &lt;a href="http://chicobuarqueletrasdemusicas.lyrics.mus.br/artista.php?id=851"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&gt;&gt; Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Que Será? (À Flor da Pele) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que será que me dá &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que me bole por dentro, será que me dá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que brota à flor da pele, será que me dá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que me sobe às faces e me faz corar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E que me salta aos olhos a me atraiçoar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E que me aperta o peito e me faz confessar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem mais jeito de dissimular &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que nem é direito ninguém recusar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E que me faz mendigo, me faz suplicar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem medida, nem nunca terá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem remédio, nem nunca terá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem receita &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que será que será &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que dá dentro da gente e não devia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que desacata a gente, que é revelia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que é feito uma aguardente que não sacia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que é feito estar doente de uma folia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que nem dez mandamentos vão conciliar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nem todos os ungüentos vão aliviar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nem todos os quebrantos, toda alquimia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que nem todos os santos, será que será &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem descanso, nem nunca terá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem cansaço, nem nunca terá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem limite &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que será que me dá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que me queima por dentro, será que me dá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que me perturba o sono, será que me dá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que todos os tremores me vêm agitar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que todos os ardores me vêm atiçar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que todos os suores me vêm encharcar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que todos os meus nervos estão a rogar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que todos os meus órgãos estão a clamar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E uma aflição medonha me faz implorar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem vergonha, nem nunca terá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que não tem governo, nem nunca terá &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O que não tem juízo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lyrics.mus.br/imprimir.php?id=65655"&gt;Imprima essa letra&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;E outras, se desejar: &lt;a href="http://chicobuarqueletrasdemusicas.lyrics.mus.br/artista.php?id=851"&gt;http://chicobuarqueletrasdemusicas.lyrics.mus.br/artista.php?id=851&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Assista: O que será? &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VfYbMjbadKY"&gt;&lt;strong&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VfYbMjbadKY&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1142836370820253038?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u310.jhtm' title='2a Fase do Modernismo - A Prosa de Jorge Amado'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1142836370820253038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1142836370820253038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1142836370820253038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1142836370820253038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/2a-fase-do-modernismo-prosa-de-jorge.html' title='2a Fase do Modernismo - A Prosa de Jorge Amado'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvbAApAWLmI/AAAAAAAAABs/7ux144PMtZY/s72-c/jorge_amado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-7614234577018456053</id><published>2007-09-23T16:08:00.000-03:00</published><updated>2007-10-12T10:14:36.231-03:00</updated><title type='text'>Modernismo - Retirantes, Portinari</title><content type='html'>Conheça um pouco mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vIYNIyxcqCs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=vIYNIyxcqCs&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3ylSqLpMXt4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3ylSqLpMXt4&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7614234577018456053?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7614234577018456053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7614234577018456053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7614234577018456053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7614234577018456053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/modernismo-retirantes-portinari.html' title='Modernismo - Retirantes, Portinari'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-724666838360637150</id><published>2007-09-23T15:44:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T17:51:12.367-03:00</updated><title type='text'>Figuras de Linguagem - Dando uma força à expressão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;As Figuras de Linguagem&lt;/strong&gt; são muitíssimo utilizadas na Literatura. Você já percebeu isso, certo? Elas são formas de expressar o pensamento ou o sentimento de modo vivo, enérgico, vibrante, capaz de impressionar o ouvinte ou leitor e escapar ao uso corriqueiro que se faz das palavras e da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser classificadas em três tipos:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u34.jhtm"&gt;Figuras de palavras ou tropos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u36.jhtm"&gt;Figuras de construção&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u37.jhtm"&gt;Figuras de pensamento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Da Página 3 Pedagogia&amp;amp; Comunicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aspectos semânticos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comparação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando tem expresso o termo comparativo. Geralmente aparece a conjunção “como”.&lt;br /&gt;“Eu faço versos como quem chora&lt;br /&gt;De desalento... de desencanto...” (M. Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metáfora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comparação mental ou abreviada, prevalecendo a relação de semelhança.&lt;br /&gt;Não aparece a conjunção “como”&lt;br /&gt;“Meu coração é um balde despejado.” (Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Catacrese&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma metáfora que caiu no uso popular, corriqueira, muito comum.&lt;br /&gt;O poema está no pé da página.&lt;br /&gt;As pernas da mesa estão bambas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Personificação ou prosopopéia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Atribuição de ações, qualidades ou sentimentos a seres inanimados.&lt;br /&gt;“O tempo passou na janela e só Carolina não viu.” (Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hipérbole &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Afirmação exagerada. (Falei trezentas vezes para você!)&lt;br /&gt;“Meus olhos são pequenos para ver o mundo que me esvai em sujo e sangue outro mundo que brota...” (Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinestesia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Interpretação de planos sensoriais, Mistura de sensações de sentidos diferentes. Como na metáfora, relaciona elementos de universos diferentes. (Senti um cheiro doce no ar.)&lt;br /&gt;“Indefiníveis músicas supremas&lt;br /&gt;Harmonias da Cor e do Perfume...&lt;br /&gt;Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,&lt;br /&gt;Réquiem do Sol que a Dor da luz resume...” (Cruz e Sousa)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metonímia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Relação de proximidade entre os elementos escolhidos, os quais apresentam certa      interdependência.&lt;br /&gt;Comer o pão (por alimento) que o diabo amassou (por sofrimento).&lt;br /&gt;Efeito pela causa: Sócrates tomou a morte. (por veneno)&lt;br /&gt;Autor pela obra: Lemos Machado com interesse.&lt;br /&gt;Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice da salvação.&lt;br /&gt;Parte pelo todo: A choupana não suportou quatro invernos.&lt;br /&gt;Singular pelo plural: O homem, que é mortal, imortaliza-se por meio de suas conquistas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gradação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Seqüência de palavras, cujo sentido vai se intensificando ou atenuando gradativamente.&lt;br /&gt;“- Já se supunha um príncipe, um gênio, um deus, mas que caiu das alturas, rodopiou no ar e estatelou-se no abismo.” (M. de Assis)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antítese&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Contraposição de uma palavra ou frase a outra de sentido oposto.&lt;br /&gt;“Eu que só cego – mas peço luzes...&lt;br /&gt;Que sou pequeno, - ma só fito os Andes...” (Castro Alves)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eufemismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Substituição de uma palavra ou expressão desagradável ou áspera por outra mais amena.&lt;br /&gt;Você faltou com a verdade a um homem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ironia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sugerir pela entonação e pelo contexto algo contrário ao que pensamos, geralmente com intenção sarcástica.&lt;br /&gt;“A excelente D. Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.” (Monteiro Lobato)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perífrase/antonomásia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Expressão que designa os seres por um de seus atributos.&lt;br /&gt;O rei dos animais rugia alto diante da ameaça.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;      Aspectos fonéticos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;      Aliteração&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;      Repetição dos mesmos fonemas consonantais.&lt;br /&gt;      “Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi berrando.” (Guimarães Rosa)&lt;br /&gt;     &lt;strong&gt; Assonância&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Repetição dos mesmos fonemas vocálicos.&lt;br /&gt;      “Ó formas alvas, brancas, formas claras.”&lt;br /&gt;      (Cruz e Sousa)&lt;br /&gt;      &lt;strong&gt;Paronomásia &lt;/strong&gt; (trocadilho)&lt;br /&gt;      Vocábulos foneticamente parecidos, resultando em um trocadilho ou jogo de palavras.&lt;br /&gt;      “Levou seu retrato&lt;br /&gt;      Seu trapo, seu prato...” (Chico Buarque)&lt;br /&gt;      &lt;strong&gt;Onomatopéia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Palavras cuja sonoridade imita a voz ou o ruído de seres ou coisas.&lt;br /&gt;      “O silêncio fresco despenca das árvores.&lt;br /&gt;      Veio de longe, das planícies altas,&lt;br /&gt;      Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...&lt;br /&gt;      Vvvvvvv... passou.”(Mário de Andrade)&lt;br /&gt;      Aspectos sintáticos&lt;br /&gt;     &lt;strong&gt; Elipse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Omissão de um termo facilmente subentendido. Dito ou não anteriormente.&lt;br /&gt;      “No mar, tanta tormenta e tanto dano.” (Camões)&lt;br /&gt;      Elipse do verbo haver (no mar há tanta ...)&lt;br /&gt;      “Foi saqueada a vila, e assassinados os partidários dos Filipes.” (Camilo Castelo Branco)&lt;br /&gt;      Elipse do verbo:” e foram assassinados...”&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;   Pleonasmo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Reforço estilístico da expressão. Consiste na repetição de uma idéia anteriormente&lt;br /&gt;      sugerida ou na repetição de um termo já expresso.&lt;br /&gt;      “Ele admirava menos a tela que a pintora, ela menos o espetáculo que o admirador, e&lt;br /&gt;      eu via-os com estes olhos que a terra há de comer.” (Machado de Assis)&lt;br /&gt;     &lt;strong&gt; Silepse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Concordância com um termo subentendido que temos em mente.&lt;br /&gt;      Silepse de gênero: A grande e concorrida São Paulo.&lt;br /&gt;      Silepse de número: A multidão assistia satisfeita, aplaudiam e acreditavam.&lt;br /&gt;      Silepse de pessoa: Você e os que pensam assim, não teremos muitas surpresas.&lt;br /&gt;     &lt;strong&gt; Inversão/hipérbato&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;      Inversão da ordem natural das palavras na frase ou de oração no período&lt;br /&gt;      “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas&lt;br /&gt;      De um povo heróico o brado retumbante”&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;   Polissíndeto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Repetição intencional de conjunções.&lt;br /&gt;      “trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua”&lt;br /&gt;      (Olavo Bilac)&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;  Assíndeto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;      Omissão intencional da conjunção.&lt;br /&gt;      “Fere, mata, derriba denodado...”&lt;br /&gt;      (Camões)&lt;br /&gt;      &lt;strong&gt;Anáfora&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;      repetição da mesma palavra no começo de cada um dos membros da frase.&lt;br /&gt;      “Eu quase não saio&lt;br /&gt;      Eu quase não tenho amigo&lt;br /&gt;      Eu quase não consigo&lt;br /&gt;      Ficar na cidade sem viver contrariado.”&lt;br /&gt;      (Gilberto Gil)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;      Anacoluto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      Mudança de construção sintática, no meio do enunciado, geralmente depois de uma&lt;br /&gt;      pausa.&lt;br /&gt;      “Essas empregadas de hoje, não se pode&lt;br /&gt;      confiar nelas” (Alcântara Machado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-724666838360637150?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/724666838360637150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=724666838360637150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/724666838360637150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/724666838360637150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/figuras-de-linguagem-dando-uma-fora.html' title='Figuras de Linguagem - Dando uma força à expressão'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-8258737925928784131</id><published>2007-09-23T15:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T15:41:47.308-03:00</updated><title type='text'>José Lins do Rego e o ciclo da cana-de-açúcar</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fogo Morto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há um episódio da vida do escritor paraibano &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u230.jhtm"&gt;José Lins do Rego&lt;/a&gt; (1901 - 1957) que ilustra o seu temperamento e a forma como via o mundo. Em seu discurso de posse na &lt;a href="http://www.academia.org.br/" target="_blank"&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;/a&gt; (ABL), em 1955, ao falar sobre Ataulfo de Paiva, seu antecessor na Cadeira nº 25, foi pouco diplomático: "Chegou ao Supremo Tribunal Federal sem ter sido um juiz sábio e à Academia sem nunca ter gostado de um poema". A partir desse fato, foi instituída na ABL a censura prévia aos discursos de posse.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;Engenho de açúcar, gravura de Rugendas&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113468695008914962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvawr5AWLhI/AAAAAAAAAA8/upW45GoN1pU/s320/engenho2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esse relato biográfico mostra que o escritor via a literatura como uma atividade visceral. Publicado em 1943, "Fogo Morto", é uma contundente visão do processo de mudanças sociais e econômicas do Nordeste brasileiro. O título refere-se à transformação do Engenho Santa Fé, localizado na zona da mata da Paraíba, de núcleo de poder econômico a pólo de miséria, com o apagar definitivo de suas fornalhas."Fogo morto" é a expressão utilizada no Nordeste para denunciar a inatividade de um engenho. A forma como José Lins conta esse processo ultrapassa a mera classificação geralmente dada ao livro de romance regionalista e o insere na tradição brasileira, que inclui &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u81.jhtm"&gt;"O Cortiço"&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u694.jhtm"&gt;Aluísio de Azevedo&lt;/a&gt;, como narrativa que toma como protagonista não um personagem isolado, mas um local, no caso, o engenho decadente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Estilo do autor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Marcado por frases curtas, pela espontaneidade e oralidade, próprias do cotidiano, o estilo do autor já se faz presente em "Menino de Engenho", seu primeiro romance, de 1932, que lhe rendeu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Esse livro já integra o seu ciclo da cana-de-açúcar, completado ainda por "Doidinho" (1933), "Bangüê" (1934), "O Moleque Ricardo" (1935), "Usina" (1936) e o próprio "Fogo Morto" (1943).O último romance dessa saga nordestina é dividido em três partes: "Mestre José Amaro", "O Engenho de Seu Lula" e "Capitão Vitorino Carneiro da Cunha". A primeira trata especificamente do seleiro homônimo. Cada vez mais ensimesmado e agressivo, é abandonado pela esposa, vê a filha enlouquecer e perde o emprego com a progressiva crise econômica. Solitário, suicida-se.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Engenho em declínio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A segunda focaliza o próprio Engenho Santa Fé. Inicialmente, há a prosperidade levada adiante pelo fundador, o capitão Tomás Cabral de Melo. Já o seu genro, Luís César de Holanda Chacon, o Seu Lula, mais aristocrático, religioso e extremamente preconceituoso em relação aos negros, conduz o empreendimento ao declínio.O Capitão Vitorino é o centro das atenções na parte final. Compadre de mestre Amaro e ironizado até a segunda parte do livro, torna-se, no último terço, um Dom Quixote do sertão nordestino, com todo um discurso em prol da justiça e da igualdade social, que desafia o poder dos latifundiários. Sonhava então em atingir o poder político e, mesmo sem possibilidades concretas de tornar esse desejo realidade, imagina-se em postos de comando, escolhendo assessores e recebendo aclamações da população.Temos assim, a narrativa de três fracassos: o seleiro que dá fim à sua existência isolado, o engenho cujo fogo não é mais acesso e o sonhador que vive mergulhado em suas fantasias de atingir uma posição social que está, na prática, bem distante dele. Essas derrotas são narradas com vigor por um escritor que, como mostrou seu discurso de posse na ABL, nunca se preocupou em agradar ao poder, seja na esfera literária, econômica ou política.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil). Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Atividade sugerida: faça o fichamento destas poucas linhas, pesquise sobre o assunto, clique nos &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; etc. Seja pró-ativo, você só tem a ganhar com isto!  Boa leitura! ;-) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-8258737925928784131?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/8258737925928784131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=8258737925928784131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8258737925928784131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/8258737925928784131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/jos-lins-do-rego-e-o-ciclo-da-cana-de.html' title='José Lins do Rego e o ciclo da cana-de-açúcar'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvawr5AWLhI/AAAAAAAAAA8/upW45GoN1pU/s72-c/engenho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4744358823192140455</id><published>2007-09-23T15:10:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T15:17:46.309-03:00</updated><title type='text'>2a Fase do Modernismo - A Prosa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Romance de 30: a estética do compromisso.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A prosa nua.  Graciliano Ramos e a análise psicológica e social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Angústia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O alagoano &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u109.jhtm"&gt;Graciliano Ramos&lt;/a&gt; (1892-1953) é autor de alguns dos principais romances da literatura brasileira, como "Vidas Secas" (1938). O marco inicial de sua carreira, porém está nos relatórios que redigiu quando era prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, entre 1928 e 1930. A forma de escrever, ao mesmo tempo concisa, crítica e irônica, despertou o interesse do editor carioca Augusto Schmidt, que o animou a publicar "Caetés" (1933), seu livro de estréia.Essa obra e as duas seguintes, "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936), podem ser consideradas uma trilogia marcada pelo fato de serem narradas em primeira pessoa, descrevendo estados de alma de seres em constante questionamento com eles mesmos e com o mundo. Em "Angústia", esse sentimento se faz presente da primeira até a última página de um texto que mostra o universo psicológico de Luís da Silva. Funcionário público, 35 anos, trabalhando na Diretoria do Tesouro, em Maceió, Estado de Alagoas, ele escreve também artigos sob encomenda para jornais com o objetivo de aumentar a renda. Além disso, vê o noivado com a vizinha, Marina, terminar devido ao poder econômico do gordo e risonho conquistador de mulheres Julião Tavares, um homem rico, sócio de uma empresa de secos e molhados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Angústia e violência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez mais desgostoso com a profissão e com a própria existência, Luís tem sua vida transformada com uma atitude extrema. Ao saber que a sua amada Marina, frívola e fútil, fora seduzida e abandonada, grávida, e que o concorrente já estava envolvido com outra mulher, começa a ter a idéia de assassiná-lo - e concretiza a ação por meio de estrangulamento com uma corda, que ganhara de um mendigo que periodicamente lhe pedia comida. Em seguida, o coloca pendurado no galho de uma árvore para simular suicídio.Essa ação, descrita ao final do livro, é na verdade o fato motivador de toda a narrativa, pois a angústia do começo da obra, está fortemente relacionada ao ato violento que cometeu, no qual se liberta não só do rival afetivo, mas das suas mais variadas frustrações em relação a si mesmo e ao mundo circundante.Como é característico de seus textos, Graciliano oferece um romance marcado por um protagonista dominado pelo pessimismo e negativismo. Suas análises psicológicas e sociais, acompanhadas sempre de um estilo despojado e seco, resultam em personagens ensimesmados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Miséria existencial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com pouco dinheiro, morando numa casa pobre de um bairro afastado, Silva tem um histórico de familiares que aprofundam a sua miséria existencial: o avô Trajano, latifundiário decadente e bêbado, e o pai Camilo Pereira da Silva, preguiçoso, mas leitor ávido. São indícios de uma vida sem sentido que vai carcomendo o narrador.Parágrafo a parágrafo, o protagonista é assombrado por esses e outros fantasmas de seu passado. Afunda-se num universo de faltas ao emprego, bebida, fumo e dívidas. A economia das palavras desnuda justamente um triste estar no mundo. Elas atravessam a alma do leitor como um punhal a mostrar um sofrimento marcado pela desilusão, pelo desgosto e pela frustração. O conflito interno do narrador e seu sentimento de miséria de estar no mundo caracterizam "Angústia" como um trabalho significativo dentro do universo de Graciliano Ramos, um prosador ímpar em seu exercício de mostrar a dor com o uso contido e exato da palavra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil). Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Atividade!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pesquise, leia a Biografia deste autor e depois, escolha e comente com suas palavras uma parte da principal obra dele.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A atividade deve ser entregue em mãos ou enviada por email para mim, ok? (&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:profa.lucilene.fonseca@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;profa.lucilene.fonseca@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;) Não esqueça da sua identificação: Nome completo, classe etc.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bons estudos!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4744358823192140455?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4744358823192140455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4744358823192140455&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4744358823192140455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4744358823192140455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/2a-fase-do-modernismo-prosa.html' title='2a Fase do Modernismo - A Prosa'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4950320016380997571</id><published>2007-09-23T15:06:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T23:29:49.578-03:00</updated><title type='text'>Modernismo Português- Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvx_aJAWMAI/AAAAAAAAAFQ/BFM4UQ5SQIM/s1600-h/As%2520id%25E9ias%2520-%2520OESP%2520-%25209jan2007%2520-%2520pB9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115103363856740354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvx_aJAWMAI/AAAAAAAAAFQ/BFM4UQ5SQIM/s320/As%2520id%25E9ias%2520-%2520OESP%2520-%25209jan2007%2520-%2520pB9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=i-_pgqvmKrw"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4950320016380997571?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=i-_pgqvmKrw' title='Modernismo Português- Fernando Pessoa'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4950320016380997571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4950320016380997571&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4950320016380997571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4950320016380997571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/modernismo.html' title='Modernismo Português- Fernando Pessoa'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rvx_aJAWMAI/AAAAAAAAAFQ/BFM4UQ5SQIM/s72-c/As%2520id%25E9ias%2520-%2520OESP%2520-%25209jan2007%2520-%2520pB9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5537823885706201544</id><published>2007-09-23T14:31:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T16:21:08.015-03:00</updated><title type='text'>Teoria literária: o romance</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva4QJAWLiI/AAAAAAAAABM/MkEhN1ZcrSE/s1600-h/revfranc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113477014360567330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva4QJAWLiI/AAAAAAAAABM/MkEhN1ZcrSE/s320/revfranc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A revolução francesa, segundo o pintor Delacroix&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Romantismo e o surgimento do gênero romance&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gerado sob o impacto das Revoluções Industrial e Francesa, de fins do século 18, o Romantismo surgiu no início do século 19, na Alemanha, França e Inglaterra, num momento histórico em que as classes sociais, como as conhecemos hoje, se definiam. Na ocasião, a sociedade se reorganizava e as classes sociais criavam ou redefiniam suas visões da existência e do mundo.Das classes sociais desse período, a nobreza e a pequena burguesia são as classes que vão atuar essencialmente no movimento romântico. Assim, o Romantismo expressa, nas palavras de Karl Mannheim, os sentimentos dos descontentes com a nova ordem socioeconômica, isto é, com o capitalismo industrial.Recém-afastada do poder pelas Revoluções, a nobreza só podia amargar uma nostalgia do Antigo regime. Ao contrário, a pequena burguesia expressava espanto e insegurança, vendo barrados pela grande burguesia, pelos verdadeiros capitalistas, seus projetos de ascensão social, desenvolvidos durante a luta contra a nobreza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Insatisfeitos e inconformados&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em comum, essas duas classes sociais têm a insatisfação e o inconformismo com a realidade, o que permite compreender muitos traços subjacentes ao movimento romântico. É o caso do escapismo ou evasionismo, a necessidade de escapar ao mundo objetivo, à sociedade, ao tempo presente, em busca de refúgio no mundo subjetivo, no indivíduo, no tempo passado.A visão de mundo que privilegia o sujeito ou o subjetivismo, elemento essencial ao pensamento romântico, é uma manifestação de amor à liberdade do próprio Romantismo, na medida em que constitui uma afirmação dos valores individuais em oposição às normas sociais. É também uma forma de oposição aos valores neoclássicos dos séculos anteriores, cujo racionalismo artístico passou a ser desprezado em favor de um emocionalismo e de um misticismo (este último, por sua vez, ostenta a religião cristã em oposição à mitolologia clássica, que tinha sido revalorizada durante século 18).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nacionalismo e inovação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto ao subjetivismo, merece ênfase a supervalorização do indivíduo, que tem como contrapartida um certo desprezo pela sociedade. Entretanto, uma idéia de coletividade pode inspirar o Romantismo e ser por ele valorizada: a da união compacta de todos os indivíduos, a da grande coletividade superior às divisões sociais, isto é, a idéia de Pátria, de Nação. Assim, sem trombar com o individualismo, o nacionalismo será outra característica essencial do movimento romântico. Entranhados nesses fatores de fundo ou conteúdo, vamos encontrar os elementos formais do Romantismo que, devido à liberdade inerente ao subjetivismo, contrapõem-se à contenção formal do Classicismo do século 18. Desse modo, os gêneros tradicionais da literatura passaram a ser questionados e substituídos pela liberdade inventiva e criativa da escola romântica.No teatro, tornam-se vagos os limites entre a tragédia e a comédia, que se mesclam para originar o drama. Na poesia, formas fixas como o soneto e a ode cedem lugar a composições mais livres, como a balada e a canção e a imensa maioria dos poemas sem forma definida. Finalmente, na prosa, a epopéia entrega o bastão ao romance (particularmente ao romance histórico), gênero cujas origens são polêmicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amores e aventuras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer modo, é ponto pacífico que a forma romance se propaga e consolida no século 19, tendo se tornado o grande veículo de difusão de idéias, sentimentos e emoções, e inclusive crítica social da época. Dando vazão ao registro dos costumes, à ficção histórica, à narrativa de amores e de aventuras, o romance foi a forma que melhor se adaptou às necessidades expressivas dos autores daquela época. Da mesma maneira, foi a que melhor serviu ao entretenimento do público leitor de então. Nos centros urbanos, que conheciam um período de franca expansão com a implantação da indústria e dos serviços, a classe média crescia e se consolidava, descobrindo na leitura uma acessível forma de lazer (hoje encontrado na televisão). Assim, eram os jovens e as mulheres das cidades, com alguns recursos e instrução, que compunham basicamente o público leitor de romances, onde encontravam, em forma narrativa, uma projeção de suas próprias emoções, expectativas, busca de amor e felicidade, e ainda identificava suas desilusões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O papel da mídia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, o desenvolvimento do jornalismo no século XIX, com o surgimento de jornais e revistas regulares (diários e semanários) gerou um suporte material que, além de barato e de fácil acesso ao público em geral, se revelou intrinsecamente propício ao romance. Afinal, por apresentar uma narrativa longa, o romance se subdivide em unidades menores, os capítulos.Assim, o romance romântico do século XIX era publicado, capítulo por capítulo, numa parte dos jornais, no chamado folhetim, espaço cuja função era amenizar o peso e a gravidade das leituras políticas, econômicas, do noticiário em geral, caracterizando-se pela diversão e o entretenimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;» &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u13.jhtm"&gt;Continua no próximo capítulo...&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5537823885706201544?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5537823885706201544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5537823885706201544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5537823885706201544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5537823885706201544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/teoria-literria-o-romance.html' title='Teoria literária: o romance'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva4QJAWLiI/AAAAAAAAABM/MkEhN1ZcrSE/s72-c/revfranc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3235418725820818927</id><published>2007-09-23T14:30:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T16:20:08.362-03:00</updated><title type='text'>Continuação da » Teoria literária: o romance</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Teoria literária: o romance&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113479823269178930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva6zpAWLjI/AAAAAAAAABU/wyYFZVEeUJM/s320/rocambole4.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Capa de uma das edições do Rocambole&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Nos primeiros momentos, aliás, os termos folhetim e romance chegaram a se identificar, eram praticamente sinônimos. Ao longo do século, esses conceitos viriam a conhecer a separação, passando o romance a designar a narrativa de maior complexidade na forma e no conteúdo. Quanto ao folhetim, tornou-se o nome das narrativas cuja essência consiste no enredo passional, de muitas peripécias para entreter o leitor.Para se ter uma idéia do que é um folhetim do século passado, o exemplo mais célebre são "As aventuras de Rocambole", do jornalista francês Ponson du Terrail. Sua trama é tão enrolada, tumultuada, que chegou a originar o adjetivo "rocambolesco", cujo significado é: "Que lembra a personagem Rocambole ou suas aventuras extraordinárias; cheio de peripécias; enredado, complicado, acidentado".De fato, em "As aventuras de Rocambole" o que conta é a peripécia, a aventura, é a grande dose de emoção que a história pode oferecer ao leitor. Ponson du Terrail não demonstra uma grande preocupação com a verossimilhança. Basta contar que, no primeiro capítulo desse folhetim, uma personagem secundária - soldado do exército de Napoleão - recebe um tiro na cabeça e morre. Entretanto, passados algumas dezenas de capítulos, a mesma personagem reaparece viva (segundo Terrail, porque uma medalha religiosa que o soldado conservava no interior do chapéu teria impedido que a bala lhe causasse um mal maior do que um "desmaio").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Além de extravagâncias&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas deixando de lado as extravagâncias do folhetim , convém agora apresentar uma definição do que - por consenso - se entende por romance nos estudos literários, embora deixando de lado os aspectos controversos que existem entre as diversas tendências críticas e historiográficas acerca do assunto.Para começar, uma consulta ao "Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa", cujo verbete romance apresenta a seguinte definição, no âmbito literário: "Descrição longa das ações e sentimentos de personagens fictícios, numa transposição da vida para um plano artístico". Conforme remissão do próprio Dicionário, o romance diferencia-se de outro gênero narrativo em prosa, que é historicamente anterior, a novela, como "narração usualmente curta, ordenada e completa de fatos humanos fictícios, mas verossímeis". Se continuarmos nossa pesquisa numa obra referencial de caráter mais específico, como o "Dicionário de Literatura Portuguesa e Brasileira", dirigido por Jacinto Prado Coelho, confirmaremos que a maior extensão do romance em relação à novela é com freqüência o elemento de distinção entre os gêneros:"No conceito mais generalizado, o romance distingue-se da novela apenas pela maior extensão".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, o verbete acrescenta em seguida:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"[...] mas há também teóricos da literatura que delimitam os gêneros por traços qualitativos, estruturais, nomeadamente os seguintes: enquanto na novela predomina o evento, a história linearmente contada, no romance avulta uma atmosfera psico-social; o romance configura um mundo de personagens mais denso e complexo, aproxima-nos do acontecer cotidiano, e daí um ritmo temporal mais lento".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Personagens complexos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma atmosfera psico-social, um mundo de personagens mais denso e complexo, uma aproximação do acontecer cotidiano... A fusão desses elementos num conceito único - o conceito de romance - talvez se torne ainda mais amplo e claro para o leitor atual, pelo acompanhamento do episódio que consagra a origem do próprio romance, na Inglaterra do século 19.Por volta de 1730, no subúrbio londrino de Hammersmith, o impressor Samuel Richardson, muito preocupado com os sentimentos femininos, atuava como intermediário de suas vizinhas, auxiliando-as em suas relações pessoais. Escrevia para elas as cartas com que se correspondiam com seus namorados e candidatos ao "encargo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Modelos de cartas de amor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pouco depois, Richardson resolveu ganhar dinheiro com seu hobby, escrevendo um livro de modelos de cartas, que imprimiu e vendeu, com grandes lucros. Apresentando cartas para as mais variadas espécies de remetentes e destinatários, sobre as mais diversas situações, o manual de Richardson certamente revelou-se útil a sua comunidade.Por exemplo, seguindo o modelo de no 138 - cujo título é "Carta de um pai a uma filha que está a servir, tendo sabido que o patrão atenta contra a virtude dela" -, um pai preocupado pode dar à filha conselhos explícitos e incisivos, além de bem pensados e elegantemente expressos. Basta simplesmente copiar o texto do livro com o próprio punho e assiná-lo.&lt;br /&gt;O modelo em questão, a carta no 138, não foi escolhido por acaso. Ele é particularmente célebre. Para escrevê-lo, Richardson baseou-se num caso verdadeiro, em que uma criada resistiu ao assédio sexual de um jovem patrão. A partir dessa história, o impressor londrino desenvolveu um novo projeto, relatado pelo professor Richard Freedman num ensaio sobre o gênero romance:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Samuel Richardson&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva74JAWLkI/AAAAAAAAABc/QokmFcprLOw/s1600-h/richardson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113481000090218050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva74JAWLkI/AAAAAAAAABc/QokmFcprLOw/s320/richardson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O romance inglês&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"[Richardson] lembrou-se de que a história da rapariga podia ser contada numa série de cartas - por exemplo, entre a jovem e os pais, preocupados e morando a milhas de distância - e de que o livro em questão seria ao mesmo tempo interessante e instrutivo, não só para as raparigas novas, mas para toda gente que tivesse problemas de amor e de moral. Em três meses a história de "Pámela" estava escrita e tinha nascido o romance inglês."Resumindo, ao escrever o livro "Pámela", Richardson empregava pela primeira vez os traços que viriam a ser característicos do gênero: história ambientada na Inglaterra de sua época, atmosfera psico-social, um mundo de personagens complexos... Em outra passagem pouco posterior a essa, reiterando o pioneirismo de Richardson, Freedman descreve ainda mais claramente os traços característicos do texto que inaugura o gênero que se vai chamar de romance:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O espelho proverbial da natureza&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Richardson baseou a sua ficção [...] na realidade profundamente sentida da sua época e nas virtudes da classe média [...]. Procedendo assim, permitiu que o romance fosse o espelho proverbial da natureza - a verdadeira natureza humana - em vez de mera fantasia sobre uma terra que nunca existiu, cheia de fidalgos e fidalgas, ninfas e pastores, restos de um passado nebuloso e verdadeiramente inacreditável. Talvez fosse ele o primeiro a ver que a imaginação podia ser aplicada à vida contemporânea, que os incidentes podiam ser inventados sem parecerem irreais". Descendente aprimorado do projeto de Richardson, o romance do século 19 vai se constituir no retrato de personagens aparentemente extraídas da vida real, que transitam num ambiente urbano (semelhante àquele em que o leitor vive), onde se desenvolvem as ações que compõem sua vida, ditadas por seus interesses, necessidades e paixões individuais. No começo, vai se desenvolver especialmente na Inglaterra e na França, mas daí passará a outros países da Europa e da América, chegando também ao Brasil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3235418725820818927?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3235418725820818927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3235418725820818927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3235418725820818927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3235418725820818927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/continuao-da-teoria-literria-o-romance.html' title='Continuação da » Teoria literária: o romance'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/Rva6zpAWLjI/AAAAAAAAABU/wyYFZVEeUJM/s72-c/rocambole4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-2118654447984001622</id><published>2007-09-23T14:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T15:01:53.301-03:00</updated><title type='text'>Cláudio Manuel da Costa - Nosso poeta neoclássico mais completo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Contemporâneo de Tomás Antônio Gonzaga, em seus tempos de magistrado em Vila Rica (hoje Ouro Preto), Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) era respeitado e ouvido por todos, em razão do seu incrível talento de poeta e de sua sensibilidade. Mineiro de Mariana, este admirador de Pombal estudou no colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro e fez Direito em Coimbra. Em Vila Rica dedicou-se à advocacia e às terras deixadas por sua família. Foi um dos acusados pela Inconfidência Mineira. Preso e interrogado, acabou, em meio ao pânico, por revelar alguns nomes, o que provocou a prisão e o degredo de alguns de seus amigos. O fato deixou o poeta neoclássico deprimido, levando-o ao suicídio no cárcere.Críticas a ele mesmoAinda em Coimbra, entre os anos de 1751-1753, escreveu: "Munúsculo Métrico", romance heróico, "Epicédio em Memória de Frei Gaspar da Encarnação", "Labirinto de Amor", "Culto ao Métrico" e "Números Harmônicos", mas são todas obras menores, criticadas, inclusive, pelo próprio poeta devido ao excesso de metáforas, no "Prólogo ao Leitor", de sua mais importante composição: "Obras" (1768).Escreveu ainda, a poesia narrativa "Fábula ao Ribeirão do Carmo" e o poema épico "Vila Rica". Mesmo seguindo as regras do arcadismo, são obras de pouca qualidade em relação aos poemas bucólicos. Há ainda a peça musical "O Parnaso Obsequioso" e também algumas traduções da obra do árcade italiano Metastasio.Glauceste SatúrnioO poeta árcade usava o pseudônimo de Glauceste Satúrnio e, em seus poemas bucólicos: sonetos, cantatas, romances e écoglas, que compõem "Obras". Várias são as pastoras a quem o eu lírico se refere, sem, no entanto, jamais alcançá-las. Com uma cultura humanística evidente, escrevia ao estilo petrarquiano, ou seja, por meio de fórmulas de composição que se valem de organizações sistemáticas de frases e ritmos, sempre tendo a natureza como testemunha ou aliada. Sua poesia é rica e elegante, sem banalidades e ostentações. É considerado o nosso poeta neoclássico mais completo, pois ainda que nem sempre tenha realizado a melhor poesia, tinha clareza de como deveria ser feita, como revela no Prólogo já citado: "É infelicidade que haja de confessar que vejo e aprovo o melhor, mas sigo o contrário na execução". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Vilani Maria de Pádua é doutoranda em Teoria Literária/USP e mestre em Literatura Brasileira/USP. Especial para Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Atividade: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u43.jhtm"&gt;Cláudio Manuel da Costa&lt;/a&gt; (1729-1789).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Pesquise, leia a Biografia e d&lt;/span&gt;epois, escolha e comente com suas palavras uma parte da principal obra deste autor. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Envie por email esta atividade para mim, ok? (&lt;a href="mailto:profa.lucilene.fonseca@gmail.com"&gt;profa.lucilene.fonseca@gmail.com&lt;/a&gt;) Não esqueça da sua identificação: Nome completo, classe etc.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Bons estudos!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-2118654447984001622?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/2118654447984001622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=2118654447984001622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2118654447984001622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/2118654447984001622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/cludio-manuel-da-costa-nosso-poeta.html' title='Cláudio Manuel da Costa - Nosso poeta neoclássico mais completo'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1666523209984997489</id><published>2007-09-23T14:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T14:54:37.822-03:00</updated><title type='text'>Basílio da Gama - "O Uraguai": uma epopéia brasileira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Basílio da Gama (1741-1795) não foi um poeta de muitas obras. Suas principais produções foram: "Epitalâmio às Núpcias da Senhora Dona Maria Amália" (1769); "A Declamação Trágica" (1772); "Quitúbia" (1791), mas nenhuma tem a fama secular de "O Uraguai" (1769). O poeta árcade mineiro ficou conhecido quando escreveu o epitalâmio para a filha do marquês de Pombal, como forma de se livrar do degredo em Angola, determinado pela Inquisição, por suspeita de jesuitismo. Esse fato foi determinante para tudo que produziria depois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Novos esquemas épicos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em "O Uraguai", Basílio da Gama, com grande talento, reverteu o esquema épico tradicional: inicia em ex abrupto, ou seja, em plena ação; eliminou a mitologia, comum nos épicos; harmonizou a paisagem à ação; além de tratar os indígenas como matéria poética, e não apenas informativa ou exótica. Utilizou os versos da tradição épica neolatina, o decassílabo, sem estrofação fixa, com o qual produziu efeitos sonoros e imagéticos, intensificando os significados e dando agilidade à leitura.A reversão do esquema épico não nos impede de perceber as principais partes da epopéia tradicional: proposição, invocação, dedicatória, narrativa e epílogo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Louvor à política de Pombal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poema, além de contar a expedição do Governador do Rio de Janeiro às Missões Jesuíticas do Sul da América Latina (os Sete Povos do Uruguai), é também um canto de louvor à política de perseguição do Marquês de Pombal, aos missionários. Tem dedicatória ao Ministro da Marinha, Mendonça Furtado, irmão de Pombal, que trabalhou na demarcação dos limites setentrionais entre Brasil e América Espanhola, cumprindo o Tratado de Madri (1750), que corrigia a demarcação entre as Américas espanhola e portuguesa, firmada em Tordesilhas.São exatamente esses litígios de fronteiras, somados ao heroísmo dos índios e a crítica à Companhia de Jesus que dão o tom de "O Uraguai". Basílio não mediu esforços para demonstrar sua gratidão ao Marquês de Pombal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Heróis e vilões&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Veja-se um pequeno fragmento da capacidade do poeta:"Tem por despojos cabeludas pelesDe ensangüentados e famintos lobose fingidas raposas".Estes versos vêm logo após os que chamam Pombal de "Gênio de Alcides", numa analogia com o descendente de Alceu, que vem a ser Hércules, o grande herói da mitologia grega. E logo a seguir, no fragmento transcrito acima, diz quais são os restos de guerra destinados ao herói: as peles das raposas e dos lobos, ou seja, dos jesuítas. As principais personagens de "O Uraguai" são: o padre Balda, o vilão, jesuíta devidamente caricaturado, que tem um filho, Baldeta; a heroína Lindóia; o português Gomes Freire de Andrade e os indígenas Sepé, Cacambo e Tatu-Guaçu. Esse poema levou Basílio da Gama a ser membro da Academia Real das Ciências de Lisboa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Vilani Maria de Pádua é doutoranda em Teoria Literária/USP e mestre em Literatura Brasileira pela mesma Universidade. Especial para Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Atividade:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Escolha um dos ítens abaixo, pesquise, faça um fichamento e o envie/traga para mim:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;»&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u594.jhtm"&gt;Biografia&lt;/a&gt; de Basilio da Gama (1741-1795), escolha e comente com suas palavras uma parte da sua principal obra.&lt;br /&gt;»&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u23.jhtm"&gt;Arcadismo no Brasil&lt;/a&gt; (vide neste Blog)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1666523209984997489?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1666523209984997489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1666523209984997489&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1666523209984997489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1666523209984997489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/baslio-da-gama-o-uraguai-uma-epopia.html' title='Basílio da Gama - &quot;O Uraguai&quot;: uma epopéia brasileira'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-7952426647925890820</id><published>2007-09-23T14:21:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T14:49:00.877-03:00</updated><title type='text'>Arcadismo no Brasil - Poetas mineiros se transformam em pastores da Grécia antiga</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Marco inicial:&lt;/strong&gt; Publicação das Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa e fundação da Arcádia Ultramarina, movimento poético-literário que dá início ao Arcadismo, em 1768.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marco final:&lt;/strong&gt; Publicação do livro de poemas Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, em 1836.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contexto histórico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Arcadismo no Brasil desenvolveu-se concomitantemente ao chamado ciclo do ouro, em Minas Gerais e teve em Vila Rica (atual Ouro Preto) seu principal centro de difusão. Alguns de seus integrantes estiveram ligados à &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/fundamental/historia/brasil/ult1689u7.jhtm"&gt;Inconfiência Mineira&lt;/a&gt;, principal evento político do século 18 no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contexto Cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A riqueza gerada pela mineração criou tardiamente obras arquitetônicas, esculturas e pinturas no &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u32.jhtm"&gt;estilo barroco&lt;/a&gt;, como se pode ver ainda hoje nas cidades históricas daquele estado. No âmbito das idéias e da literatura, porém, já sopravam os ventos do iluminismo ou ilustração. O iluminismo, que valorizava a razão, significava uma ruptura com o barroco, marcadamente religioso. Nesse sentido, resgatava os ideais do classicismo, inaugurando um neoclassicismo, sob a inspiração da civilização greco-romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características do estilo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Entre as características que se destacam nas obras árcades brasileira, uma é a valorização da natureza – que reflete o primeiro desencanto da humanidade com a civilização urbana. Elementos como os campos, rios, vales e flores têm presença constante nas obras desse período. Por esta razão, era comum aos poetas árcades, ficcionalmente, assumirem o papel de pastores da Arcádia – uma região da Grécia antiga. Nos poemas, marcadamente líricos, expressavam o amor por suas pastoras. Finalmente, marcam o estilo dos autores árcades a simplicidade da vida bucólica, versos simples, que propiciassem a integração da poesia com a música e se contrapusessem ao estilo rebuscado do barroco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Principais autores&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u43.jhtm"&gt;Cláudio Manuel da Costa&lt;/a&gt; (1729-1789)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u44.jhtm"&gt;Tomás Antônio Gonzaga&lt;/a&gt; (1744-1810)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u45.jhtm"&gt;Basílio da Gama&lt;/a&gt; (1741-1795)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rosemeire de Oliveira é professora de língua portuguesa, inglesa e literatura.&lt;br /&gt;Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Atividade programada:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Escolha um dos principais autores citados acima e traga/envie para mim um fichamento de sua Biografia com uma parte de sua principal obra. Comente, com suas palavras, o trecho escolhido (suas impressões).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-7952426647925890820?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/7952426647925890820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=7952426647925890820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7952426647925890820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/7952426647925890820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/arcadismo-no-brasil-poetas-mineiros-se.html' title='Arcadismo no Brasil - Poetas mineiros se transformam em pastores da Grécia antiga'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5026061525473724482</id><published>2007-09-23T13:59:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T15:03:59.901-03:00</updated><title type='text'>Barroco a céu aberto - Escola artística dos séculos 17 e 18 vive em Salvador</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Escola artística dos séculos 17 e 18, o barroco ainda está vivo em Salvador. Concebida com o espírito do movimento, que é contemporâneo da Contra-Reforma da Igreja Católica, a cidade é hoje um museu a céu aberto. A melhor maneira para travar contato com esse clima e identificar as características de composição dos espaços urbanos e o volume da arquitetura barroca é caminhar pela capital baiana. Segundo a arquiteta e historiadora Socorro Targino Martinez, Salvador foi planejada, a partir do século 18, "como um anfiteatro barroco". Antes de entrar nas igrejas e conhecer os museus, "o importante é se perder e descobrir a essência da cidade", recomenda Martinez. O visitante pode começar pelo forte de Santo Antonio da Barra, rumo ao norte, até chegar ao Pelourinho —tombado Patrimônio Histórico da Humanidade, onde há mais de 800 casarões dos séculos 17 e 18. Durante o passeio, pode-se perceber como as casas são propositalmente iguais, com a igreja no final da rua, como ponto de fuga da paisagem. E as casas são sempre baixas, justamente para permitir ao morador contemplar as igrejas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vista geral do Pelourinho, em Salvador (BA), Rogério Canella/Folha Imagem. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvachJAWLgI/AAAAAAAAAA0/w53snCsuVcM/s1600-h/sps4_27.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvachJAWLgI/AAAAAAAAAA0/w53snCsuVcM/s1600-h/sps4_27.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113446520092765698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvachJAWLgI/AAAAAAAAAA0/w53snCsuVcM/s320/sps4_27.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvachJAWLgI/AAAAAAAAAA0/w53snCsuVcM/s1600-h/sps4_27.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa posição estratégica da igreja fazia parte do projeto de colonização e conversão de negros e índios em católicos. As procissões, a localização das igrejas e os elementos barrocos buscavam fortalecer o domínio católico na colônia. "Não há como fugir da presença de Deus", afirma a arquiteta. Foram as ordens religiosas —jesuítas, beneditinos, carmelitas e franciscanos— que trouxeram o barroco para o Brasil. Na Bahia, imperou o barroco das igrejas douradas, como se fossem cavernas de puro ouro. "Ele é conhecido como monumental", afirma Maria Izabel Branco Ribeiro, diretora do Museu de Arte Brasileira da Faap. Mas essa riqueza não foi vista com bons olhos por gerações posteriores. "Até o século 19, o barroco foi considerado um estilo de mau gosto."Mau gosto ou não, o melhor exemplo do movimento está na Igreja e Convento de São Francisco, que tem seu interior completamente forrado com folhas do metal precioso e carrega a marca de ser uma das igrejas mais ricas do país. Quem pretende entender a ordem cronológica e as variações do barroco tem de visitar a catedral Basílica, do século 17. Nela, pode-se encontrar dois altares do movimento antecessor, o maneirismo, alguns exemplos de um barroco "acanhado" e ainda sua última fase, com interferências do rococó.Uma sugestão do arquiteto Francisco Senna, presidente da Fundação Gregório de Mattos, é a igreja da Ordem Terceira de São Francisco, que guarda a maior coleção de azulejos fora de Portugal. Segundo o arquiteto, a coletânea "retrata detalhes da vida em Lisboa que foram completamente destruídos com o terremoto de 1755". O conjunto acabou de passar por uma restauração e foi reaberto para visitação.Senna explica que essa edificação tem ainda outra raridade. "É o único exemplo de fachada em pedra lavada do barroco espanhol no Brasil." Realizada pelo mestre Gabriel Ribeiro, levou de 1708 a 1748 para ser construída. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Livros:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- "Bahia, Signos da Fé", Socorro Targino Martinez, Fundação Casa de Jorge Amado, 239 págs. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- "História Geral da Arte no Brasil", de Walter Zanini, Instituto Walter Moreira Sales, 2 vols., esgotado &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- "O Lúdico e as Projeções do Mundo Barroco", de Afonso Ávila, Perspectiva, 2 vols.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na internet:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Secretaria de Turismo da Bahia: &lt;a href="http://www.sct.ba.gov.br/" target="_blank"&gt;http://www.sct.ba.gov.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Museu de Arte Sacra: &lt;a href="http://www.museuabelardorodrigues.ba.gov.br/" target="_blank"&gt;http://www.museuabelardorodrigues.ba.gov.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Fundação Gregório de Mattos: &lt;a href="http://www.pms.ba.gov.br/fgm" target="_blank"&gt;www.pms.ba.gov.br/fgm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Barroco na Bahia: &lt;a href="http://www.barroconabahia.cjb.net/" target="_blank"&gt;http://www.barroconabahia.cjb.net/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Leia mais:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-Introdução: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u165.shtml"&gt;Viagem sem fim&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u167.shtml"&gt;Aventuras de um Nobel&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u166.shtml"&gt;Viajando na escola&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-Pré-História: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u168.shtml"&gt;O Nordeste remoto pintado nas rochas&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u169.shtml"&gt;Historinha primitiva&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u170.shtml"&gt;Sítios arqueológicos do Nordeste: o que visitar e quando&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u171.shtml"&gt;É ali na esquina&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u172.shtml"&gt;Etiqueta de Indiana Jones&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-Sul das Missões: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u173.shtml"&gt;Sul de muitas colonizações&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u174.shtml"&gt;Caminhos do Sul&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u193.shtml"&gt;Caminhadas pelas Missões&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-Rio da Monarquia: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u175.shtml"&gt;Cheia de histórias mil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-Ciclo do Ouro: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u176.shtml"&gt;O caminho da riqueza&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u177.shtml"&gt;Poesias Gerais&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-Barroco Baiano: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u178.shtml"&gt;Barroco a céu aberto&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u179.shtml"&gt;Bahia com H&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u180.shtml"&gt;Sátira e religião marcam literatura baiana&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u181.shtml"&gt;Entenda o barroco&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u182.shtml"&gt;Leia soneto de Gregório de Mattos sobre Salvador&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;-São Paulo na História: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u183.shtml"&gt;São Paulo, da colônia ao caos&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u184.shtml"&gt;A primeira estrada pavimentada do Brasil&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;29/10/2002 - 03h14. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;ANA LÚCIA ARAÚJO, free-lance para a Folha de S.Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5026061525473724482?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u178.shtml' title='Barroco a céu aberto - Escola artística dos séculos 17 e 18 vive em Salvador'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5026061525473724482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5026061525473724482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5026061525473724482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5026061525473724482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/barroco-cu-aberto-escola-artstica-dos.html' title='Barroco a céu aberto - Escola artística dos séculos 17 e 18 vive em Salvador'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RvachJAWLgI/AAAAAAAAAA0/w53snCsuVcM/s72-c/sps4_27.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-1564453972949071841</id><published>2007-09-23T13:37:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T13:55:13.460-03:00</updated><title type='text'>Barroco no Brasil</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O essencial sobre essa escola literária&lt;/strong&gt; (Da Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marco inicial:&lt;/strong&gt; Publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira, em 1601.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marco final:&lt;/strong&gt; Publicação das Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa e fundação da Arcádia Ultramarina, movimento poético-literário que dá início ao Arcadismo, em 1768&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contexto histórico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Barroco brasileiro ocorre tardiamente, entre os séculos 17 e 18. Segue os modelos ibéricos e há grande influência espanhola, pois o Barroco começou em Portugal durante a &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/historia/brasil/ult1702u46.jhtm"&gt;União Ibérica&lt;/a&gt;. Sofre também forte influência da &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/historia/geral/ult1704u78.jhtm"&gt;Contra-Reforma&lt;/a&gt;, movimento com que a Igreja católica buscou restaurar o poder político e social que perdeu durante o Renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contexto cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Barroco é fundamentalmente uma expressão do conflito entre o &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/historia/geral/ult1704u71.jhtm"&gt;humanismo renascentista&lt;/a&gt; e a tentativa de restauração de uma religiosidade "medieval", entre a razão e a fé, entre o material e o espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características do estilo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1) A evasão ao conflito existencial enunciado no item anterior foi buscada através de uma valorização exagerada da forma, que resultou numa literatura marcada pelo rebuscamento da linguagem, sobrecarregando o texto com figuras de estilo, como a metáfora, a alegoria, a hipérbole e a antítese.&lt;br /&gt;2) A arte é identificada com a engenhosidade do artista que pode se dar no nível da forma (cultismo) ou do conteúdo (conceptismo)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Principais autores&lt;br /&gt;Poesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u42.jhtm"&gt;Gregório de Matos&lt;/a&gt; (1623-1696)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u41.jhtm"&gt;Padre Antonio Vieira&lt;/a&gt; (1608-1697)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-1564453972949071841?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/portugues/ult1706u32.jhtm' title='Barroco no Brasil'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/1564453972949071841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=1564453972949071841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1564453972949071841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/1564453972949071841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/barroco-no-brasil.html' title='Barroco no Brasil'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4393070854916185469</id><published>2007-09-23T13:00:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:24:50.787-03:00</updated><title type='text'>Afinal, o que é literatura?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A palavra é a matéria prima da arte literária.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pergunta "o que é literatura?" não é nada fácil de responder. Para começar, ficamos em apuros se pensarmos que qualquer texto que nos cerca pode ser considerado literatura, desde cartazes com propagandas, legendas de filmes, palavras pichadas em muros, bulas de remédio, receitas de bolos, manuais de instrução, etc. Num certo sentido, tudo o que se pode ler é literatura. O que nos interessa aqui, porém, é o fenômeno da literatura enquanto uma atividade artística.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A disciplina Literatura que se estuda na escola trata dos textos produzidos por escritores de períodos diversos da história da humanidade. Homens e mulheres que criaram e continuam criando textos de ficção em prosa, repletos de ações, personagens, conflitos, ambientes e climas, ou ainda, poemas que elaboram a sonoridade e os múltiplos significados das palavras.Abordar este assunto é importante, na medida em que a literatura pode enriquecer sua vida, seja como simples entretenimento, seja como fonte de conhecimento e reflexão sobre valores e idéias. Porém, certos conceitos ou ferramentas teóricas são necessárias para que você, leitor, possa entender a linguagem literária, que também está tão presente no nosso cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, a literatura está o tempo todo a nossa volta, nas histórias contadas por nossos avós, nos livros, nas peças de teatro, novelas, filmes , jornais, ou mesmo na música, e na dança, entre outras formas de linguagem que os homens usam para se comunicar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O animal que fala&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por falar em comunicação, o sistema de comunicação que nos interessa basicamente para tratar de literatura é a escrita, essa linguagem simbólica que tem como material as letras e as palavras, que, ao serem combinadas, tornam-se textos. Não é por acaso, aliás, que a palavra do latim litteratura vem de outra palavra da mesma língua, littera, que significa letra, ou seja, o sinal gráfico que representa - por escrito - os sons da fala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes que a literatura existisse, ou melhor, antes que muitas das coisas que conhecemos hoje existissem, numa época muito remota, poderíamos encontrar nossos antepassados ali em suas cavernas, ou em meio às árvores das matas, comunicando-se entre si instintivamente, através de gestos ruídos como vários outros animais. No decorrer da Evolução, nossa espécie desenvolveu a capacidade de falar e, então, passou a nomear plantas, bichos, rios, vales e montanhas.Desse modo, acabou por se diferenciar dos outros animais. Essa diferença encontra-se, justamente, no fato de podermos representar o mundo que nos cerca, através de símbolos vocais: &lt;strong&gt;as palavras.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta linguagem das palavras - símbolos que representam sonoramente todas as coisas concretas do mundo, além dos nossos sentimentos e das situações abstratas da vida - estamos envolvidos desde que nascemos.As palavras e as coisasMilhares de anos depois do advento da palavra falada, característica que ajudou a definir a espécie humana, surgiu uma nova forma de comunicação entre os homens, baseada principalmente na representação gráfico-visual dos sons de nossa própria fala: a escrita, que tem seus primeiros registros no alfabeto fenício do século 12 a.C. De qualquer modo, falada ou escrita, o objetivo da palavra é mais ou menos o mesmo: dar nome às coisas, agilizar a comunicação entre os seres humanos e ajudá-los a pensar e a compreender o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os nomes e as coisas existe uma relação quase contínua. E o homem vive vinculado - ora de maneira mais próxima, ora mais distanciada - a estes dois mundos: o concreto de suas experiências com as coisas e o abstrato da sua linguagem simbólica. Contudo, é importante deixar bem claro que os nomes não são as coisas, mas que as coisas só existem para o pensamento do homem dentro da sua linguagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A força da expressão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ai, palavras, ai, palavras,que estranha potência, a vossa!"Cecília MeirelesAs palavras e as coisas parecem estar unidas, mas, ao mesmo tempo, parecem jamais poder se misturar. Se ficarmos atentos, podemos observar a força que a palavra tem de mexer com os nossos sentimentos e emoções.E não só na literatura, mas também na vida cotidiana. É como na conhecida lenda de Ali babá e os 40 ladrões, em que a frase "abre-te, Sézamo!" tem o poder de abrir a porta de uma caverna escondida nas entranhas da terra.No dia-a-dia, por exemplo, se ouvirmos a palavra câncer, ela pode evocar sensações como tristeza, repugnância, medo ou até pavor. Às vezes, de acordo com a situação em que nos encontramos, o simples fato de pronunciar o seu nome parece tornar concreta em nossa mente a realidade da doença nomeada.Pois bem, os escritores têm como material de trabalho a própria palavra, e utilizam seu poder de evocação e sugestão para construir mundos e universos possíveis ou prováveis, recriando assim a realidade em que tanto ele, escritor, quanto nós, leitores, estamos inseridos. Sua literatura comunica artisticamente, desde a Antigüidade, os sentimentos, as emoções, as sensações, as ações, as idéias e opiniões mais diversas do homem diante do mundo e de sua condição existencial.O escritor busca transcender ou concretizar, por meio da literatura, uma experiência da vida. Isso - basicamente - é literatura. Portanto, como escreveu Ezra Pound, poeta e crítico literário, &lt;strong&gt;"Literatura é linguagem carregada de significado".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Carla Caruso é escritora, pesquisadora e realiza projetos de capacitação de professores no Estado de São Paulo. Especial para a Página 3 Pedagogia &amp;amp; Comunicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATIVIDADE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para você pensar e responder:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você concorda com a afirmação de que a palavra tem o poder de evocar sentimentos e sensações? Por quê?&lt;br /&gt;Como você diria, resumidamente e com suas palavras, as afirmações que estão na última parte do texto ("A força da expressão")?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4393070854916185469?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4393070854916185469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4393070854916185469&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4393070854916185469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4393070854916185469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/09/afinal-o-que-literatura.html' title='Afinal, o que é literatura?'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5379699061874595671</id><published>2007-09-23T00:11:00.000-03:00</published><updated>2007-11-08T00:15:30.768-02:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10439" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=poemas-completos-de-alberto-caeiro-fernando-pessoa-22144"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=poemas-completos-de-alberto-caeiro-fernando-pessoa-22144" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/poemas-completos-de-alberto-caeiro-fernando-pessoa"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/poemas-completos-de-alberto-caeiro-fernando-pessoa"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTQ0ODc5MTEwNDYmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5379699061874595671?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5379699061874595671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5379699061874595671&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5379699061874595671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5379699061874595671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/11/fernando-pessoa.html' title='Fernando Pessoa'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-181625506763318086</id><published>2007-09-22T00:31:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:58:25.326-03:00</updated><title type='text'>O Navio Negreiro - Castro Alves</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RwMTR5AWMCI/AAAAAAAAAFg/6kB-IZl8mAM/s1600-h/NavioNegreiro.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116954799703994402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RwMTR5AWMCI/AAAAAAAAAFg/6kB-IZl8mAM/s320/NavioNegreiro.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ouça: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gDfaQuvfz78"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=gDfaQuvfz78&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-181625506763318086?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/181625506763318086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=181625506763318086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/181625506763318086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/181625506763318086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/o-navio-negreiro-castro-alves.html' title='O Navio Negreiro - Castro Alves'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1enHpBo7DQE/RwMTR5AWMCI/AAAAAAAAAFg/6kB-IZl8mAM/s72-c/NavioNegreiro.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-4831460479064543579</id><published>2007-09-21T11:18:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T11:46:45.715-02:00</updated><title type='text'>Camões</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Luís Vaz de Camões&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/clauheloisa/"&gt;clauheloisa&lt;/a&gt;, 3 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_78446" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=lus-vaz-de-cames3783"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=lus-vaz-de-cames3783" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Luís Vaz de Camões' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/clauheloisa/lus-vaz-de-cames"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/clauheloisa/lus-vaz-de-cames"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4NDAzNjM2MjUmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-4831460479064543579?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/4831460479064543579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=4831460479064543579&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4831460479064543579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/4831460479064543579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/cames.html' title='Camões'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3380127539770761475</id><published>2007-09-21T11:06:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T11:49:31.574-02:00</updated><title type='text'>Eça de Queiroz</title><content type='html'>&lt;h3&gt;A Cidade e as Serras - E�a de Queir�s&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10306" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=a-cidade-e-as-serras-7410"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=a-cidade-e-as-serras-7410" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'A Cidade e as Serras - E�a de Queir�s' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/a-cidade-e-as-serras"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/a-cidade-e-as-serras"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4Mzk2MjkxMDkmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3380127539770761475?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3380127539770761475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3380127539770761475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3380127539770761475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3380127539770761475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/ea-de-queiroz.html' title='Eça de Queiroz'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3479901341759441365</id><published>2007-09-20T11:14:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T11:50:48.673-02:00</updated><title type='text'>Trovadorismo</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Trovadorismo II Prosa&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/clauheloisa/"&gt;clauheloisa&lt;/a&gt;, 4 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_72888" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=trovadorismo-ii-prosa4372"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=trovadorismo-ii-prosa4372" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'Trovadorismo II Prosa' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/clauheloisa/trovadorismo-ii-prosa"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/clauheloisa/trovadorismo-ii-prosa"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4NDAwOTEwMDAmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3479901341759441365?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3479901341759441365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3479901341759441365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3479901341759441365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3479901341759441365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/trovadorismo.html' title='Trovadorismo'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-5090917977473006788</id><published>2007-09-20T10:59:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T11:51:49.662-02:00</updated><title type='text'>Gil Vicente</title><content type='html'>&lt;h3&gt;O Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;From: &lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;, 11 months ago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_10437" style="WIDTH: 425px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;object style="MARGIN: 0px" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=o-auto-da-barca-do-inferno-26535"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=o-auto-da-barca-do-inferno-26535" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 2px; FONT-FAMILY: tahoma,arial; HEIGHT: 26px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: -5px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="SlideShare" src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/logo_embd.png" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a title="View 'O Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente' on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/vestibular/o-auto-da-barca-do-inferno"&gt;View&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload"&gt;Upload your own&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Etapa Vestibulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/vestibular/o-auto-da-barca-do-inferno"&gt;SlideShare Link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="VISIBILITY: hidden; WIDTH: 0px; HEIGHT: 0px" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/JnB0PTExOTM4MzkxOTIyMTgmcD0xMDE5MSZkPSZuPWJsb2dnZXI=.jpg" width="0" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-5090917977473006788?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/5090917977473006788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=5090917977473006788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5090917977473006788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/5090917977473006788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/gil-vicente.html' title='Gil Vicente'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3848190228094277814</id><published>2007-09-20T00:38:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:44:59.425-03:00</updated><title type='text'>Literatura do Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A literatura brasileira, considerando seu desenvolvimento baseada na &lt;a title="Língua portuguesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa"&gt;língua portuguesa&lt;/a&gt;, faz parte do espectro cultural lusófono, sendo um desdobramento da &lt;a title="Literatura em língua portuguesa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_em_l%C3%ADngua_portuguesa"&gt;literatura em língua portuguesa&lt;/a&gt;. Ela surgiu a partir da atividade literária incentivada pelo &lt;a title="Descobrimento do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Descobrimento_do_Brasil"&gt;Descobrimento do Brasil&lt;/a&gt; durante o &lt;a title="Século XVI" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVI"&gt;Século XVI&lt;/a&gt;. Bastante ligada, de princípio, à &lt;a title="Literatura de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_Portugal"&gt;literatura metropolitana&lt;/a&gt;, ela foi ganhando independência com o tempo, especialmente durante o &lt;a title="Século XIX" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XIX"&gt;século XIX&lt;/a&gt; com os movimentos &lt;a title="Romantismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo"&gt;romântico&lt;/a&gt; e &lt;a title="Realismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Realismo"&gt;realista&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A &lt;a title="Literatura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura"&gt;literatura&lt;/a&gt; produzida no &lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt; possui papel de destaque na esfera &lt;a title="Cultura do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_do_Brasil"&gt;cultural&lt;/a&gt; do país: todos os principais jornais do país dedicam grande parte de seus cadernos culturais à análise e crítica literária, assim como o ensino da disciplina é obrigatório no &lt;a title="Ensino secundário" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_secund%C3%A1rio"&gt;Ensino Médio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a id="Ver_tamb.C3.A9m" name="Ver_tamb.C3.A9m"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ver também&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a title="Escolas da literatura brasileira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escolas_da_literatura_brasileira"&gt;Escolas da literatura brasileira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Lista de autores brasileiros por movimento literário" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_autores_brasileiros_por_movimento_liter%C3%A1rio"&gt;Lista de autores brasileiros por movimento literário&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ligações externas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.biblio.com.br/conteudo/Biografias.asp" href="http://www.biblio.com.br/conteudo/Biografias.asp" rel="nofollow"&gt;Biografias dos maiores autores de nossa língua&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/literatura" href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/literatura" rel="nofollow"&gt;Texto integral de obras da literatura em língua portuguesa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.cervantesvirtual.com/portal/fbn/biografias.shtml" href="http://www.cervantesvirtual.com/portal/fbn/biografias.shtml" rel="nofollow"&gt;Biografias de Autores (Fundação Biblioteca Nacional)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia/poesia/home/index.cfm" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia/poesia/home/index.cfm" rel="nofollow"&gt;Panorama da Poesia e Crônica (Itaú Cultural)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.amigosdolivro.com.br" href="http://www.amigosdolivro.com.br/" rel="nofollow"&gt;Amigos do Livro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="image" title="Portal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Portal.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Literatura lusófona" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_lus%C3%B3fona"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Literatura lusófona&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;a class="new" title="Literatura de Angola" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_de_Angola&amp;amp;action=edit"&gt;Angola&lt;/a&gt; &lt;a class="image" title="Flag of Brazil.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Brazil.svg"&gt;&lt;/a&gt;Brasil &lt;a class="image" title="Flag of Cape Verde.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Cape_Verde.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="new" title="Literatura de Cabo Verde" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_de_Cabo_Verde&amp;amp;action=edit"&gt;Cabo Verde&lt;/a&gt; &lt;a class="image" title="Flag of Guinea-Bissau.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Guinea-Bissau.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="new" title="Literatura da Guiné-Bissau" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_da_Guin%C3%A9-Bissau&amp;amp;action=edit"&gt;Guiné-Bissau&lt;/a&gt; &lt;a class="image" title="Flag of Mozambique.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Mozambique.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Literatura de Moçambique" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_Mo%C3%A7ambique"&gt;Moçambique&lt;/a&gt; &lt;a class="image" title="Flag of Portugal.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Portugal.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Literatura de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_Portugal"&gt;Portugal&lt;/a&gt; &lt;a class="image" title="Flag of Sao Tome and Principe.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_Sao_Tome_and_Principe.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="new" title="Literatura de São Tomé e Príncipe" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_de_S%C3%A3o_Tom%C3%A9_e_Pr%C3%ADncipe&amp;amp;action=edit"&gt;São Tomé e Príncipe&lt;/a&gt; &lt;a class="image" title="Flag of East Timor.svg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Flag_of_East_Timor.svg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="new" title="Literatura de Timor-Leste" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_de_Timor-Leste&amp;amp;action=edit"&gt;Timor-Leste&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Wikipédia possui o&lt;a title="Portal:Literatura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Literatura"&gt;Portal de literatura&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este artigo é um &lt;a title="Wikipedia:Esboço" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Esbo%C3%A7o"&gt;esboço&lt;/a&gt; sobre &lt;a title="Literatura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura"&gt;Literatura&lt;/a&gt;. Você pode ajudar a Wikipédia &lt;a class="external text" title="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_do_Brasil&amp;amp;action=edit" rel="nofollow" action="edit"&gt;expandindo-o&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;br /&gt;(Redirecionado de &lt;a title="Literatura brasileira" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Literatura_brasileira&amp;amp;redirect=no"&gt;Literatura brasileira&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;Ir para: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_brasileira#column-one"&gt;navegação&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_brasileira#searchInput"&gt;pesquisa&lt;/a&gt;, &lt;a title="Cultura do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_do_Brasil"&gt;Cultura no&lt;/a&gt;&lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, &lt;a title="Arquitetura do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_do_Brasil"&gt;Arquitetura&lt;/a&gt;, &lt;a class="new" title="Artes cênicas no Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Artes_c%C3%AAnicas_no_Brasil&amp;amp;action=edit"&gt;Artes cênicas&lt;/a&gt;, &lt;a title="Artes plásticas do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Artes_pl%C3%A1sticas_do_Brasil"&gt;Artes plásticas&lt;/a&gt;, &lt;a title="Cinema do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_do_Brasil"&gt;Cinema&lt;/a&gt;, &lt;a title="Dança do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan%C3%A7a_do_Brasil"&gt;Dança&lt;/a&gt;, &lt;a title="Design do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_do_Brasil"&gt;Design&lt;/a&gt;, &lt;a class="new" title="Escultura do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Escultura_do_Brasil&amp;amp;action=edit"&gt;Escultura&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;Literatura, &lt;/strong&gt;&lt;a title="Música do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_do_Brasil"&gt;Música&lt;/a&gt;, &lt;a title="Poesia do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia_do_Brasil"&gt;Poesia&lt;/a&gt;, &lt;a class="new" title="Pintura do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pintura_do_Brasil&amp;amp;action=edit"&gt;Pintura&lt;/a&gt;, &lt;a title="Televisão do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_do_Brasil"&gt;Televisão&lt;/a&gt;, &lt;a class="new" title="Vídeo no Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=V%C3%ADdeo_no_Brasil&amp;amp;action=edit"&gt;Vídeo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3848190228094277814?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3848190228094277814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3848190228094277814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3848190228094277814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3848190228094277814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/literatura-do-brasil.html' title='Literatura do Brasil'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594654844855850566.post-3097213420046140166</id><published>2007-09-20T00:35:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:45:36.617-03:00</updated><title type='text'>O que é um Poema?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Poema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poema é uma obra literária apresentada geralmente em &lt;a title="Verso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Verso"&gt;verso&lt;/a&gt; (ainda que possa existir &lt;a title="Prosa poética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prosa_po%C3%A9tica"&gt;prosa poética&lt;/a&gt;, assim designada pelo uso de temas específicos e de &lt;a title="Figura de linguagem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Figura_de_linguagem"&gt;figuras de estilo&lt;/a&gt; próprias da &lt;a title="Poesia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia"&gt;poesia&lt;/a&gt;). Efectivamente, existe uma diferença entre &lt;a title="Poesia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia"&gt;poesia&lt;/a&gt; e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas. Ou seja, enquanto o poema é um objecto literário com existência material concreta, a poesia tem um carácter imaterial e &lt;a class="new" title="Transcendente" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Transcendente&amp;amp;action=edit"&gt;transcendente&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Fortemente relacionado com a música, a poesia tem as suas raízes históricas nas letras de acompanhamento de peças musicais. Até a &lt;a title="Idade Média" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia"&gt;Idade Média&lt;/a&gt;, a poesia era cantada. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como na &lt;a title="Música" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica"&gt;música&lt;/a&gt;, o ritmo tem uma importância fulcral.&lt;br /&gt;Na &lt;a title="Grécia antiga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_antiga"&gt;Grécia antiga&lt;/a&gt; a poesia foi a forma predominante de &lt;a title="Literatura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura"&gt;literatura&lt;/a&gt;. Os três gêneros (&lt;a title="Lirismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lirismo"&gt;lírico&lt;/a&gt;, &lt;a title="Drama" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Drama"&gt;dramático&lt;/a&gt; e &lt;a title="Épico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89pico"&gt;épico&lt;/a&gt;) eram escritos em forma de poesia. A &lt;a title="Narração" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Narra%C3%A7%C3%A3o"&gt;narrativa&lt;/a&gt;, entretanto, foi tomando importância, ficando a poesia mais relacionada com o gênero lírico. Ainda hoje é feita esta associação entre poema, &lt;a title="Sentimento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sentimento"&gt;sentimentos&lt;/a&gt; e &lt;a title="Rima" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rima"&gt;rimas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A poesia tinha uma forma fixa: seus versos eram &lt;a title="Métrica (poesia)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9trica_%28poesia%29"&gt;metrificados&lt;/a&gt;, isto é, observavam os acentos, a contagem silábica, o &lt;a title="Ritmo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritmo"&gt;ritmo&lt;/a&gt; e as &lt;a title="Rima" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rima"&gt;rimas&lt;/a&gt;. A contagem silábica dos versos foi sempre muito valorizada até ao início do &lt;a title="Século XX" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XX"&gt;século XX&lt;/a&gt; quando a obra que não se encaixasse nas normas de metrificação não era considerada poesia. Isto mudou com a influência do Modernismo- movimento cultural, surgido na Europa que buscava ruptura com o classicismo. Atualmente o ritmo dos versos foi liberado e temos os chamados "&lt;a title="Verso livre" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Verso_livre"&gt;versos livres&lt;/a&gt;" que não seguem nenhuma &lt;a title="Métrica (poesia)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9trica_%28poesia%29"&gt;métrica&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a id="Refer.C3.AAncias" name="Refer.C3.AAncias"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. RJ: Nova Fronteira, 1993.&lt;br /&gt;LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.&lt;br /&gt;&lt;a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ligações externas:&lt;br /&gt;O &lt;a title="Wikiquote" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikiquote"&gt;Wikiquote&lt;/a&gt; tem uma coleção de citações de ou sobre: &lt;a class="extiw" title="q:Poema" href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Poema"&gt;Poema&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Obtido em "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poema"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Poema&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;a title="Especial:Categories" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Categories"&gt;Categoria&lt;/a&gt;: &lt;a title="Categoria:Poesia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Poesia"&gt;Poesia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poema#column-one"&gt;navegação&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poema#searchInput"&gt;pesquisa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594654844855850566-3097213420046140166?l=profalufonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Poema&amp;action=edit' title='O que é um Poema?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profalufonseca.blogspot.com/feeds/3097213420046140166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594654844855850566&amp;postID=3097213420046140166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3097213420046140166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594654844855850566/posts/default/3097213420046140166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profalufonseca.blogspot.com/2007/10/o-que-um-poema_03.html' title='O que é um Poema?'/><author><name>Lucilene Fonseca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04258015663025234927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-fHps72z4fl8/TX5mwojGSsI/AAAAAAAAANY/sNJwzMxxwto/s220/carnaval2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
